Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016

Julia Navarro "Diz-me quem sou"

Um livro com páginas que achei que me iriam acompanhar durante semanas e semanas a fio, mas que enganada estava. Foi, apenas, preciso, ler as primeiras páginas e encantar-me com a história de Amelia. Encantei-me e mais não a larguei. Todos os minutos dos segundos livres, corria para as palavras de uma vida intensa que foi a vida desta mulher forte, corajosa, mas tantas vezes rodeada de drama. Tudo era desculpa para ler mais um pouco porque ansiava conhecer todos os passos de Amelia. Entranhou-se tanto em mim, que ainda não me consigo despedir de Amelia e da sua história.

O livro inicia-se com a tentativa de uma família saber mais da sua antepassada, Amelia, que abandonou o filho quando este tinha apenas meses. Talvez o que parecesse um processo algo enfadonho, tornou-se para Guillermo um vício difícil de por de lado. A história da sua bisavó contada por quem a conheceu e por outras personagens interligadas com essas pessoas que conviveram de perto com esta espécie de heroína. Desde a Guerra Civil Espanhola até à queda do Muro de Berlim, Guillermo e nós viajamos por todos os locais por onde Amelia passou e conhecemos as pessoas que nos contam parte da sua vida, sempre conduzida por um fio cronológico sem permissão para saltos ou recuos. Cada momento no seu devido tempo.

Ficaremos encantados com a determinação de Amelia ao lutar pelos seus ideias, na Guerra Civil Espanhola ou na 2ª Guerra Mundial. Sofremos com ela na Rússia e nos campos de concentração da Alemanha em plena guerra. Sentimos as suas dores ao ser torturada. Sentimos a mágoa que nunca abandona o livro pela culpa de ter deixado o seu filho ainda com meses e nada viu da sua vida. Sentimos o peso na sua consciência por ter posto Max numa cadeira de rodas. Uma vida cheia de um ritmo ofegante, sem tempo para respirar, vivida numa constante agitação que quem nunca parou.

Um pequeno apontamento do que este livro nos conta, e sempre na dúvida se Amelia ainda será viva! Mas as entrelinhas ajudam a aguçar a curiosidade pelas páginas finais!

Um livro que pode assustar pelo número de páginas e o seu volume, mas assim que o olhar percorrer as linhas de vida de Amelia, não mais vão parar e vão sentir-se tantas vezes, ou mesmo sempre, como Guillermo, viciado na história da sua bisavó.

Embora Amelia não seja a minha bisavó, senti-me um Guillermo intruso, sempre ávido por saber mais e mais, porque existe um momento em que sinto Amelia como a minha bisavó.

Um livro e uma história que não deixará ninguém defraudado!

Diz-me quem sou.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 21:21

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