Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015

Um pensamento meu

Aproveita e saboreia cada pequeno momento, porque por pouco que seja, nunca o é, é único e irrepetível. Sente-o na tua alma, vive cada segundo intensamente, porque esse momento é teu. Porque depois de o viveres, nada nem ninguém, nem sequer o tempo te poderá roubar esse momento, porque será sempre teu dentro de ti e nas tuas memórias!

publicado por Ana Cristina Gomes às 15:01

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

O meu esboço de sonho

esboço de um sonho.png

Quem de nós não tem sonhos? Quem não tem que se acuse! Mas quem não tem sonhos, não vive, não luta, não se levanta depois de cair. Quem não tem sonhos, não tem nada a que se agarrar neste percurso de estrada que é a vida. Maiores ou menores, mais ou menos difíceis de concretizar o sonho faz parte de nós, e devemos a esse sonho a capacidade e a força para o realizar. Alguns deles nunca passarão disso mesmo, de sonhos, eternos sonhos. A utopia da realidade. No entanto há outros que se vão esboçando, nos fazem sorrir e nunca desistir. Tenho os meus sonhos, alguns deles são mais que utopias, mas existem outros sonhos que com luta e persistência vão ganhando forma. Um desses sonhos já se tornou um esboço, à espera de tornar ainda mais realidade. Adoro escrever, amo poesia, e numa oportunidade que não podia desperdiçar consegui ter o meu pequeno livro de poesia editado. Um momento inesquecível. Um sorriso nas palavras. Algo que será sempre meu.


Deixo-vos um pequeno excerto do prefácio que é reflexo deste meu pequeno esboço de sonho:


“Lembro-me dos livros, dos riscos, daquilo que achava que eram as letras, mesmo antes de me conhecer a mim mesma. Cresci e li. Cresci e aprendi. Cresci e apaixonei-me por esta paixão sem explicação que é escrever.
Aprendi a ler com os poetas. Quis ser poeta. Perceber como se escrevem aquelas palavras quando um coração chora e uma alma uiva de dor. Quis sentir como se sente um poeta. Uma alma ferida, uma alma incompleta que se completa na incerteza de ser. Quis viver nas palavras, adormecer nos poemas. Olhar as estrelas e ler nelas um poema de amor. Ser poeta a tempo inteiro, esse sonho que acorda em mim e que acompanha os meus passos. Poesia, poemas, nada de rimas, apenas a essência de uma alma sincera na sinceridade do que escreve. Uma alma despida de adereços.
Escrevo para mim. Escrevo para recordar os momentos. Escrevo na terapia da alma. Uma escrita solitária. Uma escrita de uma só pessoa. Uma escrita sem público. (…) Porque hoje somos uma palavra, amanhã apenas o pó que fica da velocidade estonteante de uma escrita sem paragens. Por isso escrevo esta peça de teatro com o meu nome para transformar este esboço de sonho numa vida vivida, numa vida sonhada e nunca numa mera vida de passagem.”

Deixo-vos também um poema que faz parte do livro:

O esquecimento
Que aviva a memória.
As lembranças
Que ateiam a fogueira das recordações.
Fugir
E ver o passado à frente.
Querer estar perto de ti
Para abandonar o teu coração.
As minhas lágrimas
No teu sorriso.
O meu sonho
No teu pesadelo.
Um beijo teu
Para não mais te amar.
Ver-te
Para não te sentir.
Estar preparada
Para não conseguir
Ver a luz do sol sem o teu sorriso.
Ter de sair do autocarro
E querer continuar sem paragens.
Esquecer
Para me lembrar
Do desejo de ser
Que tem de desaparecer.

