Quinta-feira, 3 de Março de 2016

Gostar de mim # Natal é Quando a Mulher Quiser #Carolans Irish Cream

Na época natalícia participei na iniciativa “Natal é Quando a Mulher Quiser” de Carolans Irish Cream, cujo objetivo era cada uma de nós partilhar textos em várias categorias desde Girl Power até Inspirações, passando por Love ou Desabafos.
Uma oportunidade de escrever e partilhar momentos não pode ser desperdiçada. Mesmo não sendo a vencedora, é sempre um orgulho ver um dos meus textos publicados na página do passatempo http://natalequandoamulherquiser.pt/gostar-de-mim/
Espero que as palavras da minha história real sejam uma inspiração para as outras. O texto publicado não está completo, por isso deixo-vos aqui a versão completa:

Nasci com as palavras em mim e desde sempre namoro com elas, são a companhia das minhas emoções. Com o tempo tenho aprendido tanto sobre mim enquanto a caneta desliza no papel, porque escrever o meu eu é saber quem sou! Amante das palavras mas jamais pensaria estar aqui a preencher esta folha com as belas palavras “Gostar de Mim”! Desde que a memória permite, sempre me vi como gordinha, uma criança com bochechas! Ainda tenho no meu quarto uma foto vestida de princesa no carnaval, talvez com os meus 9 anos com um pneu demasiado saliente para a criança que era e que sentia dentro de si que não era princesa, que aquele fato era apenas um mero disfarce de um dia. Um vestido que não pode disfarçar a tristeza que se vai lentamente apoderando do nosso ser. Continuei a crescer e a gordura crescia comigo. Era gorda, não gostava de mim! No tempo da educação física do longínquo 11º ano, por exemplo, nem uma volta conseguia dar à pista. Lembro-me de ser gozada por ser gorda. Lembro-me de não ter vivido a adolescência a que tinha direito, a paixão da moda, a descoberta da maquilhagem. Lembro de ir a lojas e achar que eram lojas para anoréticas porque o maior tamanho que tinham era o 42 e eu já vestia o 46. Lembro-me de dizer há minha professora de alemão, nas antigas e saudosas Lição nº 100, que não conseguia emagrecer, e as palavras dela foram Ana, depois dos 18 vais conseguir. Ah como gostava de a reencontrar e dizer-lhe que ela tinha razão! Quando aos 18 anos entrei para a faculdade devia pesar mais de 90 Kg e nunca esquecerei um dia em que comprei umas calças tamanho 48! Tinha chegado bem fundo e cada vez gostava menos de mim! Até ao dia em que uma médica que estava a fazer internato me disse: Tens de fazer dieta! Apenas respondi Não consigo! Deu-me conselhos sobre o que comer, o que evitar e um ano depois já pesava menos 20 kg! Foi um processo longo e moroso, este de aprender a comer, a ler os rótulos das embalagens dos produtos alimentares. Mas o processo mais difícil chegava com a fuga dos quilos em excesso, a reconquista da minha auto estima, há tanto tempo perdida que não sabia onde encontra-la! Já eu tinha perdido peso significativo e já tinha entrado numas calças 42. Ainda hoje me recordo do sorriso quando as consegui vestir pela primeira vez! Tinha 20 anos e não cuidava de mim, não sabia o que era uma sombra de olhos, não pintava as unhas, não me arranjava, andava assim, despercebida comigo mesma. Tinha a minha auto estima mesmo no fundo, achava que ninguém gostava de mim, sentia-me gorda e feia. Mesmo quando emagreci, continuava a não me sentir bem. Não me conseguia ver com umas calças de ganga e ténis. Sentia-me diminuída ao vestir isso. Durante muito tempo foi assim. A minha Vénus, o planeta da beleza e da estética estava adormecido e eu sem conseguir acorda-lo! Foi um sono demasiado longo mas aos poucos fui abrindo os olhos para mim e para a vida. Um processo feito passo a passo, conquista atrás de conquista, até ao dia de hoje, com 33 anos, sou uma mulher que olha ao espelho e sorri. Que se sente bem até com a roupa de ginásio. Sinto-me bonita com calças de ganga e ténis e os meus olhos esverdeados brilham na cor da sombra que uso. No outro dia uma colega de ginásio, que conheço há poucos meses, disse-me, ao contar-lhe esta história de descoberta de mim Não parece que tenhas falta de auto estima. Tive a prova do que há muito já sentia. A confiança em mim, o amor que sinto por mim e o respeito pela minha mente e corpo é visível ao olhar dos outros.
Hoje escrevo com orgulho: Gosto de mim. Espero que a minha história sirva de exemplo para quem acha que não consegue, porque nada é impossível, a força está dentro de nós, só é preciso acorda-la! Pode demorar tempo, mas com persistência atingimos o nosso objetivo. Nunca desistiam de vocês! E sobretudo façam por vocês e nunca pelos outros!
Esta história é o relato de uma força que admiro em mim, uma conquista que ninguém me pode tirar e que vai para sempre ficar perpetuado no livro que escrevo da vida. Um eterno momento Carolans!

carolans.PNG

publicado por Ana Cristina Gomes às 09:15

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