Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019

Um pensamento meu!

O fim de tarde chegou. Ainda com sol. O regresso a casa. O pôr-do-sol a explodir no céu pintando o espelho negro dos edifícios de um vermelho-inferno. Aquele queimar que intoxica a alma. Correr para o comboio. O silêncio barulhento dos outros. Os minutos entre as estações. Chegar ao destino. Sem saber de ti. As pedras da estrada não me dizem que paisagem hoje veem esses teus olhos mel-outono. Tantos rostos e nenhum é o teu. O vazio que faz doer.
O tão meu desejado fim de tarde. Já sem sol. Negro. Sem o teu respirar por perto. Sufoco nas lágrimas que ninguém vê.
Abrir a porta de casa. A almofada. Dormir. Resta-me esperar pelo próximo fim de tarde.
Porque são esses teus fins de tarde que me fazem caminhar por entre as manhãs sem cair. Sem perder a força. Porque caminho por entre as horas na ânsia daquele minuto teu. Nesses fins de tarde. Os fins de tarde que mantêm a minha alma viva!
 
Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:38

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Manhã de segunda-feira!

O relógio marca 8h30 de uma manhã de segunda-feira. Mais uma semana que se abeira de mim. O comboio corre veloz contra o tempo. As árvores fogem da vista. Vou em sentido contrário. Olho para o relógio novamente. Ainda mal amanheceu. Desejar as 18h. O regresso. A incerteza do caminho. Onde poderás estar. Lembro-me de ti. Do teu sorriso-neve que me obriga a escrever esse sorriso teu na minha alma. Lembro-me de ti. Do teu olhar mel-outono de fins de tarde que me obrigam a parar. Para olhar para ti. E respirar esse olhar teu.

O relógio marca 8h30. Ainda manhã. Arrasto os passos. Obrigo-me a ir. Na esperança do fim de tarde que tarda em chegar.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:24

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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2019

Virginia Woolf "Orlando"

Iniciei este mês de fevereiro com leituras de autoras adormecidas na minha lista. Virginia Woolf, as suas poucas palavras lidas em idos tempos de escola já estavam esquecidos em mim. Por isso, nada melhor que uma nova leitura para este ano. A decisão foi aleatória, resultou de um empréstimo. Não o livro mais fácil da autora, mas parti à aventura munida de vontade e curiosidade.  

O primeiro grande impacte foi a escrita fluída e poética de Woolf que torna o correr das palavras mais harmonioso.

Podemos resumir este livro biográfico da personagem principal Orlando de um modo muito natural.

Orlando é um jovem, de 16 anos, aristocrata inglês do século XVI, na época de Isabel I, com quem acaba por privar. Sacha, uma jovem russa, era a sua paixão com contornos Shakespearianos, a grande influência desta fase.

Orlando, no entanto, tem uma peculiaridade, por vezes adormece a avança no tempo como se o dormir fosse o amadurecimento perante os diversos acontecimentos ingratos da sua vida.

No século XVIII é nomeado embaixador da Inglaterra em Constantinopla, junto da corte do Sultão, onde é um jovem de sucesso. Um dia adormece e acorda mulher. É acolhida por ciganos e regressa a Inglaterra. A viagem no tempo prossegue até Orlando chegar ao século XX com 36 anos, na época da 1ª Grande Guerra.

De uma forma simplista podemos afirmar que Orlando vive numa constante procura pelo amor, um amor sem tempo nem sexo (género). Ser homem, mulher, jovem ou velho, viver no século XVI ou XX, tudo isso são variáveis que não afectam a busca ininterrupta da felicidade pelo amor. Orlando é imortal como o seu amor por Sasha. Orlando, mesmo mulher, continua a amar Sacha.

Uma obra-prima da nossa literatura. Woolf concede um tempo infinito à personagem, iniciando o livro na era elisabetana para finalizá-lo depois da primeira guerra mundial. A obra termina após 350 anos de descrição, rompendo com o tempo dito real e substituindo-o pelo tempo da consciência, do sentimento, da memória e da vontade.

