Terça-feira, 16 de Abril de 2019

Um pensamento meu!

Um dia o universo pensou no que seria a perfeição.
Nesse dia desenhou o teu sorriso.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:02

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Segunda-feira, 15 de Abril de 2019

Doer-me!

Hoje voltei a sentir aquela dor lancinante. O estômago amarrado a uma corrente que apertava e fazia doer. Queria vomitar antes de sufocar.
Estavas ali. E isso fazia-me doer.
Talvez se me esquecesses a tristeza fosse mais fácil.
Talvez se me apagasses o interruptor do coração, o poderia desligar para sempre.
Estavas ali. E isso fazia-me doer. Tanto. Imaginas o quanto?
Hoje quase chorei ali. Nunca faltou tão pouco para veres as lágrimas minhas.
Disfarcaste-me as lágrimas quando me desviei dos teus olhos. O amor sem sentido faz chorar. Apeteces-me chorar. Demasiado.
Talvez se me ensinasses o caminho poderia cair neste abismo que me espera. A cada dia tropeço mais num relógio da vida que parou para mim.
Talvez se me silenciasses as palavras poderia escrever-te noutra história. Um outro dia voltarei a escrever nós. Não sei é quando será. Até lá dói. Porque a solidão dói. És a minha solidão. Fazes doer-me.
Estavas ali. E isso fazia-me doer. E a dor escreve-se na almofada. Abafada para ninguém saber que dói cá dentro.
Hoje voltei a sentir aquela dor ao ver-te. E ainda dói. E vai sempre doer.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:23

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Aquele nevoeiro de domingo!

Aquele nevoeiro de um domingo. Estranho. Uma primavera escondida vestida de dias que dezembro levou. Aquele nevoeiro que me fez lembrar de ti. Que me deixa os olhos turvos de apenas querer ver os teus eternos olhos mel-outono que se escondem no horizonte.
Aquele nevoeiro triste. Como aquela tristeza que sinto. Na minha alma. Na tua alma. Em nós. Que me abeira de um abismo que o nevoeiro esconde o precipício onde há muito já vivo.
Aquele nevoeiro silencioso. Um silêncio que dói. Como nos faz doer os nossos silêncios. Estas nossas últimas conversas de almas têm sido duras. Difíceis de sorrisos.
Aquele nevoeiro que mesmo assim adoro. Como tu. Sem saber porquê. Mas gosto de ti.
Aquele nevoeiro que volta. Tal como tu. Mesmo que dias nos separem, quando volto a olhar para ti, regressa tudo o que sinto. O bom, o mau. Aquilo teu que vive em mim acorda.
Se ao menos este nosso estranho amor pudesse regressar com este nevoeiro de domingo.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:06

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Sexta-feira, 5 de Abril de 2019

Pensamento do dia!

Ouvir o nosso coração. Deixá-lo falar connosco. Não é fácil. Requer tempo, paciência e coragem. Porque seguir o coração é seguirmos quem nós somos. E às vezes temos medo de sermos quem somos.
Aprendamos a deixar a alma do nosso coração ser o nosso guia. A bússola que nos orienta.
 

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publicado por Ana Cristina Gomes às 12:19

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Quinta-feira, 4 de Abril de 2019

Não é sobre ténis!

Não é sobre ténis.
Não é sobre moda ou tendências.
Não é sobre consumismo ou futilidades. Ou sobre saber aproveitar os saldos.
Não é sobre preparar a primavera envergonhada que se escondeu na sua timidez.
Não é sobre ser prática na rotina dos dias.
Não é sobre a facilidade para quem anda de transportes públicos.
É sobre esta paixão da leveza nos pés e na alma.
É sobre saber caminhar naquilo que sou. Saber quem sou. E eu sou assim. A aprender a correr na vida. Para isso preciso de leveza. Para os meus pés poderem levantar voo rumo aos sonhos.
É sobre confiança. Confiança em mim. Não precisar de saltos agulhas de centímetros para mostrar a minha confiança. Alicerçar o meu valor.
É sobre crescer com as raízes na terra. Para não me perder.
É sobre saber sorrir. Porque amo quem sou. Só assim respondo aos sorrisos de alma e coração.
É sobre ser feliz assim.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:18

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Terça-feira, 2 de Abril de 2019

Olhar!

Gosto de olhar o sol e escrever os teus olhos mel-outono.
Gosto de sentir a brisa do fim de tarde e escrever o teu sorriso.
Gosto de olhar os teus momentos e escrever-te dentro de mim.
Gosto de olhar para ti e escrever-te minha pessoa preferida das minhas palavras.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 11:07

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

Abril chegaste!

