Domingo, 14 de Outubro de 2018

Essas escadas da memória!

Um passeio por entre as pedras no meio das quais uma aldeia se ergue. Lá no alto. Com vista para a imensidão do horizonte que ainda se mantém verde até onde o nosso olhar consegue ver. Foto aqui. Foto ali. Para recordar os momentos. Fotografar a tranquilidade de espírito.

Caminho. Mais uma casa. Uma entre outras tantas que germinam naquelas ruas tingidas de cinzento. Uma casa com escadas em pedra. Sento-me para uma foto. Sento-me nos degraus porque os pés dos sonhos precisam de descansar.

Olho para aquela arquitetura natural das escadas. Como as escadas dessa quinta cujas memórias nunca morrem. A porta daquela casa estava fechada. Possivelmente nenhuma avó de cabelos brancos mora por lá. Como na outra porta que agora escancarada deixa fugir o teu tempo que foi ali vivido. Uma simetria de coincidências. Aldeias separadas por quilómetros.

A foto que é tirada. Deixo-me ficar ali sentada. Fecho os olhos e viajo no respirar. Afasto-me um pouco para que a tua alma se possa sentar naqueles degraus e conversar no sussurrar de avó e neta.

Estavas à minha espera no parapeito dessa varanda de pedra com janela para as ruas dessa mítica aldeia. Acenaste-me para parar ali.  

Para saber que mesmo sem te ver me acompanhas na subida dos degraus do caminho dos sonhos. Pedes-me para não ter pressa. Não correr. Descansar para não tropeçar e perder a jornada já feita. Despejar os pesos que trago na mochila. E abrir aquela porta onde reside o meu sonho. E estarás lá para ver a minha conquista.  

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:03

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O mais importante de todos os exercícios: ser feliz!

Aproxima-se no calendário deste mês de outubro um dia especial. Um dia no qual os raios de sol que quais pétalas de um malmequer deixam pegadas de flores, fazendo nascer um novo caminho. Esse trilho de sonhos a dois começa a ser desbravado por entre o entrelaçar de mãos que não se agarram, mas que unem os corações. Os vossos corações. No toque doce e suave do amor. Ah, esse sentimento que um dia os poetas apelidaram de amor e do qual tanto escrevem, porque o amor escreve-se nos momentos partilhados, nos gestos enlaçados, nos dias que se multiplicam por dois. O amor é escrito em sorrisos duplos que se confundem num único sorriso. Um sorriso de um só sentido, sem desvios nem atalhos, em direção à felicidade que se vislumbra no horizonte do olhar. Um amor escrito no silêncio cúmplice de quem não precisa de palavras sussurradas. 

Esse teu dia que espreita. Aquele dia especial. Aquele dia de recordações que o tempo nunca apagará. Que o álbum de memórias do coração irá guardar para folheares e veres vezes e vezes sem conta como uma fotografia pinta um momento feliz. Essa fotografia de almas felizes que ficará exposta na tela que é a vossa vida. Perpetuada na eternidade de um amor. O vosso amor.

Nesse teu dia que se apressa a chegar, dança até lá. Dança nesse dia. Dança sempre. Dança essa dança do ser feliz. A coreografia do amor. Fecha os olhos e inspira alegria. Inspira sensações e expira a felicidade que o teu rosto reflete. Dança no hoje a coreografia do amor e aperfeiçoa cada passo no futuro que começas hoje a treinar. Porque a felicidade é um treino constante. De vitórias e conquistas. De superações. De obstáculos ultrapassados.

Uma dança sincronizada na harmonia de ritmo que só vocês conhecem. A dança do vosso amor.

No teu dia. Acalma a euforia do corpo e absorve cada momento teu. Mantém-te nesse presente e vive cada segundo sem te distraíres com o ontem ou o amanhã. O presente é teu e só teu. De mais ninguém. Vive-o. Partilha-o. Mas aconchega-o dentro de ti.  Naquele espaço teu onde vive o amor.

Nesse teu domingo especial deixa os pesos pesados guardados em casa e segura a suavidade da felicidade nos teus braços. Embala-a. Abraça-a. Sussurra-lhe.  Mima-a. Porque a felicidade tem de ser mimada constantemente. Sem feriados ou fins-de-semana. Alimentada de amor. De afetos. De alegria e sorrisos. Porque a felicidade não pode ter pausas nem intervalos.

Que no teu dia o sol aqueça os corações já derretidos pela emoção. Que nesse dia o aroma a tranquilidade se sente ao vosso lado. Que o cantar do verão na voz dos pássaros seja a vossa melodia. Quando o dia se recolher cedo para o por do sol riscar o céu à procura das estrelas, vejam a estrela cadente que rasga o universo à vossa procura para vos abençoar. Fechem os olhos e deixem que o universo abençoe este vosso amor-estrela.

Nesse teu dia sê a sempre atleta que és. A atleta dos sorrisos e da alegria. Mas faz apenas um exercício: o de ser imensamente feliz!