Orlando é também reflexo da paixão de Woolf pela literatura, o que considera uma terrível doença agravada pela escrita. Excertos tão suis generis representam esta visão e só por isso vale a pena ler este livro. Poetas e vida literária causam tanto sofrimento a Orlando quanto a paixão pela princesa russa que o abandona. E a única certeza é de que Orlando manterá para sempre o longo poema “O Carvalho”, fio condutor que atravessa o livro, porque em momentos escreve e apaga numa comparação à vida onde a escrita é interrupta e onde temos de apagar o mau para crescer.

Este romance é uma inspiração em Vita Sackville-West, também escritora, amiga e amante de Woolf durante vários anos, numa época em que na Inglaterra, a homossexualidade era criminalizada.

Uma leitura que todos devíamos ler, não só quem ama clássicos, quem escreve, mas todos nós que tal como Orlando procura o amor por si e pelos outros!

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:44

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2019

Que nunca falte....

Que no meio do caos e da desordem quando a alma gritar de sufoco, que o meu suspiro tranquilo se faça ouvir na tua alma quando nos cruzamos. Que não seja silenciado pelos pneus que guincham na estrada molhada.
Que no meio do tempo demasiado acelerado para o tudo que há para fazer nunca me falte o tempo para admirar o teu rosto através dos fios de cabelos que dançam desordeiramente entre nós. E quando essa coreografia fizer pausa e os nossos olhos medirem forças para o tempo parar naquele instante. Que nunca falte esse tempo que se guarda no bolso das tuas memórias.
Que no meio do desânimo instalado nos dias de trabalho nunca me falte o sorrir-te. Que possa sempre sorrir nem que seja no sorrir da tua foto.
Que no meio dos momentos em alma que rasteja nesses dias, nunca me faltem os fins de tarde quando a nuvem negra que se quer colar a mim se desfaz em milhares de partículas no resplendecer do teu rosto.
Que no meio das prioridades que os outros não sabem definir, sentir os teus olhos seja a minha prioridade. Que não queira saber deles mas de ti!
Que no meio da falsidade dos outros, nunca falte a beleza da sinceridade do nosso silêncio. Aquele em que conversamos. Que só nós compreendemos!
Que no meio de presentes envenenados dos outros para mim, o reencontrar-te seja o tesouro que ilumina o meu caminho de encontro a mim e aos meus sonhos. Mesmo que não estejas ao meu lado.
Que no meio das lágrimas que os outros não merecem, o teu olá me torne mais forte para a manhã seguinte. Alojo a força da tua voz em mim para ser a minha espada e o meu escudo desses dias de luta.
Que no meio da loucura nunca me falte a insanidade mental de enfrentar a chuva por um olhar teu. E apetecer-me dançar na chuva porque ver-te foi o melhor do dia. E estar-me nas tintas para os outros por esta criança ir à chuva. Feliz!
Que o mal que os outros me possam fazer nunca me tire a vontade de viver. Porque se viver é poder olhar para ti, então não serão eles a destruir-me!
 
Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:39

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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

Um pensamento meu

Se a minha caneta da vida me deixasse escrever um único parágrafo, escrevia-te a ti, o nome desse teu rosto, sem vírgulas ou pontos finais.

Serias a minha única frase deste meu livro de vida.

Aquela e apenas única frase que as minhas mãos desejam escrever!

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:32

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Domingo, 13 de Janeiro de 2019

Josie Silver "Um dia em Dezembro"

O mês de dezembro chegava e trazia consigo o desejo de leituras da época e havia qualquer coisa na capa deste livro que captou a minha atenção. Não resisti a comprá-lo para ser lido no seu mês.  

“Um dia em dezembro “conta-nos a história de Laurie, Sarah e Jack ao longo de dez anos de amor, desgosto e amizade.

Laurie não acredita no amor à primeira vista a não ser nos filmes. Mas e se o destino tiver outros planos? Mas um dia, através da janela de um autocarro, num dia de Dezembro, vê um rapaz que lhe faz bater o coração mais depressa. Os seus olhos encontram-se, há um momento de intensa magia. Mas o autocarro afasta-se sem que um entre ou o outro saia.