Abril chegaste com o cheiro a terra molhada. O aroma das recordações. A chuva que tanta falta faz para o renascer da vida neste mês que simbolicamente significa esse renascer.
Abril chegaste com nuvens cinzentas no despertar da tua primeira manhã para nunca nos esquecemos que no meio da escuridão há sempre algo que nos faz sorrir. Um momento que é o raio de sol que trespassa essas nuvens algodão-doce.
Abril chegaste com os nossos olhos estremunhados naquela vontade de dormir mais uma hora. Mas temos de viver essa hora e abrigar em nós mais memórias.
Abril chegaste com os pacotes de amêndoas pintados nas cores do arco-íris para adoçares as horas às vezes tão difíceis.
Abril chegaste, mas não és mentira. És real. Palpável no calendário.
Abril chegaste com novos desafios. Para escrever novas palavras neste teu mês.
Abril chegaste e traz contigo amor e flores.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:15

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Domingo, 31 de Março de 2019

Hoje fiz aquele caminho teu!

Hoje fiz aquele caminho. Que tantas vezes percorro para te ver. Escrever a estrada daquela tragédia que habita a alma que te ama. Senti falta da caneta que és para as minhas palavras. 
Hoje fiz aquele caminho. Sem ti. O silêncio dos carros era tão tenebroso que rasgava os ouvidos. Senti falta do teu silêncio. Das nossas conversas de medos e recuos. 
Hoje fiz aquele caminho. No fim de tarde. Ainda com sol a descer as escadas do horizonte. Sem aquela escuridão de outros tantos fins de tarde. Senti falta do teu olhar mel-outono que ilumina o negro dos dias. Que acalenta a alma em sorrisos futuros.
Hoje fiz aquele caminho. Outros rostos. Nenhum tão bonito como o teu. Senti falta de um vislumbre da perfeição que esse rosto teu é na imperfeição das rugas que tornam belo no reflexo da vida que és. 
Hoje fiz aquele caminho.
O caminho cheirava a vazio. O vazio também tem cheiro. O teu cheiro. 
Porque não estavas algures nesse caminho apenas para te ver. O caminho cheirava à tua solidão. 
Hoje fiz aquele caminho. Senti saudades tuas. Hoje fiz aquele caminho. Sem ti. Mas nunca me esqueço de ti. E às vezes também acho que não te esqueces de mim e daqueles nossos caminhos. 

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:15

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Terça-feira, 26 de Março de 2019

Um pensamento meu

Às vezes desejava que estas mãos minhas cegassem o meu coração. Um coração cego. Nas masmorras da cegueira do amor. Assim estes meus olhos não se perderiam dentro desses olhos teus. Onde para sempre me deixaram e jamais os poderei voltar a resgatar de ti.

Se este coração meu cego fosse não teria visto essa alma tua que dança naqueles olhos mel-outono que tens. Que fazem doer a solidão.

E tudo continuaria igual. Sem ti.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:22

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Quarta-feira, 20 de Março de 2019

Carlos Ruiz Zafón "Marina"

Este conturbado início de 2019 roubou-me a alma para as minhas leituras. Mas o que é de mim sem os meus livros. Por isso, decidi que tinha de ler um daqueles livros que me iam arrepanhar intensamente os sentidos. Pensei logo em Carlos Ruiz Zafón e nas leituras dele ainda em falta.

E assim “Marina” chegou às minhas manhãs. Numa expetativa de conhecer a escrita do autor antes do soberbo “A Sombra do Vento”. Aquela escrita arrebatadora que mal nos deixa respirar e digo desde já, que Zafón neste livro já demonstra tão bem essa feitiçaria que tem para com as palavras.

Como palco a cidade de Barcelona, a cidade da neblina, do seu nevoeiro, a história decorre entre setembro de 1979 e maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recuperando as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais das recordações da juventude.

Óscar Drai é, em 1980, um adolescente que vive num internato em Barcelona e que adora vaguear pelas ruas de Barcelona na ilusória liberdade que estas aparentam dar-lhe. É na zona de Sarriá, repleta de antigas mansões senhoriais, várias delas em ruínas, que naqueles acasos, conhece Marina, o seu amor e o pai de Marina, Germán. Ali naqueles meses vê-se uma amizade cimentar-se que não se alicerça pelo final de “Marina” (lanço a dúvida, final do dia ou da personagem?).

Uma visita da juventude ao sepulto da morte, o cemitério de Sarriá na procura de aventura, vai cruzá-los com uma misteriosa mulher de capuz. É o início do desenterrar de vários segredos antigos que leva Óscar e Marina a encontraram-se no meio de uma história com personagens pouco convencionais, sombrios. Relatos de terror numa ficção científica de descrições. Resumir é difícil, há que ler. Conhecer Shelly, Kolvenick, Eva Irinova , apenas para destacar estas personagens no meio de algumas outras tantas que fazem parte de um todo que se emaranha nos fios que tecem entre si.

“Marina” é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa melodicamente poética, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável.

Classificado pela crítica como “macabro, fantástico e simultaneamente arrebatador”, “Marina” é uma reflexão sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte. Histórias que se entranham umas nas outras e que nos agarram às folhas deste livro.

Um livro que recomendo e decerto ficarão como eu a devorar cada frase mesmo que já chegue a hora de deitar!

E termino com esta frase que fica cravada em mim!

“Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras.”

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:15

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