Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Lesley Pearse "Nunca Me Esqueças"

Sinto-me como a autora, Lesley Pearse, quando refere que foi difícil deixar Mary Broad no convés do navio. Também a mim ainda me custa deixar Mary nas palavras do livro encostado na estante, quando vivi tão intensamente a sua vida. Onde me custou a mim e à autora deixá-la, é segredo! Que navio é, não partilho, pois grande parte deste romance Nunca me Esqueças tem como cenário, os navios. E quero que leiam esta história e se surpreendam a cada instante e que absorvam cada palavra para encontrar a seguinte.
Só ao terminar esta leitura, soube que esta história é verídica, todos aqueles acontecimentos sucederam mesmo. E isso ainda me faz admirar mais esta menina mulher pela sua coragem, pela sua lealdade, pela sua humildade e inteligência. Quando lerem este romance saberão ao que me refiro. Muitas vezes tornei-me uma quase espiã de Mary porque não resistia à curiosidade de saber o que se passava a seguir. Sinal que vivi esta história de corpo e alma. Porque esta história consegue-se sentir-se na alma, e com alguns momentos angustiantes para a personagem principal e não só. Uma angústia e dor que trespassa as palavras.
Posso resumir este livro de forma muito simplista, dizendo que em pleno ano de 1786, Mary Broad, uma jovem com quase 20 anos que procura uma vida melhor fora da sua terra natal, é condenada pelo um pequeno assalto de estrada, algo comum na época (os assaltos e as condenações). Mas em vez de ser condenada à forca, a sentença de Mary e outros prisoneiros é a deportação para uma terra desconhecida, hoje conhecida de todos nós, como Austrália. Na altura uma terra por desbravar e com nativos por conhecer. Nada se sabia dessa terra longínqua, mas que os desgraçados seriam as cobaias para povoar aquele local. Grande parte da história é vivida nos navios, onde vamos ficar chocados com as condições sub humanas a que estes prisioneiros eram submetidos. Vamos também encontrar soldados de coração grande como Watkin Tench que trará Mary sempre no seu coração. Veremos também como tentam sobreviver na colónia, muitas vezes sem comida. Viveremos a relação amor/ódio no casamento de Mary e Will e a aflição de Mary em querer salvar os seus filhos da miséria e da morte certa. Aventura-se numa fuga com mais alguns homens da colónia, alguns dos quais padecem pelo caminho. Uma viagem marcada por momentos muito emocionantes, com a lágrima a espreitar. O leitor irá emocionar-se com a lealdade de Mary para com os homens que sobrevivem e não só (também com os que morrem lentamente), uma lealdade pouco comum de encontrar, mas que nos faz acreditar na bondade e amizade pura e sincera das pessoas.
Como tudo terminará, só poderão saber depois de este livro ser desfolhado pelos vossos olhos. Assim que tocarem na primeira frase, não mais vão parar, com uma leitura mais veloz que a velocidade daqueles navios.
Mais um livro na minha lista de recomendações, uma leitura fácil, mas intensa, palavras leves na sua dureza. A história de uma vida. A história de uma jovem. A história de Mary que todos devem conhecer.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:08

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O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Por um momento, parece tempestuosa, a seguir acalma-se. A onda no oceano e a existência humana têm muito em comum.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 15:04

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Domingo, 13 de Setembro de 2015

Para reflexão

«Estudar o caminho é estudar o eu. Estudar o eu é esquecer o eu. Esquecer o eu é estar actualizado por miríades de coisas. Quando actualizado por miríades de coisas, o teu corpo e a tua mente, assim como os corpos e mentes dos outros, são largados. Nenhum traço de realização se mantém e este não-traço continua infinitamente.»