A partir desse momento Laurie despera por cada esquina à procura desse tal rapaz. Até um ano depois Sarah, a melhor amiga apresenta-lhe o seu novo namorado, que não é mais nem menos que o tal rapaz da paragem de autocarro….Jack de seu nome.

A autora conta-nos a história destas três personagens, os medos, as conquistas, as desilusões, as perdas, as lágrimas e gargalhadas, os encontros e desencontros, os desvios e obstáculos. Os momentos que os fazem crescer. Este amor em silêncio que Jack e Laurie vão viver. Cada um no seu caminho com uma amizade que disfarça o amor que sentem e que nós leitores percebemos tão bem. Porque os capítulos são relatados sobre a perspetiva de Laurie e Jack, uma excelente maneira que Josie Silver conseguiu para prender a atenção do leitor com uma narrativa ágil, capítulos curtos e narradores alternados.

Não vou descrever pormenores nem acontecimentos da história porque é a vida ali a ser vivida durante 10 anos até ao momento que o que sentem tem de ser resolvido.

A autora consegue mostrar não apenas qualidades dos personagens mas também mostra as suas falhas e que nem sempre tudo acontece como queremos.

Por outros motivos que não literários, esta história entrou-me na alma e não consigo encontrar a fronteira daquilo que li e daquilo que sinto e o que a personagem Laurie sentiu por amar alguém no silêncio.

Quando se sente algo tão forte por alguém como Laurie sente por Jack e não o pode verbalizar seja porque motivo, vai sentir muito mais intensamente as palavras deste livro. Pelo menos eu senti isso!

Um livro para ser lido por quem sabe que a vida é assim mesma, feita de encontros e desencontros, de risos e lágrimas. De momentos imperfeitos. De amor e amizade.

Um livro simples que fala da vida. Uma história que podia ser de qualquer um de nós.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:15

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2019

Enid Blyton "Histórias de Natal"

Se no verão foram os livros de “Uma Aventura” por entre as migalhas das bolas de Berlim e areia a arranhar a pele quente do sol estendida na toalha com vista privilegiada para o infinito do mar.

Agora que o frio do inverno nos envolve. Neste frio natalício de gorros e luvas foram as histórias de Enid Blyton que me fizeram companhia por entre o cacau quente e o aroma das mantas enroladas no corpo.

A minha criança que vive em mim não resistiu ao vermelho cor natal da capa de “Histórias de Natal” de Enid Blyton e vieram comigo para que na noite de 25 de dezembro fossem a minha leitura quando o conforto da comida natalícia repousa no estômago.  Na penumbra de velas e decorações iluminadas comecei a folhear suavemente as histórias e não tardou em que o encantamento chegasse até mim.

Um perfeito conjunto de contos. Desde histórias com o Pai Natal e as suas renas e inúmeras peripécias na entrega de presentes, à preparação de uma família para esta quadra maravilhosa, nenhuma personagem fica imune ao encantador mundo natalício. Histórias de mistério e magia, alegria e ingénuas traquinices, a felicidade dos momentos vividos com família e amigos e com muita comida apetitosa à mistura.

Contos que nos ensinam a origem de muitas das tradições que hoje conhecemos e mantemos. Histórias ainda sem a tecnologia de hoje que nos dá vontade de desligar tudo e viver a verdadeira essência do natal, o amor, a partilha, a alegria, a amizade. Sentir cada momento na alma sem distrações.

Histórias para conhecer as tradições. Histórias para ler a verdadeira essência do natal. Histórias para respirar tranquilidade e sorrir alegrias.

Adorei esta leitura natalícia e recomendo a qualquer um de nós que queira fazer a nossa criança ser feliz por algumas horas no mundo mágico das histórias.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:41

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Domingo, 30 de Dezembro de 2018

Um olhar a 2019!

Olho o infinito deste mar e relembro este ano de 2018 que começa suavemente a despedir-se de nós por entre os minutos e as horas que se preparam para receber 2019. Sentimos o seu prazenteiro ondular por entre as ondas onde navega para não se atrasar ao convite que lhe fazemos. Atracar no destino a tempo e horas das boas-vindas.

