Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

Medo

Medo, que palavra tão intensa e que escurece a alma na escuridão da noite que já se instalou na rua. A pouca luz da lâmpada ilumina estas palavras para iluminar a alma que escreve. Existe o medo que nos paralisa e nos impede de viver e existe aquele medo que nos impulsiona a lutar. Todos temos medos que vivem dentro de nós, não podemos dizer se são maiores ou menores que o medo dos outros, porque é o nosso medo, algo tão íntimo da nossa intimidade e só nós conseguimos sentir a dor de ter medo.
Os medos concretos e reais, palpáveis como o medo de perder o emprego, o medo de perder a casa, o medo de uma doença grave. Medos que desejamos para que para sempre seja um receio, os medos da sociedade, o medo que nos incutem.
O medo das alturas, o medo de estar fechado, o medo do escuro, medos traumatizantes que podemos curar nas causas que o causaram.
O medo de perder os sentidos, não ver a beleza da natureza ou cheirar o perfume do mar na brisa que o vento traz.
Posso ter estes medos e outros tantos, porque viver é enfrentar os medos, é ganhar novos medos e deitar fora outros tantos.
Mas o teu medo é o meu maior medo!
Tenho medo da solidão quando vem acompanhada pelos outros. Tenho medo de sentir no peito a tua saudade, a saudade que fica dos beijos e dos abraços. Tenho medo das memórias e das recordações por serem passado e não o presente que se constrói. Tenho medo das lágrimas e da dor na alma que lateja só de pensar em ti. Tenho medo de não voltar a ter medo de atravessar as ruas na noite em que só a lua me vê. Tenho medo que a vida seja demasiado eterna para voltar a estar contigo, a cruzar o teu olhar no meu. Tenho medo do tempo não correr nos minutos do relógio e que pare quando já não for a tempo de parar para viver. Tenho medo de cegar os meus olhos no sol porque vivo na escuridão da noite. Tenho medo de não mais ouvir o cantar dos pássaros por o meu espírito viver na agonia do silêncio. Tenho medo de só escrever as palavras mais tristes por ser isso que deixas em mim.
Tenho medo do que o destino desenha no meu livro no teu capítulo. Tenho medo de caminhar mais uma vida sem ti. Tenho medo de sufocar na eterna dor de te perder. Tenho medo de abrir a porta da vida e não te ver lá.
Tenho medo da vida. Não pela vida. Mas porque mais uma vida sem ti é mais uma vida perdida. E disso até o medo tem medo, por já ter isso marcado na sua história.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:33

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A frase mágica do dia

«Hoje eu ficarei bem, aconteça o que acontecer. Não vou preocupar-me com nada. Permanecerei leve e despreocupado.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 07:00

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Domingo, 28 de Fevereiro de 2016

Um pensamento meu

Dispo a minha alma e entrego-te para que possas vesti-la com o teu amor.

publicado por Ana Cristina Gomes às 13:29

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Para reflexão

Porquê essa tendência generalizada para assinalar as falhas dos outros? Porquê obstinar-se em criticar homens e mulheres que se debatem com tantas dificuldades? O mais extraordinário é que, ao criticá-los, muitos creem que estão a demonstrar lucidez, sabedoria, mas também amor. Diz-se que «Quem ama muito, castiga muito», e o castigo segue, necessariamente, a crítica: só se pode "castigar" alguém quando se vê em que é que ele agiu mal. Não, em inúmeros casos, o amor não consiste em criticar e, aliás, a sabedoria também não. Amar os seres é compreender as suas dificuldades e agir com delicadeza, para aliviar os seus sofrimentos. Ora, a crítica tem sobretudo tendência para arranhar, esgatanhar, ferir. Muitas vezes, não é amor, mas carnificina. O verdadeiro amor não se mancha com sangue, é grandioso e luminoso. Por seu intermédio, ligais-vos a Deus e Deus aconselha-vos os melhores métodos para agir em relação aos seres.
O que é um bom crítico? Um bom agricultor, que sabe aparar as árvores, podá-las, endireitá-las e libertá-las das lagartas e dos insetos nocivos. Ele preserva aquilo que é bom e, um tempo depois, surgem flores e frutos magníficos. "
Omraam Mikhaël Aïvanhov

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publicado por Ana Cristina Gomes às 12:34

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A frase mágica do dia

«Tomar decisões precisas, significa tomar decisões corretas e benevolentes, isto é, que tragam benefício para todos. Para tomar uma decisão precisa, necessitamos de: 1. Tempo para refletir 2. Entender o poder das nossas decisões. Questione, analise, entenda, e então decida.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 07:00

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2016

Um pensamento meu

Só o teu amor pode curar as feridas abertas que deixaste em mim.

publicado por Ana Cristina Gomes às 17:54

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A frase mágica do dia

«A amizade é o maior sentimento que não morre.» Florbela Espanca

publicado por Ana Cristina Gomes às 07:00

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

A frase mágica do dia

«A paz termina, quando você se deixa envolver emocionalmente numa situação. A prática de ser um observador neutro, ajuda-o a permanecer estável e calmo. É a melhor maneira de tomar decisões, sejam quais forem as circunstâncias.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 07:00

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016

Madame Bovary de Gustave Flaubert

Muito já era o tempo em que lia, em todas as listas de recomendações de livros, que um amante da escrita deveria folhear a famosa Madame Bovary de Gustave Flaubert. Sentia-me cada vez mais em falta com esta leitura. Um clássico que deveria constar das minhas palavras lidas. Até que decidi abraçar a Madame Bovary. Foi um intenso abraço de cultura, que ainda me custa largar Emma e todos os seus dramas. Nas palavras de Flaubert aprendi novas palavras, novas expressões. Todo o romance é pródigo em expressões maravilhosas que nos deleitam e nos fazem deixar de boca aberta. Não é um romance comercial trivial e fácil. Requer atenção nas palavras que nos chegam na suavidade atroz de uma escrita inteligente.
Podemos resumir o romance à história de Emma, que acha que ao casar com Charles Bovary, médico, vai ter acesso a uma realidade imaginária. A densidade psicológica da personagem é enriquecedora para o leitor, pois acha-se uma grande amante, no entanto as suas atitudes são de uma mulher perturbada, numa tentativa de ser manipuladora com o seu marido e os seus dois amantes. Mas Emma só consegue ser possessiva, egoísta e egocêntrica que se vai enrolar num enredo até ao seu final, que para alguns poderá ser óbvio, mas para outros não tanto. Mas talvez a pessoa que mais sofre com os esquemas e acções de Emma, o marido, terá um desfecho, que muitos poderão achar injusto. Estamos na escrita do século XIX e a tragédia é uma condição das grandes obras! E Madame Bovary é, sem dúvida, uma grande obra.
Um livro que irei reler e reler, para a cada nova leitura, interiorizar novas formas de escrita. Para quem não leu, fica um conselho, ponham na vossa lista de prioridades. Não demorem muito tempo a conhecerem Emma. Até a conhecerem nas páginas do livro, onde nos é apresentada, o livro pode parecer um pouco sem sentido e pouco envolvente. Mas assim que nos embrenharmos na mente de Emma, difícil é parar de ler.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:56

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A frase mágica do dia

«Ao perder uma oportunidade, não permita que haja lágrimas nos seus olhos. Pelo contrário, mantenha a sua visão clara, de forma a não perder a próxima.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 07:00

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