Sexta-feira, 25 de Maio de 2018

Katherine Neville "O Fogo"

Terminei “O Oito” surpreendida com a singularidade da história de transpor um jogo de xadrez para a vida real, em que as peças são as pessoas. Embora não sendo nada conhecedora da arte de jogar xadrez fiquei demasiado viciada no jogo das palavras nas jogadas das muitas páginas. Por esse motivo acho que as expectativas que coloquei em torno da sequela “O Fogo” foram demasiado elevadas. A filha de Cat e Solari num novo jogo. Parecia o curto resumo ideal para iniciar com entusiamo a nova leitura.

Nesta continuação, voltamos a ter dois momentos distintos no tempo:

Albânia – 1822 – Trinta anos depois de o xadrez de Montglane ter sido desenterrado pelas freiras de Montglane. É iminente a guerra da independência grega. Ali Paxá, o mais poderoso governante do Império Otomano encarrega a sua jovem filha Haidée de levar para fora do país a famosa Rainha Preta. Mas Haidée não estará só, Kauri será seu protetor e companheiro de missão. Perseguidos desde a Albânia, Haidée e Kauri, enfrentam grandes perigos. Viajam através do Marrocos, Roma e Grécia até o centro do tabuleiro de um misterioso jogo, em Bagdade, cujos segredos podem levá-los à morte.

Vamos aqui reencontrar um Charlot, filho de Mireille, já bem mais crescido. A evolução do seu dom traz momentos interessantes ao enredo. E mais tarde iremos perceber como faz parte do poderoso segredo do Xadrez. Aqui não conto para não estragar a surpresa.

Colorado, 2003 - Dez anos, Alexandra Solarin, sofreu difícil golpe. Durante uma competição de xadrez na Rússia, Alexander, seu pai foi morto de uma forma misteriosa e com um bilhete estranho. Depois desse momento não voltou mais a jogar.  

A sua mãe, Cat Velis, sempre preferiu o distanciamento físico e emocional, por isso Alexandra estranhou o seu repentino convite para uma inesperada festa de aniversário. Desloca-se ao refúgio ancestral da mãe e percebe que algo de muito grave se terá passado.

Trinta anos antes, Cat e Alexander acharam que tinham espalhado as peças do Xadrez por várias partes do mundo, enterrando assim o seu segredo e potencial poder.

Mas a Cat desapareceu, deixando uma série de pistas para Alexandra seguir……dando a entender que a mais poderosa peça voltou, sem se saber como, a aparecer…a Rainha Preta.

Vamos reencontrar momentos e personagens da anterior história como Nim e Lily Rad. Novas personagens como Vartan, um campeão de xadrez e que se irá envolver com Alexandra e serão peça chave para o, quem sabe, fim do jogo.

Pessoalmente, achei a história um pouco confusa e pouco consistente e em nada memorável. Uma semana depois de ter terminado o livro, enquanto recordo a história para escrever este texto, as memórias que ficam são ténues. Ao contrário do primeiro, livro do qual ainda me recordo de tantos pormenores. Embora seja muito interessante conhecerrmos o verdadeiro segredo do xadrez, o jogo real, das personagens é regalado para uma esfera inferior, o que poderia adensar mais a história se lhe fosse dado mais emoção e suspense. Gostaria de ter percebido melhor a que peça corresponde cada personagem, pois pouco ou nada foi vivido nesse ponto. Personagens demasiado secundárias, pouco activas e que pouco se envolvem com o leitor.

 

Um bom livro para quem adorou “O Oito” e fica com a curiosidade de ler a continuação da saga e perceber que segredo é esse, o Xadrez, pois fica com uma pista no final de “O Oito”. Poderia ser uma leitura absorvente mas não o é. No entanto, é uma leitura agradável. Mas não deixa saudades nem vontade de o voltar a ler! 

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:35

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Quinta-feira, 24 de Maio de 2018

Um pensamento meu

Escondes-me de ti. Do teu olhar. Da tua alma. Tens medo de te lembrar quem eu sou. O que fui para ti. O que fomos um para o outro. O que ficou por viver. As vidas roubadas.

Estás aí. Continuo aqui. A atormentar-nos mutuamente neste silêncio devastador até ao dia em que tivermos coragem de nos perdoarmos. Para as nossas almas poderem voltar a viver.  

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:49

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Quarta-feira, 23 de Maio de 2018

O mdeu demónio e o meu anjo!

Uma envergonhada manhã de primavera que se esconde atrás das nuvens. Uma manhã que traz consigo o meu demónio e meu anjo no mesmo trilho. Tão perto. Na mesma estrada. A pisar o mesmo passeio. Ali há distância de um passo meu.

