Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

O meu esboço de sonho

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Quem de nós não tem sonhos? Quem não tem que se acuse! Mas quem não tem sonhos, não vive, não luta, não se levanta depois de cair. Quem não tem sonhos, não tem nada a que se agarrar neste percurso de estrada que é a vida. Maiores ou menores, mais ou menos difíceis de concretizar o sonho faz parte de nós, e devemos a esse sonho a capacidade e a força para o realizar. Alguns deles nunca passarão disso mesmo, de sonhos, eternos sonhos. A utopia da realidade. No entanto há outros que se vão esboçando, nos fazem sorrir e nunca desistir. Tenho os meus sonhos, alguns deles são mais que utopias, mas existem outros sonhos que com luta e persistência vão ganhando forma. Um desses sonhos já se tornou um esboço, à espera de tornar ainda mais realidade. Adoro escrever, amo poesia, e numa oportunidade que não podia desperdiçar consegui ter o meu pequeno livro de poesia editado. Um momento inesquecível. Um sorriso nas palavras. Algo que será sempre meu.


Deixo-vos um pequeno excerto do prefácio que é reflexo deste meu pequeno esboço de sonho:


“Lembro-me dos livros, dos riscos, daquilo que achava que eram as letras, mesmo antes de me conhecer a mim mesma. Cresci e li. Cresci e aprendi. Cresci e apaixonei-me por esta paixão sem explicação que é escrever.
Aprendi a ler com os poetas. Quis ser poeta. Perceber como se escrevem aquelas palavras quando um coração chora e uma alma uiva de dor. Quis sentir como se sente um poeta. Uma alma ferida, uma alma incompleta que se completa na incerteza de ser. Quis viver nas palavras, adormecer nos poemas. Olhar as estrelas e ler nelas um poema de amor. Ser poeta a tempo inteiro, esse sonho que acorda em mim e que acompanha os meus passos. Poesia, poemas, nada de rimas, apenas a essência de uma alma sincera na sinceridade do que escreve. Uma alma despida de adereços.
Escrevo para mim. Escrevo para recordar os momentos. Escrevo na terapia da alma. Uma escrita solitária. Uma escrita de uma só pessoa. Uma escrita sem público. (…) Porque hoje somos uma palavra, amanhã apenas o pó que fica da velocidade estonteante de uma escrita sem paragens. Por isso escrevo esta peça de teatro com o meu nome para transformar este esboço de sonho numa vida vivida, numa vida sonhada e nunca numa mera vida de passagem.”

Deixo-vos também um poema que faz parte do livro:

O esquecimento
Que aviva a memória.
As lembranças
Que ateiam a fogueira das recordações.
Fugir
E ver o passado à frente.
Querer estar perto de ti
Para abandonar o teu coração.
As minhas lágrimas
No teu sorriso.
O meu sonho
No teu pesadelo.
Um beijo teu
Para não mais te amar.
Ver-te
Para não te sentir.
Estar preparada
Para não conseguir
Ver a luz do sol sem o teu sorriso.
Ter de sair do autocarro
E querer continuar sem paragens.
Esquecer
Para me lembrar
Do desejo de ser
Que tem de desaparecer.

O livro está disponível em (ou entrem em contacto comigo)
Livro:
http://www.poesiafaclube.com/store/ana-cristina-gomes-esboco-de-um-sonho

Ebook:
http://www.poesiafaclube.com/store/esboco-de-um-sonho-de-ana-cristina-gomes

 

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 20:36

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