Segunda-feira, 23 de Março de 2015

Ken Follett - Noite sobre as Águas

Mais uma leitura brilhante de Ken Follett, e que mais se pode esperar do mestre da escrita, a não ser um livro que se agarra e que não se quer largar. Uma história que se passa numa viagem do Clipper, o hidroavião de luxo, que na altura da 2ª Guerra Mundial, fazia a travessia do Atlântico entre Londres e os EUA. O primeiro pensamento que surge é como é possível mais de 500 páginas se passarem em pouco mais de 48h, entre as apresentações das várias personagens e a duração da viagem no avião? Como sempre, Follett mostra-nos que isso é o que de mais natural existe na sua escrita. Entusiasmamo-nos e nem damos conta que as páginas se vão somando, e que a avidez de saber como será o desfecho da história, nos consome frase após frase. Uma dúzia de personagens que à partida podem não ter muito em comum, apenas o desejo de sair da Europa ou chegar aos EUA pelos mais variados motivos, as suas vidas se entrelaçam numa viagem alucinante e que de sossegada não terá nada. Conhecemos Eddie Deakin, engenheiro do Clipper, que sê vê a ser chantageado para deixar escapar um prisioneiro, salvando assim a sua esposa das mãos de bandidos. Mas no fim teremos uma surpresa ao perceber qual a finalidade da chantagem. Não vos digo, para lerem com a mesma emoção que eu, sofrendo com o drama de Eddie, entre cumprir o seu dever e não desviar o avião, colocando a vida dos passageiros em perigo, ou deixar fugir um recluso, salvando a sua esposa. Garanto-vos que sentirão na pele a angustia desta personagem. Teremos muitas mais personagens que encherão as páginas deste livro com a mesma emoção. Destaco a jovem Margaret que tenta fugir da tirania do pai, mas que é obrigada a embarcar no Clipper, onde sem esperar todo a sua vida mudará. Como? Têm de ler! Somos apresentados a Henry, um rapaz que se acha com muita sorte, e que se dedica ao roubo de joias e relíquias, mas que para não ser apanhado terá de fugir, sendo aliciado pelas riquezas que vão a bordo do avião. Também para ele a viagem será uma mudança. Veremos a história de Diana, que se apaixona por Mark, por sentir a solidão com o seu marido, Mervyn, mas o temperamento deste não permite que a mulher o deixe. Por isso mesmo, persegue-a na viagem, mas ao cruzar-se com Nancy, uma empresária que é enganada pelo seu irmão e que precisa de chegar aos EUA para não perder tudo, as suas vidas irão misturar-se num desafio de se ajudarem. Mais poderia escrever sobre este fantástico livro de suspense, mas já vou deixo com um pequeno apontamento sobre algumas personagens. Não vos retiro a expetativa de percorrem o Clipper, as suas comodidades e luxos, como se lá estivessem. Ou a vivência das personagens antes e durante a viagem, além da viagem física, será uma intensa viagem interior para muitas delas. E claro está, a emoção do desfecho, com muita adrenalina, que até nos faz vibrar ao desfolhar cada página. Uma leitura que recomendo vivamente.

noite sb as aguas.jpg

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 10:18

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Sábado, 21 de Março de 2015

Dia da poesia

Hoje é dia da poesia, um dia dedicado a uma das minhas grandes paixões, as palavras poéticas, sem rimas, escritas ao sabor do vento, desafiando os sentimentos a serem decifrados pela leitura de outros. Um dia, quando me conheci, fui enfeitiçada pela arte que alguém se lembrou de batizar com poesia. Aprendi a ler com os poetas. Quis ser poeta. Perceber como se escrevem aquelas palavras quando um coração chora e uma alma uiva de dor. Quis sentir como se sente um poeta. Uma alma ferida, uma alma incompleta que se completa na incerteza de ser. Quis viver nas palavras, adormecer nos poemas. Olhar as estrelas e ler nelas um poema de amor. Ser poeta a tempo inteiro, esse sonho que acorda em mim e que acompanha os meus passos. Poesia, poemas, nada de rimas, apenas a essência de uma alma sincera na sinceridade do que escreve. Uma alma despida de adereços.
Por esta paixão não se poder medir, eis que num rasgo de aventura, fui a uma das muitas iniciativas para comemorar a beleza deste dia. Lá fui eu ler os meus poemas a ouvidos estranhos a mim e às minhas palavras, que nada sabem sobre mim ou sobre aquilo que coloco no papel. Fui e adorei. Fui e apaixonei-me ainda mais por este amor que é escrever a alma.