O livro está disponível em (ou entrem em contacto comigo)
Livro:
http://www.poesiafaclube.com/store/ana-cristina-gomes-esboco-de-um-sonho

Ebook:
http://www.poesiafaclube.com/store/esboco-de-um-sonho-de-ana-cristina-gomes

 

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 20:36

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

A rapariga que roubava livros de Markus Zusak

Pouco passa das 23h30, e aqui estou eu de coração apertado depois de ter lido as últimas páginas de A Rapariga que roubava livros. Quem diria que me ia envolver assim tanto na história, a ponto de no final sentir a dor da personagem e não conseguir conter que uma lágrima espreitasse? Um dos motivos que me levou a ler este livro foi o facto de ter como cenário a 2ª guerra mundial, triste acontecimento da história da humanidade, mas cuja envolvência me fascina. Ao começar a correr as primeiras linhas, achei que não ia gostar, pois apresentam-me a morte como narradora, pensando que podiam ser palavras demasiado pesadas. No entanto à medida que ia conhecendo Liesel Meminger, a sua história, as personagens à sua volta foi impossível não me apaixonar por esta menina que roubava livros porque amava as palavras, e foram essas palavras que a salvaram da morte no bombardeamento que dizimou a sua rua. Nesse fim trágico onde as pessoas que Liesel amava morrem como os seus pais adotivos, que a acolheram depois de perder a mãe e o irmão. O seu papá que a ensina a ler, a sua nova mãe, de temperamento duro, mas que no fundo o seu coração é luz. O eterno amigo de Liesel, Rudy Steiner, o seu parceiro em tantas aventuras, que morre sem um beijo da sua amada. E outras personagens sem a qual a história não viveria, e que nelas é retratada a crueldade desta fase negra da nossa história mais recente. Falta apenas referir uma importante personagem, Max Vanderburg, um judeu acolhido pela família Hubermann (Hans e Rosa) que sobrevive na cave e que cria uma ligação muito profunda e intensa com Lisa através das palavras. É emocionante vê-la a ler para Max enquanto este está em coma. E como ela lhe faz o relato do mundo exterior. Que simplicidade tão enternecedora e cruel. Max escreve-lhe uma pequena história que a inspira, quando este tem de fugir, para Liesel escrever a sua própria história. A história que nos é contada pela morte e pela sua visão que se torna mais profunda no bombardeamento da Rua Himmel, com a narradora também a ficar triste por este desfecho. Triste, só de me relembrar sinto uma grande emoção, numa beleza literária ao escolher as palavras certas que nos emocionam. Uma história simples de uma menina simples, no meio da 2ª guerra mundial, que fascina qualquer um. E sendo uma época de carnifica injustificada, justifica-se que seja a morte, a narradora desta história que comove, que nos fazer sorrir e chorar.

a rapariga que roubava livros.png

 

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 09:20

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Domingo, 25 de Janeiro de 2015

Que amor é este?

Que amor é este que sinto? Um tudo ou nada na balança das emoções!
Que amor é este o de amar um outro tão diferente de mim? Que amor é este se somos a lua e o sol, que nos tocamos num amor que se separa? Onde cada diferença me faz amar mais e mais! Onde a diferença me poria a percorrer o infinito só para te ver sorrir.
Que amor é este que sinto que não era suposto sentir, mas sinto, não fujo e não escondo a cor da minha alma que se pinta com o teu olhar em mim? Como é possível sentir e voltar a sentir uma paixão que nasce a cada segundo, que se renova na impossibilidade de o ser?
Que amor é este que sinto e que de tão intenso sinto a sua intensidade no bater do meu coração só de darmos a mão?
Que amor é este que vive num abraço que não sei quando se voltará a repetir? Um amor e um beijo na noite que chega. O silêncio que nos abraça e a chuva que nos molha.
Que amor é este sentir o teu perfume só de fechar os olhos? Fechar os olhos e sentir-te aqui, não querer abrir os olhos, só se tivesses aqui no dia que amanhece.
Que amor é este que sinto no desejo ardente da paixão de sermos um corpo e uma alma?
Que amor é este que nem o tempo nem a distância apagam, que apenas o tempo e a distância o tornam eterno dentro de mim?
Que amor é este que sinto por ti, mas que não conhecerá a velhice? Um amor que sei que não voltarei a sentir, uma emoção única que nenhum outro o fará sentir. Sei que não estou enganada, daqui a muitos anos quando voltar a ler isto, o amor não morreu, podemos estar longe mas estarás comigo. Este amor que sinto já nasceu comigo e nunca me abandonará.
Que amor é este que torna cada segundo único e especial, que me faz sentir que viver valeu a pena? Que amor é este que fica nas pequenas mas grandes recordações dos pequenos momentos que nem o esquecimento me fará esquecer?
Que amor é este que ao fazer a coisa errada estou a fazer o certo que o destino escreveu antes de nos termos encontrado?
Que amor é este que sinto onde anseio apenas a oportunidade de tentarmos ser felizes lado a lado no amanhecer do anoitecer que é a vida?
Que amor é este que escava o meu ser? Que amor é este entra na profundidade da minha alma?
Que amor é este que nas lágrimas me tornou ainda mais forte? Que amor é este que ao amar-te me conheço cada vez melhor?
Que amor é este que me faz escrever estas palavras quando o meu pensamento ficou contigo onde quer que estejas?
Que amor é este que é um sonho? Um grande e único sonho! O sonho da vida! O sonho que não passará de um mero sonho que vivo nos pequenos segundos ao pé de ti na incerteza do amanhã que não conheço, mas na certeza que sempre o será nem que seja nas lágrimas que me farão companhia das recordações de nós no eu e tu que por momentos pudemos ser.