Não só nesse dia, mas sempre!

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 16:23

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Terça-feira, 9 de Outubro de 2018

Ver-te ali e não numa foto!

Noite tardia. Madrugada precoce. Silêncio. Olho para a tua foto. São os teus traços. És tu. Mas parece que falta ali algo de ti. Não te sinto. A tua alma que não se deixa fotografar. Que se prepara para viajar no nosso dormir. O nosso encontro secreto de almas.

Uma manhã de domingo num outono solarengo. Ver-te. Não numa foto. Sentada e sentir os joelhos desmaiar quando chegas. Estremecer. Inerte. És um sismo que faz os meus pés entontecerem. Mas mesmo assim prefiro ver-te ali.

Os teus cabelos brancos que não têm vergonha de se mostrar. O teu rosto a descoberto. As rugas que espreitam. Reveladores do tempo. Dos trintas e muitos desse corpo. Mas mesmo assim és mais bonito que foto. Talvez fosse o espelho do sol que te tornava assim gracioso. Ou não, és como o reflexo do sol. Sublime. Por isso prefiro ver-te ali.

Olhar para ti. Sentir o medo. Querer disfarçar e não conseguir. O teu olhar é uma droga que corre nas minhas veias. Que me viciou. Que nem a morte me pode libertar desse vício de querer olhar para ti. Para esse teu olhar de outono que prefiro ver ali e não numa foto. Real.

Desde que nos reencontramos entrei num beco sem saída. Há um despenhadeiro à minha espera. Sem retorno. Cheio de escarpas que já me arranham. Mas mesmo assim prefiro ver-te ali. Porque ao despenhar-me levarei as tuas memórias em mim. O teu sorriso será o amparo da minha queda.

Pressentir que um dia vou desabar ali ao pé de ti. Quando o ar sufocar estas palavras. Quando não mais conseguir respirar. Quando não mais aguentar o nosso silêncio. Mas mesmo assim prefiro ver-te ali. Sem ser na foto. Porque o dia em que as lágrimas me afogarem estarás ali. A tua alma estará ali. E na foto não.

Porque ver-te ali. E não na foto. É saber que algures por aí ainda há vida e que um dia talvez possa viver.

Uma fria tarde de outono em que não te vi. Uma entre tantas que não te vejo. A tua foto aqui ao meu lado. Mas queria era ter-te visto ali naquele segundo do regresso a casa.

Porque prefiro ver-te ali. E não apenas numa fotografia.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 19:55

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Domingo, 7 de Outubro de 2018

Um pensamento meu

Escrever.
É tantas vezes uma catarse dos demónios que vivem no inferno da alma de um escritor.
Ler.
É um viajar constante entre paraísos que a nossa mente pinta através das palavras que sussurram à alma do leitor.
 
Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:59

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

O outono a chegar!

Ainda o relógio marcava poucos minutos depois das 19h30 e os braços despidos pediam o casaco. A esplanada tornava-se fria na noite que se acomodava nos nossos ombros. O outono sente-se delicadamente a chegar. Sem pressas nem urgências.

No caminho para casa um aroma a fumo. Um agradável sabor que dançava no ar. As primeiras castanhas a serem assadas. O papel enrolado à espera delas. E as mãos limpas a quererem sujar-se de carvão. É o outono a chegar. Sem pressas nem urgências.

É o outono a abeirar-se de nós e os teus olhos castanhos cor da terra, essa cor que pincela o outono, a serem a luz dos dias que se encurtam para cedo se recolherem.

É o outono dos teus olhos que respiro no regresso a casa.

E como adoro sentir o outono desse teu olhar!

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:35

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Sábado, 29 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Hoje é mais uma daquelas noites de regresso tardio a casa. Hoje foi mais uma daquelas tardes em que sabia que os teus passos iriam estar ali para me deixar passar. Mas não estive lá na tarde que já escurece cedo num Outono que se agarrou ao Verão. Hoje foi mais um daqueles dias em que me fui olhar no espelho para me conhecer. Hoje foi mais um daqueles momentos que tentei perceber quem sou no meu universo, que te tentei ler nas estrelas. Hoje foi mais um daqueles dias que mesmo sem te ver, estiveste ali comigo. O rosto que via desfocado ao olhar para o meu reflexo. Hoje como sempre a tua alma esteve ali comigo para nunca desistir de saber quem eu sou para que um dia possa saber quem tu és para mim.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 14:11

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

E sim, hoje, algum momento me fez feliz!

