Sábado, 29 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Hoje é mais uma daquelas noites de regresso tardio a casa. Hoje foi mais uma daquelas tardes em que sabia que os teus passos iriam estar ali para me deixar passar. Mas não estive lá na tarde que já escurece cedo num Outono que se agarrou ao Verão. Hoje foi mais um daqueles dias em que me fui olhar no espelho para me conhecer. Hoje foi mais um daqueles momentos que tentei perceber quem sou no meu universo, que te tentei ler nas estrelas. Hoje foi mais um daqueles dias que mesmo sem te ver, estiveste ali comigo. O rosto que via desfocado ao olhar para o meu reflexo. Hoje como sempre a tua alma esteve ali comigo para nunca desistir de saber quem eu sou para que um dia possa saber quem tu és para mim.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 14:11

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

E sim, hoje, algum momento me fez feliz!

No final de cada dia devíamos olhar para esse mesmo dia e pensar se fomos felizes. A felicidade não está naquelas grandes coisas, nas grandes conquistas. A felicidade está nas mais pequenas coisas e o seu somatório leva-nos ao imenso da parcela da felicidade. Pensemos se hoje em algum momento nos sentimos felizes. É olhar para o momento mais pequeno e pode ser esse que nos tenha feito sentir um pouco dessa felicidade procurada. A leitura matinal, um olhar que melaça a alma, um olá que nos abraça, um post it entre colegas de equipa, gelado com esses colegas amigos, a zumba, os 320 agachamentos. Um lanche, uma conversa, a brisa da tarde, o brilho da lua, a melodia noturna do grilo citadino. Um passeio, novas amizades. Poderia ser uma lista interminável de momentos e num desses momentos terás te sentido feliz. Gosto de coleccionar estes pequenos momentos que me trazem sorrisos de felicidade. E sim, hoje, algum momento me fez feliz.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 20:43

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Na noite que empurrou a tarde dos olhos teus. Quando nas nove horas do jantar, o sol já tem desaparecido. Deixando uma brisa nocturna que arrepia a pele do coração. Trazendo o escuro do verão no medo do outono que se apressa a chegar no calendário. Uma lua quase cheia de luz escondida atrás dos prédios numa vergonha infantil. Uma estrada. Um passeio. Uma curva. Uma rua quase deserta. Um jardim já sem crianças. Tu, veloz como o vento que levou as pessoas a casa. Eu, camuflada. De cara escondida para me proteger desse frio que se entranhava na respiração transpirada do corpo. Passavas. Vi-te. Reconheceste-me ali no escuro acelerado da noite. Um sopro da tua mão num até amanhã. Um sorriso meu que fica. Porque sei que a tua alma nunca se esquece de quem eu sou para o seu coração.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 09:32

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Domingo, 23 de Setembro de 2018

Olá Outono,

A noite de ontem deu as boas-vindas à madrugada quando às 01h54m, o outono anunciou, de forma envergonhada, a sua chegada por entre o canto dos grilos e o brilho dos pirilampos das noitadas de verão.

É tempo do verão descansar, de um novo ciclo se iniciar. Porque a vida é feita de ciclos e precisamos destes ciclos para crescermos. O outono chega após o calor, a luz, a força dos sentimentos e emoções do verão e antecede o frio, a penumbra e o silêncio do inverno.  É tempo de abrandar o ritmo alucinante do verão. Tempo de deitar fora as nossas velhas folhas, enraizar as nossas raízes e preparar o nosso eu para novos ciclos. Uma fase de recolhimento. Uma estação de reflexão.

Mas o nosso querido verão como teve dificuldade em encontrar o caminho até nós, não nos quer dizer um até já. Mesmo quando o verão adormecer, o sol, a sua energia fica entre nós. Os raios de sol vão continuar a emanar o calor que toca nos nossos braços. Os vestidos dão lugar às calças e as sandálias arrumam-se no armário e voltam as botas aos nossos pés. Ou podemos prolongar a época dos ténis (o que eu adoro a moda dos ténis – por mim ficam o ano todo!)