Chegam. Param. Passam. Seguem. Sem me verem!

Primeiro o meu demónio. O demónio de mim. Aquele que faz pulsar a alma e o sangue. O demónio que me faz tremer. Que me sufoca. Que me fustiga nas memórias que deambulam dentro de mim. O demónio cujo silêncio é escutado atentamente pelo meu coração. O demónio que o meu coração ama. Aquele que outrora já me amou e cujo amor me foi fatal. Mas pelo qual voltaria a morrer só para o reencontrar vezes e vezes sem conta. O demónio que reconheceria em qualquer lugar porque vive nas labaredas da solidão que me consome. Até nos fundirmos e trairmos a vida que nos teima em separar.

Depois para apaziguar a tontura da minha alma, o anjo. Aquele rosto demasiado doce. Demasiado terno. Que sossega os medos. O anjo que transborda na luz que é e na paz desse sorriso tão discreto. Que me devolve parte da vida que fugiu com o meu demónio. Aquele anjo que poderia amar de tão bonito que é. O anjo que o meu coração guarda para ir buscar nos momentos de desespero em que precisa de olhar para a tranquilidade de uma esperança perdida. Cruzar-me com um anjo só pode significar que os meus passos estão a caminhar no sentido certo. Porque reconhecer um anjo é invulgar. E mais raro é ter um anjo daqueles a enternecer-se ao dizer-me olá. Que amolece as pedras do meu muro. Aos poucos descobri ali um anjo tão perto que me sorri no sorriso mais encantador que jamais alguém poderá imitar. O anjo que não me importaria de ver todos os dias só para sentir que tudo está bem. Que tudo ficará bem!

O meu demónio e o meu anjo. Ali juntos. Para me ajudarem a crescer e a descobrir quem eu realmente sou!

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:25

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Domingo, 20 de Maio de 2018

Um pensamento meu

Vi-te de sorriso perdido. Olhava para ti e tu sem aquele sorriso que sorria só porque sim. Porque gostava de sorrir. Pensava e o teu pensamento ouviu-me e sorriste um sorriso de alma triste. Um sorriso que entristece a alma porque não é o sorriso do teu coração.
Não podes perder esse sorriso que sorria para mim só porque sim porque ainda não aprendi a sorrir como tu….a sorrir só porque sim.
 
Imagem : Internet
 

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publicado por Ana Cristina Gomes às 19:59

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Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

Cheirava!

Cheirava a uma noite de primavera.

Cheirava à chegada das temperaturas de um verão há tanto desejado por muitos.

Cheirava a uma lua nova que dormia aconchegada nas estrelas.

Cheirava a noite sem casacos nos braços.

Cheirava ao sal do mar.

Cheirava ao aroma quente do bafo do vento.

Cheirava ao rasto do teu perfume que deixaste na estrada.

Cheirava ao vazio. Ao teu vazio.

A noite cheirava a solidão.

A noite cheirava à vida que me roubas cada vez que olhas para mim.

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:17

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2018

Dia da Espiga

Pode ser noite na rua, as janelas podem já estar fechadas, o sol dorme na almofada das estrelas. Mas o simbolismo deste dia permanece. Dia da espiga, dia de uma tradição que não pode ser apagada do tempo. Um dia de memórias para escrever novos momentos. Um dia para continuarmos a acreditar no amanhã. Um dia de uma esperança que não pode morrer. Guardemos em nós a mensagem deste dia da espiga.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:06

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Quarta-feira, 9 de Maio de 2018

Palavras minhas!

Pode ter sido hoje ou nos dias de ontem que já passaram. Um olá. O teu olá, um veneno que mergulha nas minhas entranhas e me envenena numa lentidão agonizante. Definho. Vejo-me definhar a fingir-me de indiferente ao sentir-te tão perto.

O teu sorriso sepulta a minha alma no abismo da tristeza. Onde me deixaste e não te lembras mas que precisas de recordar para me salvares.

As lágrimas que escondo. As lágrimas que um dia ao caírem irão afundar aquilo que não sou. Um desejo de mim. Um rascunho de vida que não sou. Um livro incompleto. Sem um final feliz. Olhar para ti. Sentir. É um abeirar constante do precipício de um amor que já me ceifou. Do qual não voltei a nascer. Olhar para ti é ver-me morrer. Porque não me esqueci de te amar.

E espero que te voltes a lembrar que um dia já me amaste. Para eu deixar de morrer.   

 

Imagem by Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:24

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