Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

Ken Follett "O Escândalo Modigliani"

O artista e a arte juntos num livro! Um mestre da escrita a desenhar palavras de um mestre da pintura, Modigliani, só podia resultar numa verdadeira aproximação uma obra-prima perfeita. Apenas não digo que é perfeita, pois foi um dos primeiros livros de Ken Follett a ser publicado, no ano de 1976, em que quase 40 anos me separam da leitura deste livro com o momento da sua escrita. Em 40 anos a aprendizagem foi mais que muito, a escrita foi aprimorada ao pormenor e por isso hoje é considerado um dos maiores escritores contemporâneos e um dos meus autores de referência. Se este livro fosse escrito em 2015, aí sim, seria uma relíquia. Mas com este meu comentário não estou a mencionar que o livro não é bom nem que não o recomendo, antes pelo contrário. Quem é fã da escrita de Ken Follett reconhece os seus traços literários ao longo da história, a sua habilidade no suspense que tanto o caracterizam e mestria em contar história que se cimentou com as obras que foi escrevendo após esta.
Quem é leitor assíduo de Follett, percebe logo os anos que pesam neste livro pela falta de volume que possui. Um livro de 220 páginas não é característico deste autor. Confesso que Ken Follett não me habituou a livros desta reduzida dimensão. Neste caso a leitura antevia-se ser um ápice de um respiro. Uma tarde de chuva e um chocolate quente e antes do chocolate arrefecer já a leitura terminou. Um thrilher com uma panóplia de personagens ligadas ao mundo artístico, nomeadamente da pintura no rasto de um quadro perdido de Modigilani. Conhecemos um pouco da vida de cada personagem para perceber a sua relação com Modigilani e o porquê da ânsia de possuírem um Modigliani perdido do mundo. Reconheço que a parte da história que mais me fascinou não foi a caçada ao quadro mas sim o esquema de fraude que foi montado para mostrar como muitas vezes a arte e o dinheiro estão nas mãos de quem vende e não nos próprios artistas, muitos dos quais são reconhecidos em fase póstuma como Modigliani. É uma parte da história que nos leva a pensar, afinal a arte está nas mãos de quem?
Quem adora Follett deve ler para conhecer as suas primeiras obras. O esboço do mestre que se estava a desenhar! Quem não gosta de livros muito volumosos é uma boa opção para levar nos transportes. Em resumo, é um livro que recomendo a todos. Aproveitem os domingos de chuva e ouçam nas gotas a caneta de Ken Follett a deslizar na emoção do papel.

modigliani.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 17:44

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