Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015

Simplesmente alguém....

O relógio no pulso marca uma hora matinal em que os minutos são apenas um dado acessório neste texto. Uma manhã num dia da semana, que também pouco importa saber se é 5ªf ou domingo. Amanhece no outono que chega e o frio que começa a arrepiar o braço ainda desnudo, com relutância em despedir-se do verão e abraçar a suavidade de um casaco.
Um desconhecido que se cruza no meu caminho. Um desconhecido com nome e apelido. Um rosto com sorriso e a doçura num tímido bom dia. Desde há muito que és um desconhecido só porque não te posso chamar de amigo. Alguém que vejo. Alguém que tropeçou nas pedras do meu caminho não por mero acaso. Alguém que tem uma missão neste cruzar de passos. Desconheço os teus hábitos, os teus gostos, disso pouco ou nada sei. Mas essa ignorância não me impede de sentir um conforto quando nos fugazes minutos alcanço o teu olhar. Nesta corrida da vida não te conheço, mas as nossas almas já escreveram histórias antes de este tempo ser tempo. Histórias de carinho e afecto. Histórias de protecção e abrigo. Histórias que ficam guardadas na memória do espírito e mesmo que o inconsciente não queira partilhar as palavras escritas, existe um brilho que só estas almas conseguem ver. Foi esse brilho que vi e que vejo. E que nunca esquecerei porque simplesmente nunca o apaguei com a borracha do esquecimento. Brilho que volto a reencontrar nas entradas e saídas da vida e das vidas.
Deixo-me ficar a olhar para ti, o sol reflectido no teu rosto na manhã que acorda, na luz que me indica o trilho a descobrir. Faz-me olhar no percurso que está à tua frente e impede-me de olhar para trás, para um passado que chega e com o qual não quero falar. Talvez seja isso que te torna tão especial, deixas um rasto do teu brilho para que possa procurar o meu caminho. Olhar para ti faz as asas do meus sonhos abrirem novamente e quererem levantar voo. Serem livres para existirem. Olhar para ti faz-me acreditar que não perdi a capacidade de amar no passado que me magoou e que teima em não desaparecer. Sentir o meu coração sorrir é saber que ainda consigo desenhar um sorriso dentro de mim. Que afinal a esperança pode renascer e voltar a viver. Acreditar e não desistir.
Sentir a tua presença perto faz-me sentir que posso encontrar a paz em mim. Sempre que te vejo a minha mente escreve-te mas faltava colocar as palavras no papel. Talvez nunca as leias. Talvez nunca te possa abraçar. Descrevo-te como se fosses uma espécie de anjo, e talvez sejas isso mesmo, um anjo num corpo de um desconhecido que talvez nunca possa chamar de amigo, mas sem dúvida serás uma das pessoas que mais marcará esta minha aventura chamada vida. És simplesmente alguém…. O desconhecido mais importante. O sorriso mais marcante. O olhar mais penetrante. És simplesmente alguém que resplendece para me acordar para o brilho da vida. E seguirei sempre o rasto que deixas atrás de ti para me guiar à procura da minha felicidade. É isso que os anjos fazem, certo?!

grav_homem_olhando_mar_bco_a.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:45

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2015

Um pensamento meu

Talvez na cobardia do teu silêncio, surja no meu esquecimento este amor sem sentido que vive em mim.

publicado por Ana Cristina Gomes às 10:46

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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015

O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Os pássaros que voam livremente pelo grande céu, nunca se esquecem da sua casa nem de lá regressar.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 09:29

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Em vez de tomar muitos medicamentos para curar os teus males, cuida melhor e com constância do teu corpo e de ti mesmo.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:55

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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

Sarah Addison Allen "Lago Perdido"

Existem livros, que simplesmente vêm ao nosso encontro, com uma razão tão certa nas suas palavras que nos faz arrepiar a alma. O Lago Perdido é um desses livros. Comprado numa promoção, o tempo que esteve na pilha de livros a ler foi reduzido, talvez porque a palavra perdido tivesse despertado algo dentro de mim. Como Sarah Addison Allen já nos habitou a bonitas e ligeiras histórias, não hesitei em agarrar este seu livro e iniciar uma leitura que foi mais curta do que esperava. Fiquei rendida ao Lago Perdido logo na primeira página e não fugi uma frase a esta emocionante rendição. Conhecer a estância, a sua história, a vida da sua proprietária, Eby, dos seus fiéis visitantes, Bulahdeen, Selma e Jack, a cozinheira muda que se expressava através dos seus cozinhados. E a história de mãe e filha, Kate e Devin, em processo de luto, e de luta para recuperarem a vida há muito perdida. Neste lago encontram a liberdade interior e o caminho que tanto procuravam. Sobretudo encontram-se a si mesmas. Nós, leitores, acompanhamos passo a passo essa maravilhosa descoberta, pensando ao mesmo tempo no nosso caminho. Num percurso idêntico a Kate e Devin, conhecemos Wes, um jovem, que se sente perdido e abandonado, e que também se volta a encontrar e a encontrar a vida que julgava perdida algures na adolescência.
Num momento em que a estância parece ter os dias contados no calendário, estas personagens, cada uma à sua maneira vão reviver a vida e perceber que muitas vezes, algo não está perdido, apenas escondido. Precisa é de ser encontrado.
Sem dúvida que vamos emocionar-nos com a pequena Devin que vê algo (o quê, não digo!). Porque é ela, a personagem mais nova do livro que nos vai fazer acordar ao mesmo tempo que acorda a sua mãe e restantes personagens com o seu grito “ Porque não estás a lutar?”. Pergunta intensa e que nos faz tremer!
Um pequeno detalhe de Bulahdeen, uma fiel visitante do Lago Perdido, apaixonada por livros, que não iremos esquecer, quando nos diz, que quando não gostamos de um final, podemos sempre mudá-lo e voltar a escrever um novo desfecho para uma história. Um excelente conselho, não acham? Para por em prática!
Embora seja uma história leve, deixa as suas marcas cravadas na nossa alma, porque estas personagens são o reflexo de nós, leitores. Vamos, sem dúvida, encontrar semelhanças com qualquer uma delas. E essa semelhança vai-nos deixar a pensar e a reflectir no que somos, no que queremos, de onde viemos e para onde vamos. Um Lago Perdido que nos ajuda a encontrar o que se julgava perdido. Um livro que talvez ajude o leitor a encontrar-se consigo próprio através de uma história que à partida parece simples. O desafio deste livro é olharmos para dentro das palavras e perceber a sua subtil mensagem.
Deixo-vos a frase que mais me marcou e que resume este livro “Às vezes, só precisamos de alguma coisa em que acreditar.” Verdade, certo?

