Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

O mestre Ken Follett em No Limiar da Eternidade

Um dos meus autores de eleição é Ken Follett, uma espécie de ídolo das palavras, que escreve com mestria conseguindo envolver-nos na história e ter a proeza de ao longo de um quase infinito de páginas não se repetir, isto é ou não de génio, pergunto eu? Descobri a sua escrita à não mais que 3 anos e desde então tenho tentado ler todos os seus livros (já levo uma boa média). Sou fã da trilogia O Século, sem dúvida, uma das obras-primas que retrata o século XX, por isso quando em setembro passado foi lançado o último volume, ofereci como prenda a mim mesma (não é todos os dias que é lançado um livro assim na altura do meu aniversário). E quando dei conta já tinha chegado ao fim, que leitura intensa e veloz. Aqui ficam as minhas palavras sobre o Limiar da Eternidade que escrevi na altura e agora partilho:

Aguardei ansiosamente pela chegada do terceiro e último volume da trilogia O Século - No Limiar da Eternidade. Chegou o momento e a leitura não pode esperar no passo apressado de quem anseia por conhecer a nova geração destas famílias que já fazem parte da nossa história literária. Foram dias de uma tal envolvência que me sentia uma espécie de intrusa que espreita a vida destas personagens sem pedir permissão.
A mestria de Ken Follett transporta-nos para marcos históricos que não podem ser esquecidos porque a nossa sociedade é reflexo desses momentos. Nada faltou desde 1958, ano em que se inicia o livro, o muro de Berlim, a guerra fria, a guerra do Vietname, o assassinato de Kennedy e de Martin Luther King, sem esquecer o rock ‘n’ roll e o consumo das drogas. Embora com personagens fictícias que se cruzam com personagens verídicas como John Kennedy ou Martin Luther King, a narração de Ken Follett é real sem que um pormenor seja esquecido. Não há melhor maneira de recordar a história da humanidade no pós 2ª Guerra Mundial.
Ao folhearmos cada página é impossível não sentir as emoções das personagens como sendo emoções nossas. Senti a tristeza do Fitz quando lhe destruíram a única recordação que tinha da irmã por causa da vingança de um muro. A alegria de uma família que se reúne anos e anos depois de se separar. A luta pela igualdade nas personagens de George e Maria. A crueldade de um comunismo. Os sonhos, as batalhas, as conquistas, as derrotas, a esperança. Estas personagens viajaram comigo para a sua época, deixando-me ansiosa por cada nova página. Ficava em suspenso no momento em que cada passagem nos deixava em suspenso. Cada página voou como o vento veloz, passando sem dar por ele. Simples ao mesmo tempo que imponente. Ken Follett é um dos autores de referência e sem dúvida que esta trilogia entrará para a lista obras-primas de todos os tempos. O tamanho do livro pode assustar os incautos, mas a leitura é leve e suave como só os verdadeiros mestres sabem fazer. Quando terminamos o livro parece que nos fica a faltar algo, como se quiséssemos continuar a acompanhar a história daquelas personagens e a geração seguinte (fica aqui a dica para quem sabe, no futuro, possamos ter a história destas ainda crianças). I have a dream foi das passagens mais emocionantes em que a lágrima espreitou e tal como havia um sonho, eu também tenho o sonho de um dia ser capaz de escrever assim. Recomendo vivamente este livro. Só ao lerem saberão como é sentir a história dentro de nós.

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:53

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