No final de cada dia devíamos olhar para esse mesmo dia e pensar se fomos felizes. A felicidade não está naquelas grandes coisas, nas grandes conquistas. A felicidade está nas mais pequenas coisas e o seu somatório leva-nos ao imenso da parcela da felicidade. Pensemos se hoje em algum momento nos sentimos felizes. É olhar para o momento mais pequeno e pode ser esse que nos tenha feito sentir um pouco dessa felicidade procurada. A leitura matinal, um olhar que melaça a alma, um olá que nos abraça, um post it entre colegas de equipa, gelado com esses colegas amigos, a zumba, os 320 agachamentos. Um lanche, uma conversa, a brisa da tarde, o brilho da lua, a melodia noturna do grilo citadino. Um passeio, novas amizades. Poderia ser uma lista interminável de momentos e num desses momentos terás te sentido feliz. Gosto de coleccionar estes pequenos momentos que me trazem sorrisos de felicidade. E sim, hoje, algum momento me fez feliz.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:43

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Na noite que empurrou a tarde dos olhos teus. Quando nas nove horas do jantar, o sol já tem desaparecido. Deixando uma brisa nocturna que arrepia a pele do coração. Trazendo o escuro do verão no medo do outono que se apressa a chegar no calendário. Uma lua quase cheia de luz escondida atrás dos prédios numa vergonha infantil. Uma estrada. Um passeio. Uma curva. Uma rua quase deserta. Um jardim já sem crianças. Tu, veloz como o vento que levou as pessoas a casa. Eu, camuflada. De cara escondida para me proteger desse frio que se entranhava na respiração transpirada do corpo. Passavas. Vi-te. Reconheceste-me ali no escuro acelerado da noite. Um sopro da tua mão num até amanhã. Um sorriso meu que fica. Porque sei que a tua alma nunca se esquece de quem eu sou para o seu coração.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:32

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Domingo, 23 de Setembro de 2018

Olá Outono,

A noite de ontem deu as boas-vindas à madrugada quando às 01h54m, o outono anunciou, de forma envergonhada, a sua chegada por entre o canto dos grilos e o brilho dos pirilampos das noitadas de verão.

É tempo do verão descansar, de um novo ciclo se iniciar. Porque a vida é feita de ciclos e precisamos destes ciclos para crescermos. O outono chega após o calor, a luz, a força dos sentimentos e emoções do verão e antecede o frio, a penumbra e o silêncio do inverno.  É tempo de abrandar o ritmo alucinante do verão. Tempo de deitar fora as nossas velhas folhas, enraizar as nossas raízes e preparar o nosso eu para novos ciclos. Uma fase de recolhimento. Uma estação de reflexão.

Mas o nosso querido verão como teve dificuldade em encontrar o caminho até nós, não nos quer dizer um até já. Mesmo quando o verão adormecer, o sol, a sua energia fica entre nós. Os raios de sol vão continuar a emanar o calor que toca nos nossos braços. Os vestidos dão lugar às calças e as sandálias arrumam-se no armário e voltam as botas aos nossos pés. Ou podemos prolongar a época dos ténis (o que eu adoro a moda dos ténis – por mim ficam o ano todo!)

Mais um verão, mais leituras na praia, mais horas na esplanada, mais passeios, mais uma fuga da cidade ao encontro da paz da natureza.
Verão, sinónimo de férias! Mas, infelizmente também sinónimo dos fatídicos incêndios que uma vida destroem nos minutos das suas labaredas. E isso nada deixa de saudades. Uma história que se repete ano após ano e cuja solução é uma miragem. Vandalismo, interesses económicos, a razão é irrelevante para o sofrimento e dor que causa às suas vítimas. Já era tempo de o verão ser verão sem os incêndios a manchar o seu sorriso.
Despede-se o verão no calendário, mas a sua presença ainda se manterá mais umas semanas entre nós. Uma doce transição para o outono das folhas caídas no chão. O frio que começa a arrepiar nas noites. As leituras ao lado de um chá quente. As gotas da chuva na terra molhada que nos faz viajar no tempo e sentir a infância perdida em nós. O outono traz nos seus braços uma outra espécie de conforto emocional. Nada de tristezas, nada de lamentos pela partida do verão. Novos pequenos momentos surgem para nos fazer sentir vivos, porque cada estação tem a sua beleza própria e o outono ser o escurecer cedo do dia, mas nesse escurecer mais cedo, decerto encontraremos o brilho das estrelas que acordam sobre nós.
Sintam e vivam a beleza deste outono único que ficará connosco até às 22h23 do dia 21 de dezembro. E não se esqueçam que nesta estação teremos o chegar da sinfonia das cores e desenhos típicos de natal que pintam os meses do ano que se aproximam a passos largos.
Um até já ao verão e um forte abraço de boas-vindas ao outono que chega nas folhas que deslizam nas árvores.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:19

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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Uma conversa silenciosa de medos e recuos. Rostos de afetos. Palavras a vaguearem nos nossos lábios mudos sem encontrarem a saída. Sem ninguém por perto para nos ouvir. E continuamos longe. Calados. Fingindo uma indiferença ilusória.
Porque, ali entre os nossos corpos, há uma vida que nos separa. Um destino que nos enlouquece. E momentos que rasgam a nossa alma.
 
Imagem : Internet
 

gabriel-benois-474855-unsplash.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:31

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