 

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 17:38

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Sábado, 24 de Janeiro de 2015

Uma recordação de Natal

Era época natalícia, e queria muito ler um livro que despertasse as cores brilhantes do natal nas palavras que me acompanhavam dia após dia por entre as luzes e cheiros tão característicos que só o dezembro sabe ter. Queria abraçar o espirito natalício com um livro à altura, que me fizesse viver ainda mais a época. Encontrei Noite de Reis numa boa promoção e nem pensei duas vezes, comprei e comecei a ler, no fundo ainda sem muitas expetativas sobre o romance que se encontrava nas minhas mãos, pois a autora era ainda uma desconhecida para mim. Mas o impacto positivo pelo livro foi quase imediato, senti uma ligação forte às palavras que ia lendo, à medida que a personagem Holly Brown, uma viúva que não gostava do natal, me ia sendo apresentada. Queria paz e sossego ao cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, na aldeia de Little Mumming. Isso achava ela, antes de começar a conhecer todas as personagens que enchem a história com cores e sabores. E por falar em sabores, quando que sentia o cheiro e o meu paladar salivava com todos os seus cozinhados. Comida natalícia por entre as palavras que lia e me faziam sentir parte da história, como se aquele natal também fosse meu. A par dos cozinhados temos o diário da avó que ia sendo revelado no início de cada capítulo e com um desfecho que só quem lê consegue adivinhar. Não posso deixar de referir a personagem de Jude Martland, o dono da casa, havendo uma antipatia mutua por telefone mas que com o isolamento da aldeia, após a sua chegada, obriga a um convívio inesperado. E todas as personagens que com a sua alegria transformam este livro na escolha ideal de leitura natalícia. Todos eles fazem falta, desde os animais de estimação, à noiva mimada, ao bondoso e óptimo contador de estórias Noel, à resmunguice de Henry, à amabilidade e pragmatismo da tia de Jude, à veia casamenteira de Jess, personagem que eu simplesmente adorei pela criança genuína que é. E todos eles seguem o cheiro que os leva até à cozinha onde Holly passa grande parte da história, e como seria de esperar, não só ela.
Este livro é sem dúvida uma história de famílias, para famílias, temperada com a dose certa de humor e ternura. É impossível não sorrir, rir nos momentos certos e sentimo-nos aconchegados o tempo todo.
A leitura que acompanha bem um chocolate quente numa noite de inverno com árvore de natal ao lado com as suas luzes sempre brilhantes.
Uma excelente compra que recomendo vivamente.

noite de reis.jpg

 

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publicado por Ana Cristina Gomes às 19:46

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

O mestre Ken Follett em No Limiar da Eternidade

Um dos meus autores de eleição é Ken Follett, uma espécie de ídolo das palavras, que escreve com mestria conseguindo envolver-nos na história e ter a proeza de ao longo de um quase infinito de páginas não se repetir, isto é ou não de génio, pergunto eu? Descobri a sua escrita à não mais que 3 anos e desde então tenho tentado ler todos os seus livros (já levo uma boa média). Sou fã da trilogia O Século, sem dúvida, uma das obras-primas que retrata o século XX, por isso quando em setembro passado foi lançado o último volume, ofereci como prenda a mim mesma (não é todos os dias que é lançado um livro assim na altura do meu aniversário). E quando dei conta já tinha chegado ao fim, que leitura intensa e veloz. Aqui ficam as minhas palavras sobre o Limiar da Eternidade que escrevi na altura e agora partilho:

