Quarta-feira, 29 de Agosto de 2018

Uma foto tua!

Desculpa o meu coração por roubar uma foto tua. Não me desculpes a mim. O meu corpo apenas acatou uma ordem desta minha alma errante e sem perdão. Prende o meu coração se te ofende, mas prende-o longe de ti. Não o encarceres mais dentro de ti.

Desculpa o meu coração por querer guardar os traços desse teu rosto. Guardar esse teu olhar a descoberto no cantinho mais especial de mim. Aquele lugar que tem o teu nome. Que só eu conheço. Que visitas nos nossos sonhos.

Desculpa o meu coração. Não me desculpes a mim. O meu coração tem medo de perder a memória e não mais lembrar-se de como és.

Desculpa o meu coração por desgastar essa tua foto de tanto olhar minutos e minutos sem pestanejar quando o ruído da vida ao redor é o teu silêncio.

Desculpa o meu coração por esta intrusão. Não me desculpes. Eu sei que nunca haverá a nossa foto. Mas esta alma sabe que um dia voltará a fotografar a tua alma com os meus olhos. Não será agora. Um dia lá longe do horizonte do hoje.  

Desculpa o meu coração por  querer olhar para uma foto tua na angústia da noite. Não me desculpes a mim. Olhar para ti, atrasa a queda do meu coração no abismo da morte.

Prometo-te que a minha alma não mostrará a tua foto a outros olhos. Apenas eu vou gastar o papel do tempo a olhar para ti. Parar os segundos, olhar para ti, depois continuar a viver e voltar a parar, porque quero olhar mais uma vez para essa foto tua.

Quero poder olhar sempre para ti quando o nosso caminho deste agora não mais se cruzar. Quando passearmos por outras paragens. Não me quero esquecer de ti. Da tua aura. Deste encontro de almas que levarei de ti.

Desculpa-me por roubar a tua foto, pois no dia em que partir, a minha alma adormecida leva-te no coração para te voltar a reconhecer quando nos voltamos a encontrar num outro presente.   

Como nos reconhecemos naquela tarde em que olhamos para as fotografias de nós que trazíamos no bolso do coração.  

 

Imagem : Internet

jamez-picard-356760-unsplash.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:22

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Um pensamento meu!

Quando a vida parecer ser uma sombra, procura o rasto de luz que existe. Pode estar em algo que te pode parecer tão insignificante, mas se ouvires o coração com os olhos da alma, vais encontrar essa luz.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:10

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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018

Um pensamento meu!

Sabes aqueles dias em que sei que vais estar ali aquela hora para te ver, mas que não estive lá? Não estive lá porque estava a dar mais um passo no caminho de encontro a mim mesma. O caminho que a tua alma me ilumina. Porque és luz vou seguir esse brilho mesmo que seja longe do teu olhar. E nesse passo que dou, nessa aprendizagem que aprendo, penso em ti. Porque a tua alma me ajudou a estar ali. A saber mais um pouco de quem sou eu.

Sabes aqueles dias em que não estou ali naquela hora para te ver, mas não é por isso que me esqueço de ti? Hoje foi um desses dias!

gaivota.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 22:07

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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2018

Um pensamento meu

Um fim de tarde na noite que carrega a escuridão das almas. Vejo no teu rosto refletidas as minhas lágrimas. Sinto em mim as lágrimas que escondes dos outros. Olhamos e vemos a dor em nós. O tempo que nos envelhece. O tempo que abranda na dor que acelera ao ver-te partir. O aperto que fica. Desapareces no horizonte e fico ali parada, apática a ver-te ir, sem nada que possa acalmar a dor da minha alma.


Imagem : Internet

noite12.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:04

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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

A zumba não vai de férias!

Agosto entra no calendário. As férias aproximam-se. O tempo começa a aquecer. É tempo de quebrar rotinas. De hábitos disruptivos. É tempo de desligar. De carregar baterias. Dos pés na areia. De deitar na cama verde do campo.

Tempo de estramos sós ou em companhia e deliciarmo-nos com cada momento que registamos na nossa alma.

As férias são sinónimo de pausas nos dias. A pausa do trabalho. A pausa de ir levar os filhos à escola. A pausa nos cursos. A pausa no comboio da manhã. A vida dita normal que fica em suspenso.

É a nossa pausa para podemos continuar a seguir caminho.