 lago perdido.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 12:27

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Quando o Sol se começa a pôr, lamento o dia que passei sem fazer nada.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:28

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015

Adeus Verão.....Olá Outono!

Hoje, quando o relógio marcar nos seus ponteiros, no hemisfério norte, 22h19, o verão despede-se de nós, e vai descansar até ao seu regresso em 2016. Descansa a estação do ano, mas o sol, a sua energia fica entre nós. Os raios de sol vão continuar a emanar o calor que toca nos nossos braços. Os vestidos dão lugar às calças e as sandálias arrumam-se no armário e voltam as botas aos nossos pés. Foi um verão com alguns dias frios, muito vento, água gélida nas ondas do mar. Mas não foram motivos que nos fizessem abandonar a praia, o suave prazer do relaxar na areia que nos fazia cócegas. Mais um verão, mais leituras na praia, mais horas na esplanada, mais passeios, mais uma fuga da cidade ao encontro da paz da natureza.
Verão, sinónimo de férias! Mas, infelizmente também sinónimo dos fatídicos incêndios que uma vida destroem nos minutos das suas labaredas. E isso nada deixa de saudades. Uma história que se repete ano após ano e cuja solução é uma miragem. Vandalismo, interesses económicos, a razão é irrelevante para o sofrimento e dor que causa às suas vítimas. Já era tempo de o verão ser verão sem os incêndios a manchar o seu sorriso.
Despede-se o verão no calendário, mas a sua presença ainda se manterá mais umas semanas entre nós. Uma doce transição para o outono das folhas caídas no chão. O frio que começa a arrepiar nas noites. As leituras ao lado de um chá quente. As gotas da chuva na terra molhada que nos faz viajar no tempo e sentir a infância perdida em nós. O outono traz nos seus braços uma outra espécie de conforto emocional. Nada de tristezas, nada de lamentos pela partida do verão. Novos pequenos momentos surgem para nos fazer sentir vivos, porque cada estação tem a sua beleza própria e o outono ser o escurecer cedo do dia, mas nesse escurecer mais cedo, decerto encontraremos o brilho das estrelas que acordam sobre nós.
Sintam e vivam a beleza deste outono único que ficará connosco até às 17h47 do dia 21 de dezembro. E não se esqueçam que nesta estação teremos o chegar da sinfonia das cores e desenhos típicos de natal que pintam os meses do ano que se aproximam a passos largos.
Um até já ao verão e um forte abraço de boas-vindas ao outono que chega nas folhas que deslizam nas árvores.

adeus verão.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 17:21

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O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Esforça-te mesmo quando tudo parecer difícil. É possível alcançares qualquer objectivo do mundo.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 12:25

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Domingo, 20 de Setembro de 2015

"Completa a frase...." Desafio aceite!

Adoro palavras e que tal para um fim de tarde de verão que um desafio com palavras? A Marta, autora do blog O Meu Canto lançou o desafio e agarrei-o com a caneta e papel!

18797335_3NJzD.jpeg
A ideia é completar algumas frases com a primeira coisa que nos vier à cabeça.
As regras são estas:
- Completar todas as frases
- Indicar alguns blogs para responderem à tag
- Marcar quem te indicou no post
- Comentar com o link da tua resposta à tag no blog de quem te indicou


Sou muito...emocional!
Não suporto...confusões!
Eu nunca...pensei que ia adorar desporto!
Já me zanguei...comigo própria!
Quando era criança...era gulosa!
Neste exacto momento...aceitei o desafio e aqui estou eu a escrever!
Morro de medo...da solidão!
Sempre gostei...de escrever…..de palavras!
Se eu pudesse...trabalhava naquilo que realmente me faria sentir preenchida!
Adoro...escrever!
Fico feliz quando...quando faço o que realmente gosto!
Se pudesse voltar no tempo...viveria aquilo que a minha falta de auto-estima não me deixou viver!
Quero viajar para...onde pudesse ser feliz!
Eu preciso...de sorrisos matinais!
Não gosto de ver...injustiças!

E agora desafio:

http://aprincesadacasa.blogs.sapo.pt/

http://duasmulheresemeia.blogs.sapo.pt/

http://ohomemcerto.blogs.sapo.pt/

http://aprendizdefeiticeira.blogs.sapo.pt/

http://algunsmomentosmeus.blogs.sapo.pt/

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 19:26

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«O maravilhoso das flores que crescem junto ao lago é que, mesmo quando caem, nadam sobre a água e podemos admirar a sua beleza.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 09:29

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