Terça-feira, 18 de Abril de 2017

Carlos Ruiz Zafón "A Sombra do Vento"

Ainda me custa fechar este livro, não me quero despedir de Daniel Sempere e da história de Julián Carax que deu origem ao título deste livro “A Sombra do Vento”.

Em 1945, Daniel é uma criança de 11 anos quando o pai o leva ao Cemitério dos Livros Esquecidos. Nessa incursão pelo mundo dos livros descobre este livro maldito e toda a sua vida muda. Cresce e com ele cresce a curiosidade de descobrir quem é este escritor numa obra tão fascinante. É arrastado para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma negra de Barcelona.  

Vamos conhecer as personagens na vida de Daniel. O primeiro amor, Clara. Don Gustavo, que mais tarde terá um papel importante nos deslindar da história de Carax. O pai, por quem vamos sentir uma imensa ternura. Bea, o amor da sua vida. Tomás, irmão de Bea. E o sem-abrigo que se torna no aliado na descoberta do enigma Julián Carax, Fermín Romero de Torres, uma das mais bem conseguidas personagens deste livro. Impossível não adorar este homem.

Em paralelo, misturam-se as personagens da história de Julián Carax, mas também muito reais porque fizeram parte da sua vida, como Penélope, o seu amor. E outras tantas que aqui não direi para não estragar a leitura, pois só com o sentir das páginas vamos percebendo quem são. E não quero condicionar a leitura. E no final saberemos o que aconteceu com Carax! Já agora, um final mesmo muito bom, impossível deixar de ler de rajada as últimas páginas.

Ainda tinha este autor em falta nas minhas leituras, mas há muito que queria ler uma das suas obras, descobrir a sua escrita. E estou encantada com a escrita, com as palavras. Com a magia que consegue na escrita dessas mesmas palavras.

Um livro difícil de largar. Um livro difícil de fazer uma pausa quando o mundo nos chama para os nossos deveres. Um livro que só nos dá uma vontade imensa de ler e ler e não parar até descobrir o que aconteceu a Julián.  Mas no final não queremos fechar o livro porque nos envolvemos com estas personagens e estivemos ali com elas a viver intensamente esta história.

Terminei o livro mas ainda me custa dizer adeus a Daniel, a Julián e a todas as personagens que fizeram parte dos meus dias.

Sem dúvida, um livro que recomendo. Podem colocar as expectativas no alto que não serão defraudadas.

E em breve, sem dúvida irei regressar ao Cemitério dos Livros Esquecidos com “O Jogo do Anjo”.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:21

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