012.JPG

Deixo-vos um poema já com algum tempo escrito para este dia mas que resume a sua essência.


Hoje é o dia da poesia
O seu dia oficial
Mas a poesia existe em nós
Em todos os momentos que partilhamos
As palavras vividas numa folha de papel.
Misturamos o som das letras
Com a música da vida
Que nos rodeia.
A caneta que tem vontade própria
E embalada pela melodia
Não quer parar
Com medo de perder a canção que deambula pelo espírito.
Hoje é apenas mais um dia
Em que as palavras nascem em mim
E para não as deixar fugir
As agarro
Para não mais as largar
Não esquecer a razão da sua existência.
Poesia são os sentimentos
Que moram na minha alma
E que querem ser recordados na eternidade
De palavras
Que surgem sem avisar.
Poesia são os sorrisos, as lágrimas,
Os momentos não esquecidos.
Poesia é a vida do poeta
Que precisa das palavras para viver.

 

publicado por Ana Cristina Gomes às 20:09

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Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Olá Primavera!

O relógio marca 22h45 e é hora de vires dizer olá a quem já muitas saudades sente do teu aroma. Vens pela noite dentro no teu equinócio primaveril para que quando amanhã o sol nascer, a sua cor ser mais radiosa e o dia mais quente. Agora as flores irão sorrir à minha passagem e os pássaros na sua doce melodia irão saudar-me.
Chegas no mesmo dia do eclipse do sol, mas não ofusques o seu brilho para que os nossos sonhos possam perseguir a luz sem nunca desistirem. Sê o dia e não a noite em nós. Sê o nascer do dia que abraça a vida. Faz-te acompanhar pela claridade do sol e a luz das estrelas.
Primavera, traz contigo o sentir das emoções, o florescer dos sorrisos, o calor dos sentimentos, o conforto do abraço. Sê o renascer da vida adormecida e o acordar de novos sonhos.
Viver a primavera é viver os pequenos momentos da vida.
Viver os pequenos momentos é ser feliz! E isso sabe tão bem!
Obrigado Primavera por voltares e não nos abandonares, sem nunca nos deixares perdidos à procura do rasto do teu sorriso!

primavera.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:45

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Quinta-feira, 19 de Março de 2015

Um pensamento meu

Batizei o tempo com o teu nome, pois existes em mim antes do tempo ser tempo e serás até a eternidade deixar de ser eternidade. És o tempo da vida, és o ontem, o hoje e o amanhã. O tempo só poderia ter o teu nome já que és o antes, o aqui e o depois! És a vida e o tempo misturados num cenário desenhados por e para ti. Batizei a vida com o teu nome porque sem ti a vida perde-se e quando me sentir perdida da vida, chamo-a e terás sempre de responder quando alguém grita por ti!

publicado por Ana Cristina Gomes às 19:19

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Quarta-feira, 18 de Março de 2015

