Terça-feira, 25 de Agosto de 2015

Khaled Hosseini "O Menino de Cabul"

Emocionante, apaixonante, comovente, fascinante, viciante, cativante, encantador, arrebatador, sensível, simplesmente maravilhoso. A minha primeira incursão nas palavras de Khaled Hosseeni com o seu primeiro romance O Menino de Cabul, e não tenho adjetivos suficientes para descrever este livro que me agarrou da primeira à última linha. Ouvi excelentes críticas, mas confesso que não estava à espera de encontrar uma leitura tão arrebatadora, uma escrita emocionante que nos faz emocionar com uma frequência constante ao longo do livro.
Amir e Hassan, a face rica e a face pobre do Afeganistão dos anos 70, antes das sucessivas guerras e a entrada dos Talibãs, destruírem um país, que na descrição do autor nos faz viajar por tantos momentos simples e idílicos (a neve, os papagaios, o cheiro das comidas). Dois amigos que crescem juntos, mas que a vida e as ações de Amir separam. O livro é contado na primeira pessoa por Amir, o menino rico, que só queria o amor do pai, Baba e que na ingenuidade de criança, prejudica a única pessoa que sempre fez e faria tudo por ele, Hassan. Tantas vezes que Hassan diz “Por ti tudo”, rapaz simples, demasiado sincero e intuitivo. Tantas as frases das histórias destes dois em criança em que as lágrimas espreitam no leitor.
As atitudes separam-nos, a guerra obriga Amir e Baba a fugir para a América, mas nem assim Amir consegue fugir dos seus demónios e da culpa que sente por naquela tarde não ter ajudado Hassan (leiam para perceber!).
A entrada dos Talibãs no Afeganistão, marca o regresso de Amir à sua terra natal, a pedido de Rahim Khan, um grande amigo da família, e que uma frase sua não sairá da mente de Amir “É sempre possível acertar contas…”. Inicia-se um regresso ao passado, enfrentar memórias e demónios, notícias que comovem e alteram a história de vida. E o pequeno filho de Hassan, Sohrab, que nos vai, sem dúvida, entrar no coração.
Não consigo destacar passagens para aqui mencionar, porque de certa forma todas me emocionaram. Muitas as que me fizeram ficar de coração apertado de tão pequeno se sentir. O melhor é lerem este magnífico romance que começa com um retrato de um Afeganistão que nunca tinha ouvido falar. Mas preparem-se para algumas descrições intensas das barbaridades dos talibãs e de como os habitantes passaram a viver.
Tantas as vezes que a história de Amir e Hassan me acompanhou e não me largava quando tinha de fechar o livro ou porque era hora de picar o ponto, ou entrar no autocarro ou simplesmente as ondas do mar reclamavam a minha presença. Mas mesmo fechando as páginas por ler, Amir e Hassan já eram parte da minha pele. Já sentia a sua história como se fosse minha. Vivi intensamente todos os momentos, senti a dor em mim, a repulsa por uma guerra barbara e sem sentido. Não consegui conter as lágrimas numa escrita demasiado intensa na sua simplicidade de contar uma história com a alma e coração. Não estava preparada para um livro demasiado bom e comovente. Há muito que uma história não arrebatava todos os meus sentidos de rajada. Era impossível parar de ler.
Quis ler Khaled Hosseini para conhecer as suas palavras, e a sua escrita emotiva e emocional entrou em mim, e assim do nada, entrou na minha lista de autores preferidos. Sem dúvida, que assim que puder, Mil Sóis Resplandecentes e E as Montanhas Ecoaram farão parte da minha lista de leitura. E estou certa que encontrarei mais histórias emocionantes, num ritmo cadente de emoções e sensações.
Recomendo este romance a todos, é daqueles livros obrigatórios na nossa lista de leituras. Estou certa que não se irão arrepender! Leiam, conheçam um Afeganistão desconhecido e aprendam com a história de Amir e Hassan!

menino abul.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:15

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