Deixo os meus livros de férias na estante. O computador desligado das palavras. Os cadernos a relaxarem. Tudo ali a um canto à minha espera. Afinal são apenas uns dias o seu descanso de mim.

Mas por entre banhos de água salgada, areia colada ao corpo, passeios pintados de verde, tiro uns minutos da minha pausa anual e vou zumbar. Porque a zumba não tira férias de mim. Ali continuo a carregar as baterias para mais e mais desafios que chegam.

Apresso-me na leveza de umas férias e vou para mais um daqueles momentos de esquecer o que tantas vezes não se esquece. Lavar a alma.

Porque a zumba fez-me apaixonar por ela. A alegria de dançar. As coreografias. Sorrir por entre passos e movimentos. Porque tenho uma daquelas sortes imensas de ter as melhores instrutoras que podia ter encontrado. O carinho, a dedicação, o incentivo tiraram-me da última fila de uma aula para ir para a frente sem medo de falhar passos. E se falhar é só seguir. Haverão outros passos.

Atordoada das conversas com o mar. Os ouvidos ainda cantam as melodias da cigarra. Nem me apercebo dos acordes de mais uma música. E faço uma daquelas caras que pergunta “mas que música é esta?”. Tens a tua instrutora a dizer que ainda é do meu tempo. Percebo que já passei do escalão dos iniciados para as veteranas. Já lá vão mais de 4 anos. Que caminho tão bom tem sido esse. Cada passo de dança é mais um pouco da viagem dentro de mim mesma.

Tantas vezes as coisas boas da vida não vem embrulhadas com o rótulo a dizer “Isto é uma coisa boa da vida”. Vamos descobrindo aos poucos. E aos poucos estas minhas instrutoras já não são “apenas a Instrutora”, são tão mais que isso. São aquelas pessoas que levarei sempre no coração, porque a alegria que deixam em mim ajudaram-me tanto a redescobrir o meu sorriso, outrora tão perdido. A não ter medo de descobrir mais paixões. De arriscar. De sair da zona de conforto.

Por isso a zumba nunca tira férias, porque me faz feliz, e o que nunca faz feliz nunca pode ir de férias (só umas ligeiríssimas interrupções)!

 

Imagem : Internet

zumba.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:06

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

Escrever Poesia

Não escrevo poesia apenas por escrever
Escrevo poesia para te escrever
Escrevo a poesia de te amar
Escrevo a poesia do silêncio de um amor
Que grita em mim e quer ser ouvido.
Não escrevo poesia apenas por escrever
Escrevo a poesia do sentir
Escrevo a poesia do viver.
Não escrevo poesia apenas por escrever
Escrevo a poesia da minha alma
O que sou
E que te deixo ler nestas palavras
Escritas só para ti.
Não escrevo poesia apenas por escrever
Escrevo a poesia do nosso olhar
Escrevo a poesia do teu sorriso
Que me encanta e seduz
E me faz apaixonar por ti em cada segundo do teu sorrir.
Não escrevo poesia apenas por escrever
Escrevo a poesia que o meu coração sussurra
Quando se enfeitiça só por te ver
Um feitiço que me prende a ti
E do qual nunca me quero libertar.
Não escrevo poesia apenas por escrever.
Escrevo a poesia da vida que és
A vida que desejo que sejas em mim.
Não escrevo poesia apenas por escrever
Escrevo poesia porque não te quero esquecer
Escrevo a poesia que guardará a eternidade das palavras escritas
Deste amor eterno que se escreve dentro de mim.

 

Imagem : Internet

escrever2.png

publicado por Ana Cristina Gomes às 18:08

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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

Um pensamento meu

O infortúnio do coração é quando outro coração o acolhe em silêncio sem poder dizer somente um amo-te. Isso é a ruína desse coração. A sua morte num silêncio agoniante. Os fragmentos que ficam. Que nunca saram.

Quando um dia o coração sentir essa dor dilacerante perdeu-se eternamente. Fica irremediavelmente perdido para o amor. Destruído. Desfeito.

Perdi o meu coração e não posso ir buscá-lo ao teu coração para poder voltar a amar.

 

Imagem : Internet

deixar-ir.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 21:29

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

Um pensamento meu

Chorar. Chorar-me. Apenas e tão-somente isso. Chorar-te em cada lágrima minha oculta no disfarce de um sorriso.