Mais um verão, mais leituras na praia, mais horas na esplanada, mais passeios, mais uma fuga da cidade ao encontro da paz da natureza.
Verão, sinónimo de férias! Mas, infelizmente também sinónimo dos fatídicos incêndios que uma vida destroem nos minutos das suas labaredas. E isso nada deixa de saudades. Uma história que se repete ano após ano e cuja solução é uma miragem. Vandalismo, interesses económicos, a razão é irrelevante para o sofrimento e dor que causa às suas vítimas. Já era tempo de o verão ser verão sem os incêndios a manchar o seu sorriso.
Despede-se o verão no calendário, mas a sua presença ainda se manterá mais umas semanas entre nós. Uma doce transição para o outono das folhas caídas no chão. O frio que começa a arrepiar nas noites. As leituras ao lado de um chá quente. As gotas da chuva na terra molhada que nos faz viajar no tempo e sentir a infância perdida em nós. O outono traz nos seus braços uma outra espécie de conforto emocional. Nada de tristezas, nada de lamentos pela partida do verão. Novos pequenos momentos surgem para nos fazer sentir vivos, porque cada estação tem a sua beleza própria e o outono ser o escurecer cedo do dia, mas nesse escurecer mais cedo, decerto encontraremos o brilho das estrelas que acordam sobre nós.
Sintam e vivam a beleza deste outono único que ficará connosco até às 22h23 do dia 21 de dezembro. E não se esqueçam que nesta estação teremos o chegar da sinfonia das cores e desenhos típicos de natal que pintam os meses do ano que se aproximam a passos largos.
Um até já ao verão e um forte abraço de boas-vindas ao outono que chega nas folhas que deslizam nas árvores.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:19

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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Uma conversa silenciosa de medos e recuos. Rostos de afetos. Palavras a vaguearem nos nossos lábios mudos sem encontrarem a saída. Sem ninguém por perto para nos ouvir. E continuamos longe. Calados. Fingindo uma indiferença ilusória.
Porque, ali entre os nossos corpos, há uma vida que nos separa. Um destino que nos enlouquece. E momentos que rasgam a nossa alma.
 
Imagem : Internet
 

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:31

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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

Tarde!

Naquela tarde que já passou.

Eras um desconhecido que olhava

E que me apresentou a mim mesma.

Foste o início de um caminho só meu.

Na tarde de hoje.

És um desconhecido com nome.

Cujo olhar permanece e já me diz olá.

Que continua a mostrar-me quem eu sou.

Neste trilho de encontro a mim mesma!

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:38

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2018

Um pensamento meu

Manhã de domingo. Caminho na estrada contígua ao mar. Barulhos dos outros que ignoro. O meu pensamento abstraído em ti. Sempre.
No rebentar suave das ondas do mar nas rochas, a tua voz. O teu olá. Ali no meu ouvido.
No ondular do mar, os teus gestos. O teu até amanhã. Tão perto que quase consigo tocar.
No reflexo do sol no espelho que o mar é, o teu reflexo. Os teus olhos. A luz.
Na gaivota que faz cócegas ao mar, o teu sorriso. Aberto. Natural. Que encanta.
No horizonte que a vista não encontra, as nossas almas dançando longe dos nossos corpos. Almas entrelaçadas na distância que nos une.
No infinito pintado de azul, um sentimento por ti. Assim, infinito!

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:57

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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018

Avó, o teu dia!

Naquele que era o teu dia de dizer olá ao sol. O teu dia oficial escrito nos documentos formais. Porque como tantas vezes dizias, o teu dia era no meu dia. Talvez só agora perceba a sintonia desse dia nosso. O nosso mês de setembro. Aquele mês especial de almas tão especiais.

Naquele que era o teu dia, minha querida avó, devia-te ter escrito, mas as palavras surgiram tardiamente rabiscadas em papel enquanto ouvia os grilos adormecerem-me na saudade dos barulhos noturnos daquela quinta que fica ancorada nas minhas recordações de ti.