Deixo que este mar leve consigo estas últimas semanas de emoções desgastantes. Renovar energias. Largar os velhos hábitos que o universo me retirou de forma tão abrupta e inesperada, mas deixando uma imensa aprendizagem e amizade. Talvez a mais difícil deste ano que já acena no adeus. Uma de muitas aprendizagens constantes que guardo. Mais um ano de encontro ao meu caminho, um ano de novos ensinamentos, novos desafios e novas descobertas. Um ano de novas amizades que transporto delicadamente dentro de mim. E outras tantas amizades que crescem no jardim do meu amor por elas.

Levo deste ano os momentos que ficam e não se esquecem. Guardo 2018 porque os momentos são para serem guardados. E um dia serem recordados na reminiscência do tempo.
A minha alma arrebata a naturalidade daquele doce bom dia e dos teus olhares nocturnos. Que 2019 me continue a presentear com aqueles pequenos gestos dos dias que se enlaçam nas noites e que tanto confortam a minha alma.

Guardo as palavras de ternura e o carinho nos gestos. Gestos simples, mas vida está nessa simplicidade de momentos. São momentos meus que não troco. Momentos meus que quero repetir.

 Meu querido 2019, não te esqueças e traz contigo a minha eterna gratidão de poder continuar a ser agraciada com a tamanha beleza de viver e poder olhar para sorrisos que me acalmam e suavizam a mágoa que tantas vezes não me larga. E aquele teu sorriso aberto enfeitiçador de corações é a minha fotografia preferida que levo deste 2018.

Um ano com novos sonhos que se delineiam no traçar do lápis do meu ser. Convido 2019 a colorir estes meus sonhos de ventura e brandura. Rabisquemos pedaços de sonhos. Pintemos os dois as cores do arco-íris nos meus dias acordada a perseguir os desejos de quem tem a ousadia de sonhar.
Um ano das minhas eternas palavras. Um ano de palavras escritas no olhar. As palavras dos momentos. As tuas palavras. Continuar a escrever-te para me escrever. Querer descobrir-te para me reencontrar em mim. Mesmo que seja neste nosso silêncio que possas ser luz neste meu crescer. Que um dia te possa sussurrar que as minhas palavras são tuas. E o teu olhar nesse sopro de respirar, responderá que sempre soube que cada frase era para ti e apenas para ti. Que este silêncio que é só meu e teu se transforme em conversas de lábios. Que possamos escutar o que as nossas almas conversam no silêncio dos nossos corpos distantes.

Que 2019 seja um ano de felizes encontros e afortunados reencontros nossos em nós.
Um feliz ano de 2019 a todos os que fazem parte da minha vida. Um ano para aproveitarmos as oportunidades de sermos felizes. Vivam e sonhem a felicidade. Agarrem cada momento como se fosse único e irrepetível. Porque cada momento é diferente na memória que fica.
Desenhem instantes. Retratem sorrisos. Fotografem amor. Esbocem sonhos. Rabisquem incessantes alegrias.
E não se esqueçam de simplesmente viver! Apenas isso….Viver!
Olhemos juntos na direção de 2019!

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:15

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É tempo!

É tempo de sentar e escutar as aprendizagens do passado.
É tempo de respirar a incerteza do futuro e olhar o horizonte sem nunca deixar de acreditar no brilho da vida mesmo que por vezes esteja encoberta por passageiras nuvens.
É tempo de escrever os momentos vividos e rabiscar os contornos dos que se prepararam para serem desenhados.
É tempo de sentir o nosso eu.
É tempo de conversarmos com a nossa alma.
É tempo de viver. Hoje e sempre.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 12:28

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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

Um pensamento meu!

Ontem pareceu-me ouvir o murmúrio da tua voz a fazer cócegas ao meu ouvido. Parece que ainda sinto essa melodia a fazer eco em mim. Era noite de um dia cansativo. Estavas perto mas não assim tão próximo. Talvez fosse a tua alma a sussurrar-me um até amanhã. Fecho os olhos e ainda ouço esse doce sussurro. E nada mais consigo hoje ouvir.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 11:50

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