Aguardei ansiosamente pela chegada do terceiro e último volume da trilogia O Século - No Limiar da Eternidade. Chegou o momento e a leitura não pode esperar no passo apressado de quem anseia por conhecer a nova geração destas famílias que já fazem parte da nossa história literária. Foram dias de uma tal envolvência que me sentia uma espécie de intrusa que espreita a vida destas personagens sem pedir permissão.
A mestria de Ken Follett transporta-nos para marcos históricos que não podem ser esquecidos porque a nossa sociedade é reflexo desses momentos. Nada faltou desde 1958, ano em que se inicia o livro, o muro de Berlim, a guerra fria, a guerra do Vietname, o assassinato de Kennedy e de Martin Luther King, sem esquecer o rock ‘n’ roll e o consumo das drogas. Embora com personagens fictícias que se cruzam com personagens verídicas como John Kennedy ou Martin Luther King, a narração de Ken Follett é real sem que um pormenor seja esquecido. Não há melhor maneira de recordar a história da humanidade no pós 2ª Guerra Mundial.
Ao folhearmos cada página é impossível não sentir as emoções das personagens como sendo emoções nossas. Senti a tristeza do Fitz quando lhe destruíram a única recordação que tinha da irmã por causa da vingança de um muro. A alegria de uma família que se reúne anos e anos depois de se separar. A luta pela igualdade nas personagens de George e Maria. A crueldade de um comunismo. Os sonhos, as batalhas, as conquistas, as derrotas, a esperança. Estas personagens viajaram comigo para a sua época, deixando-me ansiosa por cada nova página. Ficava em suspenso no momento em que cada passagem nos deixava em suspenso. Cada página voou como o vento veloz, passando sem dar por ele. Simples ao mesmo tempo que imponente. Ken Follett é um dos autores de referência e sem dúvida que esta trilogia entrará para a lista obras-primas de todos os tempos. O tamanho do livro pode assustar os incautos, mas a leitura é leve e suave como só os verdadeiros mestres sabem fazer. Quando terminamos o livro parece que nos fica a faltar algo, como se quiséssemos continuar a acompanhar a história daquelas personagens e a geração seguinte (fica aqui a dica para quem sabe, no futuro, possamos ter a história destas ainda crianças). I have a dream foi das passagens mais emocionantes em que a lágrima espreitou e tal como havia um sonho, eu também tenho o sonho de um dia ser capaz de escrever assim. Recomendo vivamente este livro. Só ao lerem saberão como é sentir a história dentro de nós.

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:53

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Em construção

Aqui estou a escrever o meu primeiro post de um blog ainda em construção, definindo a sua identidade própria. Uma nova aventura num desafio que me lançaram e que abraço com a força da alma de quem ama o mundo das palavras. Se calhar nunca pensei a sério nisto de ter um blog, mas o que custa tentar? Nada, isso mesmo! Por isso aqui estou eu naquele que espero que seja o primeiro de muitos posts que crescem como cresce a paixão pelas palavras.
E porquê O sopro mágico das palavras como título deste blog? Pensei em várias hipóteses, tinha de encontrar algo que fosse sintomático daquilo que queria fazer os outros sentir ao abrir esta página. As palavras carregam em si uma magia que nem todos conseguimos sentir, como se fosse um sopro de vento que nos chega na sua suavidade do ar que respiramos. Para muitos esse ar vive misturado com palavras, como o meu mundo e o meu ar que só existe porque existem palavras às quais me agarro naquilo a que chamamos vida.
Como intitulei este post, o blog está em construção não só no digital como na minha mente que fervilha ao pensar que possíveis temas poderei abordar. Será uma descoberta constante dos próximos meses. A pressa não me acompanha, por isso o tempo terá tempo de ser tempo no nascimento de um blog de mim para mim e de mim para os outros, onde partilharei livros, pensamentos e tudo aquilo que encontrarei nesta estrada da vida pela qual caminho.
Aqui serão partilhadas palavras, as minhas e as dos outros. Neste momento mais não sei. Este blog vai crescer como um sopro, suave e sereno numa magia que eu e vocês vamos conhecer.

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:50

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