Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

Sarah Addison Allen "Lago Perdido"

Existem livros, que simplesmente vêm ao nosso encontro, com uma razão tão certa nas suas palavras que nos faz arrepiar a alma. O Lago Perdido é um desses livros. Comprado numa promoção, o tempo que esteve na pilha de livros a ler foi reduzido, talvez porque a palavra perdido tivesse despertado algo dentro de mim. Como Sarah Addison Allen já nos habitou a bonitas e ligeiras histórias, não hesitei em agarrar este seu livro e iniciar uma leitura que foi mais curta do que esperava. Fiquei rendida ao Lago Perdido logo na primeira página e não fugi uma frase a esta emocionante rendição. Conhecer a estância, a sua história, a vida da sua proprietária, Eby, dos seus fiéis visitantes, Bulahdeen, Selma e Jack, a cozinheira muda que se expressava através dos seus cozinhados. E a história de mãe e filha, Kate e Devin, em processo de luto, e de luta para recuperarem a vida há muito perdida. Neste lago encontram a liberdade interior e o caminho que tanto procuravam. Sobretudo encontram-se a si mesmas. Nós, leitores, acompanhamos passo a passo essa maravilhosa descoberta, pensando ao mesmo tempo no nosso caminho. Num percurso idêntico a Kate e Devin, conhecemos Wes, um jovem, que se sente perdido e abandonado, e que também se volta a encontrar e a encontrar a vida que julgava perdida algures na adolescência.
Num momento em que a estância parece ter os dias contados no calendário, estas personagens, cada uma à sua maneira vão reviver a vida e perceber que muitas vezes, algo não está perdido, apenas escondido. Precisa é de ser encontrado.
Sem dúvida que vamos emocionar-nos com a pequena Devin que vê algo (o quê, não digo!). Porque é ela, a personagem mais nova do livro que nos vai fazer acordar ao mesmo tempo que acorda a sua mãe e restantes personagens com o seu grito “ Porque não estás a lutar?”. Pergunta intensa e que nos faz tremer!
Um pequeno detalhe de Bulahdeen, uma fiel visitante do Lago Perdido, apaixonada por livros, que não iremos esquecer, quando nos diz, que quando não gostamos de um final, podemos sempre mudá-lo e voltar a escrever um novo desfecho para uma história. Um excelente conselho, não acham? Para por em prática!
Embora seja uma história leve, deixa as suas marcas cravadas na nossa alma, porque estas personagens são o reflexo de nós, leitores. Vamos, sem dúvida, encontrar semelhanças com qualquer uma delas. E essa semelhança vai-nos deixar a pensar e a reflectir no que somos, no que queremos, de onde viemos e para onde vamos. Um Lago Perdido que nos ajuda a encontrar o que se julgava perdido. Um livro que talvez ajude o leitor a encontrar-se consigo próprio através de uma história que à partida parece simples. O desafio deste livro é olharmos para dentro das palavras e perceber a sua subtil mensagem.
Deixo-vos a frase que mais me marcou e que resume este livro “Às vezes, só precisamos de alguma coisa em que acreditar.” Verdade, certo?

 lago perdido.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 12:27

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