Um menino especial

Sexta-feira, fim de uma semana cansativa e brindas-me assim com um olá tão genuíno, sentado no sofá a jogar que as crianças de hoje adoram, as chamadas playstation, coisa que não havia no tempo em que era criança. Mal me conheces mas sorris como só uma criança sabe sorrir, de forma espontânea e sincera. Vejo-te correr pela casa fora na ânsia doida de brincar como se a brincadeira pudesse fugir e não a conseguisses apanhar. Pedes-me para brincar contigo. Acedo. E lá ficamos nós por minutos a espalhar carros pela pista fora, na alegria de poder voltar a ser criança ao teu lado. A hora de jantar apressa-se e eu tenho de me apressar para ir embora. Queres continuar a brincar mas os meus passos não podem ficar no teu quarto. Sorrio ao ouvir-te falar, a emoção cresce e o carinho que por ti sinto é demasiado forte para conseguir escrever em palavras esse sentimento. Porque não pertenço ao teu mundo e quando a porta bate num adeus levo comigo o vazio de não poder ficar. Fica a ternura do teu rir e de um dia alguém, numa tarde solarenga de domingo, me ter confundido como aquela que te viu nascer. Não invejo não ter sido eu, porque o amor de tão universal que é, amar-te-ia te como se um pedaço de ti fosse meu, como amo aquele que te deu vida.
Vive o desejo secreto em mim de te ver crescer a lado da vida, a caíres nos tropeções, os arranhões, a escola, aprenderes a ler, as birras, os choros, os jogos e as brincadeiras. Um bom dia e o beijo da boa noite. Aconchegar-te no cobertor quando o frio uiva lá fora e abraçar-te quando a trovoada ecoa no céu.
Em cada criança que vejo, vejo-te a ti, um menino especial que me conquistou antes sequer de conhecer. Por isso olhar para outras crianças é sentir o coração apertar-se com força sem saber como respirar, desejando que estivesses ali de mão dada comigo, para poder sorrir para os outros meninos com um sorriso desenhado no rosto, em vez de desviar os olhos inundados de lágrimas.
Tens a mesma profundidade no olhar como aquele cujo nome batizei o tempo, por ser o antes e o depois dentro de mim. O olhar que me enfeitiçou desde o início do tempo ser tempo. O único sem o qual o tempo não faz sentido e sem o qual a vida se perde, deixando-me perdida na vida que existe algures. O único que lê o que a minha alma escreve, por isso é tão especial, deixando-te a herança também de seres um menino especial, não por seres diferente dos outros, mas por seres especial, apenas para mim, e isso é suficiente para que sejas a mais especial das crianças.
Porque gostava de partilhar o toque da tua suave mão, e saberes dia após dia, como é víveres no meu coração. Deixo a sorte do meu caminho no destino que um dia me fez conhecer-te, na altura sem rosto definido. Deixo nesse mesmo destino o desejo que com essa tua alegria genuína que só uma criança tem, me ensines a alegria de um viver, tantas vezes esquecida pelo meu espírito.
Se um dia, quando souberes ler e aprenderes que a vida é uma mistura de sorrisos e lágrimas, de dor e felicidade, leres estas palavras, ou o destino deixou-me ver-te crescer ou estas palavras perdidas chegaram até ti, ainda poderás sentir a emoção que pintam estas frases. Ainda sentirás o papel com o húmido das lágrimas com a saudade que deixas na ausência do teu sorrir.
No amanhã podes não te lembrar de mim, mas eu nunca te esquecerei, meu menino especial. O mais especial do cantinho do meu coração será sempre teu.

menino2.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 20:33

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Terça-feira, 17 de Março de 2015

Um pensamento meu

Quando o coração encontra a sua casa num abraço, a partir desse momento, será o seu porto de abrigo, onde a vida faz sentido. E sem esse abraço a vida perde-se e o coração torna-se uma espécie de sem-abrigo, sem um lar onde possa morar.

publicado por Ana Cristina Gomes às 10:39

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Um pensamento meu

Quando o teu coração esboça o desenho de um sorriso no seu interior, até num dia de chuva, uma gota de água se transforma num raio de sol que toca a tua pele e te conforta.

chuva e sol.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 10:05

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Sábado, 14 de Março de 2015

Um pensamento meu

Durante o dia cansas a mente para que quando a noite cerrada chegar, em nada conseguires pensares. Mas os sonhos estarão lá sempre para te atormentar, sem nunca te deixar que simplesmente esqueças o que vive em ti.

publicado por Ana Cristina Gomes às 08:30

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Quinta-feira, 12 de Março de 2015

Um pensamento meu

Quando sentes que a vida te desconcentra, agarra num livro e concentra-te no sonho!

publicado por Ana Cristina Gomes às 15:59

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Quarta-feira, 11 de Março de 2015

Um pensamento meu

Escreve o guião da tua a vida a lápis para que com a ajuda do destino possas desenhar essas letras a tinta. Coloca ao teu lado a borracha para apagar as frases menos boas para que possas ser sempre tu a reescrever as linhas do teu caminho. Não deixes que as anotações dos outros interfiram no texto que escreves sobre ti. O guião da tua vida és tu!

publicado por Ana Cristina Gomes às 10:05

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