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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Um brinde a 2018!

O ano de 2017 começa suavemente a despedir-se de nós por entre os minutos e as horas que se preparam para receber 2018. Sentimos os seus prazenteiros passos no caminho que faz para não se atrasar ao convite que lhe fazemos.

Guardo um ano de aprendizagem constante, um ano de encontro ao meu caminho, um ano de novos ensinamentos, novos desafios e novas descobertas. Um ano de novas amizades que transporto delicadamente dentro de mim. E outras tantas amizades que crescem no jardim do meu amor por elas.

Levo deste ano os momentos que ficam e não se esquecem. Guardo 2017 porque os momentos são para serem guardados. E um dia serem recordados na reminiscência do tempo.

A minha alma arrebata a naturalidade dos bons dias matinais e os olá nocturnos. Que 2018 me continue a presentear com estes meus anjos com quem me cruzo nos dias que se enlaçam nas noites. Guardo as palavras de ternura e o carinho nos gestos. Gestos simples, mas vida está nessa simplicidade de momentos. São momentos meus que não troco. Momentos meus que quero repetir. Meu querido 2018, não te esqueças e traz contigo a minha eterna gratidão de poder continuar a ser agraciada com a tamanha beleza de viver e poder olhar para sorrisos que me acalmam e suavizam a mágoa que tantas vezes não me larga.

Um ano como novos sonhos que se delineiam no traçar do lápis do meu ser. Convido 2018 a colorir estes meus sonhos de ventura e brandura. Rabisquemos pedaços de sonhos. Pintemos os dois as cores do arco-íris nos meus dias acordada a perseguir os desejos de quem tem a ousadia de sonhar.

Um ano das minhas eternas palavras. Um ano de palavras escritas no olhar. As palavras dos momentos. As tuas palavras. Escrever-te para me escrever. Querer descobrir-te para me reencontrar em mim. Que 2018 seja um ano de felizes encontros e afortunados reencontros nossos em nós.

Um feliz ano de 2018 a todos os que fazem parte da minha vida. Um ano para aproveitarmos as oportunidades de sermos felizes. Vivam e sonhem a felicidade. Agarrem cada momento como se fosse único e irrepetível. Porque cada momento é diferente na memória que fica.

Desenhem instantes. Retratem sorrisos. Fotografem amor. Esbocem sonhos. Rabisquem incessantes alegrias.

E não se esqueçam de simplesmente viver! Apenas isso….Viver!

Brindemos juntos a 2018!

Feliz Natal!

A tão ansiada noite de natal apressa-se a chegar nos passos apressados de quem tem pressa de misturar sabores e perfumes nas cores que brilham na árvore de natal. É tempo de adoçar os momentos com as filhoses, os sonhos, o bolo-rei e outros tantos doces que açucaram os risos partilhados de família e amigos que se reúnem. O bacalhau espera pacientemente pela companhia das batatas e a nova colheita de azeite guardada para esta noite tão especial. O peru embriaga-se no vinho que o tempera para temperar um almoço de natal com as sempre tão alegres cavaqueiras.  

Os adereços para complementarem as conversas já estão prontos a fazerem parte deste cenário. Fotografar memórias.

Gosto de sentir o aroma que perfuma a casa. Gosto das luzes que iluminam a noite. Gosto das músicas que trauteio sem me fartar dos mesmos acordes. Das mesmas palavras. A alma canta na voz.

Adoro o nevoeiro frio que está na rua, enquanto a lareira aquece os corações aquecidos com o amor. A manta no sofá e as pantufas acenam para mim.

Os preparativos adensam-se. Gosto da noite de consoada. Gosto de a sentir chegar em mim.  

A noite de consoada é a noite de um momento especial. Não é noite de consumismo desenfreado de oferecer prendas sem fim. É a noite de mimar. Pequenos mimos, nada mais que isso devia ser a espera pela meia-noite para rasgar os papéis e a nossa criança interior sorrir como deve sempre sorrir.

A maior prenda que temos para desembrulhar é a vida. São os momentos. Os doces sorrisos que nos sorriem. O abraço de um olhar. O carinho. O afecto. A paz e a esperança.

As amizades que crescem e as amizades que nascem.

Desembrulhar novos sonhos. Partir no trenó do Pai Natal na conquista de novos caminhos.

Não se esqueçam de agradecer mais uma noite de natal que se abeira de nós.

A todos um Santo e Feliz Natal e se possível com um sorriso.

Natal é o amor pela vida. É o amor pelos momentos.

Deem um beijinho ao natal para a vida estar sempre dentro de ti.

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Inverno, já chegaste!