Chorar. Chorares-me. Apenas e tão-somente isso. Chorares-me em cada silêncio em que falas comigo. Nos rostos misteriosos que somos mas nas almas íntimas que continuamos a ser.

Chorar. Choro-te. Choras-me. Não me vês chorar. Não vejo o teu chorar camuflado.  

Não nos vemos chorar.

Mas conseguimos ouvir este nosso coração chorar.

E continuamos a fingir que as nossas almas não choram quando se cruzam.

 

Imagem : Internet

chororo.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 23:15

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Domingo, 12 de Agosto de 2018

Demónios

Salva-me dos teus demónios que me atormentam. Que me tornam insana. Leva-os para longe de mim. E de ti. De nós. Para um lugar sem retorno. Onde não nos possam ver. Que ceguem.

Salva-me desses teus demónios que vivem em mim. Que ficaram colados às minhas memórias. Que me circundam. Que não me deixam fugir. Que me torturam cada vez que te vejo. Que me fazem arder de dor.

Salva-me destes demónios. Salva-me deste penhasco emocional.

Estes demónios, o que resta de um amor destruído. Que a vida assassinou. Demónios que o tempo não enterra. Que não deixam o amor voltar a conversar.

Os demónios que vão e voltam cada vez que nos reencontramos nas diferentes estradas da vida. Aniquilados, cada um no lado oposto dessa estrada. Os demónios que não nos deixam atravessar para o outro lado sem sermos atropelados pelas rodas de um furioso destino que circula apressado. Que continua silenciosamente a destruir-me. Sem poder renascer. Sem podermos reconstruir aquilo que deixamos lá atrás.

Salva-me do teu fantasma que me persegue. Que me visita nas sombrias noites de desolação. Que se senta na minha cama. Que sussurra o teu silêncio. Que traz consigo a tua alma. Sinto-te. Olho para ti. Vais embora. Fica apenas o fantasma de ti. Leva-o para longe de mim. Abandona-o no passado que ficou espalhado nos nossos destroços. Vem apenas tu para o presente.  

Não te culpo por esses teus demónios soltos que me consomem. Não posso culpar os nossos corpos que agora vestimos pela distância de um toque. Não te posso culpar pela mágoa das nossas almas. Pelas reminiscências de ti que trago agarradas a mim.

São os demónios de uma vida que viajam connosco. Que não nos largam.

Até ao dia em que tivermos coragem para os enfrentar.

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:40

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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2018

Conversas silenciosas

Continuam as nossas conversas silenciosas de final de tarde. Qualquer que seja esse dia da semana. Seja verão ou inverno. Agosto ou dezembro. Conversas sem feriados ou fins-de-semana. Conversa de almas que se entendem. De sorrisos escondidos. Conversas de olhares cruzados.

Escrevo-te para que mais tarde me possas ler. Olhas. Sim, é para ti que escrevo. Repito as conversas que se perdem no meio das vozes à nossa volta. Para não esquecer o que dizemos um ao outro. Escrevo-te o que sinto ali, naquele momento. Para quando a noite for a nossa distância te possas sentar e ler estas palavras. E pensares, se serão para ti, dizendo-te o teu coração que são. Sem falarmos. No silêncio.

Mas continuamos as nossas conversas silenciosas nos dias seguintes. Conversas de minutos. Que se prolongam para lá de um até amanhã. Porque as almas errantes deambulam no silêncio dos nossos lábios e nos sussurros do coração.

E continuo a escrever-te. A escrever-me. As tuas conversas silenciosas que me inspiram.

Um dia talvez deixemos este medo de lado e os nossos corpos possam conversar. Tornar reais as palavras. Talvez um dia possa chegar tão perto de ti e sussurrares o que dizes à minha alma. Sem barreiras. Um caminhar livre.

Já nada tenho a perder se me abeirar de ti. Falar. Sem fingir o que não és. Porque me perdi de mim naquela tarde em que silenciosamente conversamos pela primeira vez.

Apenas poderia cair nesse abismo que me rodeia e no qual escorrego passo a passo cada vez que te vejo, sem me poder agarrar a ti. Até chegar o dia em que cair totalmente no abismo sem poder voltar a sair dele. Do abismo do teu nome.

Mas as nossas conversas silenciosas serão imortais. O nosso eterno segredar.

 

Imagem : Internet

paul-gilmore-235239.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 18:59

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