Dogen, Mestre Zen

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publicado por Ana Cristina Gomes às 08:17

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Antes de me queixar do tempo quente e húmido, penso nos lavradores que têm de trabalhar nos campos de arroz em tão duras condições.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 10:25

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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2015

Um poema meu

Um ano que passou
Um ano que foi veio e foi
Assim como o sopro do nada que trouxe no vento.
Um ano que foi e já não o é
Deixa a recordação de mais um ano de alma vazia
No desalento que o tempo corre e não se perdoa a si mesmo.
Mais um ano que se avizinha
Que chega na velocidade de um bater de relógio ansioso
Pelo tempo de ser.
Mais um ano que chega
Na solidão das lágrimas no correr do ponteiro.
Apenas mais um ano
Que chega e irá embora
Que traz e leva o mesmo sonho
Que perde a força com este tempo que anda
Sem parar para me deixar ser feliz.
Um ano que foi
Um ano que virá
Igual ao que foi
Igual ao que será
Com as palavras que se repetem
Que se escrevem
Ano após ano
Na vida do poeta
Que não mais deseja viver a vida
No sonho e nas palavras.
Um ano que passou
Um ano que chegou
E nada mudou.

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:27

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O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Não importa o que aconteça na minha vida, gostaria de que o meu coração e a minha alma continuassem abertos e livres.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 14:20

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2015

O Reiki em poema nas palavras do Imperador Meiji

«Todos nós cometemos por vezes erros nas nossas vidas. Por isso, não te preocupes nem sejas excessivamente prudente com tudo.»

publicado por Ana Cristina Gomes às 14:24

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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2015

Os 33 já chegaram!

Os 33 chegaram no calor do domingo, 6 de setembro! Um dia de sol, com raios que brilhavam na pele, assim como espero que seja este ano que agora começa, com muita luz a iluminar o meu caminho. Uma luz que me permita ver na escuridão e o calor que permita aquecer a alma nos momentos mais tristes.
Não me apetece usar os típicos clichés da praxe, como “a idade já se faz notar” ou “estou a ficar velha”, porque simplesmente não me sinto assim. A idade está na mente e não no cartão de cidadão. Não me sinto velha, não me sinto cansada, hoje, sinto-me mais jovem, com mais energia e com mais vontade de viver do que me sentia há 10 anos, e muito menos pesada. Talvez por isso, e com muito orgulho, ninguém me diz que os 33 já chegaram! Porque a alma está cada dia mais jovem e com mais vida!
Embora tenha agradecido cada missiva de parabéns que recebi, quero aqui deixar um muito obrigado a todos os que, ontem, se lembraram deste meu dia. Os gestos de carinho são um presente sem preço com que fui presenteada.
Muitas vezes posso sentir-me triste e desanimada com algumas situações da vida, mas o destino tem a ousadia de me brindar com momentos e situações que me fazem sentir abençoada por me ter cruzado com algumas pessoas neste meu percurso. Existem sorrisos, amizades, carinho e afectos que muitos não se podem gabar de ter, mas eu ao ser lisonjeada com essas fracções de tempo e instantes, preservo cada momento desses no meu coração pelo conforto emocional que me traz.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 14:15

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Sábado, 5 de Setembro de 2015

Para reflexão

«O silêncio é a expressão da paz, da harmonia, da perfeição, e proporciona as melhores condições para a atividade psíquica e espiritual. "Aprendei a fazer o silêncio em vós", dizem-nos os sábios. Mas o silêncio só por si não traz grande coisa; na vida espiritual, ele não pode ser um fim em si mesmo, a sua verdadeira função é permitir a expressão do pensamento, da imaginação criadora.
Sempre que vos é dado viver momentos de verdadeiro silêncio, em vós ou na natureza, esforçai-vos por criar, pelo pensamento, algo puro, caloroso, luminoso, poderoso. No dia em que conseguirdes fazer vibrar a atmosfera em torno de vós, todos os que vierem visitar-vos ou que passarem por esses lugares receberão um impulso para o bem. Limitar-se a ficar imóvel não serve para nada. É preciso aprender a ser vivo e criador, mesmo na imobilidade e no silêncio.»

Omraam Mikhaël Aïvanhov

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:26

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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2015

Um pensamento meu

Não te conheço, mas ao olhar para ti, vejo no teu rosto o reflexo da mágoa que vive em mim. Talvez por essa sensação inexplicável, o teu doce olhar melancólico me transmita uma paz desconhecida para mim. E que bem sabe sentir esse conforto emocional, mesmo que por breves segundos!

publicado por Ana Cristina Gomes às 16:50

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