Dizem os entendidos que tu, inverno, chegaste quando o relógio marcava 16h28m desta 5ªf que nos abraça, num belo solstício de inverno, o dia mais curto do ano na noite mais longa que acolhe o nosso sono. Para muitos, és sinónimo de tristeza e de escuridão, mas não podemos deixar que as nuvens que muitas vezes te acompanham nos impeçam de ver a tua beleza. O aconchego de umas luvas e um gorro, na suavidade da lã que nos conforta. Um chá quente na leitura de um livro na tarde de domingo. Momentos que são teus, doce inverno!

Muitas vezes, és símbolo de uma certa nostalgia, de saudades do verão e do sol, mas são tantas as vezes que nos deixas aquecer um pouco com os teus raios de sol na hora de almoço. Sou sincera, não gosto dos teus dias de chuva, embora saiba que a natureza tanto precisa dessa água tão preciosa com que nos abençoa! Mas adoro os dias de nevoeiro, adoro sentir respirar o frio do branco desses dias. Adoro a cor da paz que pinta esse nevoeiro. Uma manhã de nevoeiro é aquela que nos permite regar a alma com a luz que muitas vezes achamos que não existe. Se olharmos bem, o nevoeiro é o caminho para a luz e não o regresso à escuridão.

Na tua chegada, brindas-nos com o frio dos dias que são tão teus, querido inverno. Um frio que nos aquece a alma na lareira que crepita calor e na manta que conforta os pés.

A estação do ano mais fria, mas que tem no seu calendário, a época natalícia que se for vivida na sua essência, traz consigo a luz da beleza que ilumina a nossa árvore de natal.

Cada momento pode ser demasiado belo, é só aprendermos a viver esse momento como sendo único dentro de nós, porque dois momentos nunca são iguais, tal como dois bons dias da mesma pessoa nunca serão iguais.

Inverno, já chegaste!

Traz contigo o teu verdadeiro encanto que mesmo com frio, o sorriso nunca gele!

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Reencontro

Não quero mais reencontros destes, silenciosos, no silêncio sofrido de almas que tanto precisam de se encontrar para se reencontrarem em si.

Não te quero voltar a reencontrar assim. Neste silêncio mudo. Neste silêncio de um olá. Neste silêncio de um até já. Neste silêncio que os nossos olhos gritam e que a nossa voz silencia com medo. Medo de reconhecermos que nos reencontramos. Medo de reconhecer que já nos conhecemos deste sempre. Medo de deixar a nossa alma falar. Contrair a vontade de sermos quem somos e fingir que nada nos une. Que não há um cordão umbilical entre nós.

 Não quero mais reencontrar-te assim. Não te poder dizer que és especial. Não te poder dizer que estas palavras que lês são tuas e para ti. Não poder chegar perto de ti e fica ali apenas a olhar para ti só porque gosto de olhar assim para ti quando a lua cheia brilha alta no céu na noite de um domingo. Poder dizer-te que és bonito assim. Só porque sim.

Não quero este reencontro que faz doer nas memórias que não esqueci. Lembranças seladas no nosso álbum das recordações. Neste amor escrito que resiste ao tempo. Que o pó não apaga. Amar-te mesmo antes de conhecer esse teu rosto, tantas vezes envelhecido pela vida. A vida que não posso viver. A tua vida. A minha vida. Que nunca será a nossa vida.

Não quero voltar a reencontrar-te para te perder sem te ter em mim. Virar as costas e uma lágrima cair por te ver partir no teu caminho e eu sozinha a caminhar perdida nesta estrada sem fim. Sentir-te. O teu perfume. Conversar com a tua alma. E chorar como uma criança.

Não quero mais voltar a reencontrar-te assim neste absurdo. Um reencontro que não faz sentido. Que não podia ser agora. Agora que não podes amar-me. Que apenas me podes guardar na tua memória. No teu silêncio. No nosso silêncio.

Não suporto este reencontro que me faz perder dos meus sonhos. Que me faz desacreditar no destino. Que me faz sentir cansada dos dias sem ti.

Este reencontro que me desfaz por dentro. Que me destrói lentamente.

Quero voltar a reencontrar-te quando a vida me deixar amar-te sem medos e receios. Quando te puder abraçar e poder dormir na paz que me falta e que não encontro porque não te encontro. Procuro-te e foges. Sem te tocar para recordar o teu toque.

Um dia talvez o nosso reencontro seja pintado de felicidade, dessa felicidade que não conheço e que gostava que me fosse apresentada por ti. Talvez um dia, te reencontre, e possa ser feliz comigo e contigo por estares aqui.

Um dia sei que te vou voltar a reencontrar porque o nosso reencontro é a única certeza de continuar vaguear. Porque só quando te reencontrar posso recuperar de ti a tranquilidade de viver que o nosso amor me tirou.

Porque nesse dia o nosso reencontro irá devolver-me a mim mesma e a vida voltará a fazer sentido.

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