Não te escrevi, não porque não me tenha lembrado de ti, porque são incontáveis as vezes que te sinto aqui quase a respirar ao meu lado. Lembrei-me de ti no desvio dos meus passos habituais da rotina da tarde, quando me cruzei com aquela alma especial de que tanto gosto. E logo, no teu dia, no nosso dia, aquela alma especial, ali tão perto do meu bater de coração. Uma alma especial como a tua ainda é. Para me lembrar de ti ao vê-lo, é porque é um corpo que dentro de si tem a cor da tranquilidade, o contorno da esperança, o arco-íris da beleza e um infinito de amor escondido atrás daquele olhar. Talvez seja a única alma que me faria lembrar de ti. Como se me dissesses para não deixar de acreditar que existem almas especiais a rondar o meu trilho.

Naquele dia, no caminho até casa, quando o sol já nos avisava que queria ir dormir, olhava para o rosto dessa alma e esperava que estivesses ali no banco ao meu lado para me explicares porquê de todas as almas que se cruzam comigo, aquela ser a mais especial. Uma resposta. Uma confirmação daquilo que sei desde sempre. Para me tranquilizares e não achar tantas vezes que estou a enlouquecer.   

Mas, minha querida avó, não estavas ali de corpo. Quando chegasse a casa, não estarias na janela da cozinha a mirar o infinito do verde das hortas. Não estava ali a tua voz para conversar comigo o mistério da vida, o enigma das emoções e tantas vezes a insanidade do coração.

Continuava a olhar para as nuvens brilhantes no céu que festejavam o teu dia, na ânsia que depois de comemorares o teu aniversário no meio dos anjos, me visitasses nessa noite, como tantas outras noites e me dissesses que tudo ficaria bem. Que me desses um sinal do porque ter tropeçado naquela alma de um corpo tão afastado de mim. Que me explicasse o inexplicável do destino. Fazer batota na aprendizagem da vida e de mim mesma. Mas sei que estás aqui para me amparar os tropeções e me agarras na mão para me reerguer.

Talvez esteja a ser demasiado egoísta apenas ao falar-te daquela alma que me enfeitiçou na imortalidade do tempo. E não falar de ti. Das nossas memórias. De querer saber como é a vida por aí no paraíso celestial. Mas eu sei que estás bem. Agora sei que estás bem porque nos sonhos me dizes que agora já estás na reforma da vida. E sabes como preciso de perceber porque os teus amigos anjos me fizeram reencontrar aquela alma, porque só assim poderei ficar bem!  Mas talvez me estejas a dizer para abrir os braços e deixar-me ir na corrente do viver. Posso não compreender isto que sinto. Mas simplesmente tenho de sentir este sentimento que está cá dentro. Fluir. Sem forçar. Ser una com a vida.

A noite vai longa, o grilo da cidade continua a cantar na tua voz que sabia a linguagem dos animais.

Agarro na almofada, enrolo-me na manta e dormito nas tuas palavras cantadas que escrevi para ti. Adormeço numa melodia de paz que me segredas ao ouvido! O segredo que une estas três almas!

 

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 22:50

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018

Tessa Dare "Escândalo com o Marquês"

Dias após as férias terem fugido velozmente do calendário, é tempo de voltar à regularidade das semanas e à normalidade das rotinas matinais, sem praia ou passeios. Talvez ainda consequência das férias andei um pouco indecisiva sobre qual o primeiro livro pós-repouso que devia escolher. Sou sincera, acho que peguei em mais de metade da minha torre de livros por ler.

Acabei por me decidir por estrear as palavras de Tessa Dare, autora nunca lida no meu reportório de livros. A escolha versou sobre “Escândalo com o Marquês”, um livro de ficção histórico/romântica, o que me parecia que ia ser uma leitura leve, descontraída e sem grande entusiasmo.

A quão enganada estava.

Assim que folheei as primeiras páginas e conheci Charlotte Highwood e Piers, Lorde Marquês de Granville, apaixonei-me de imediato por estas duas personagens como a empatia entre elas foi mútua desde o primeiro momento. Charlotte é uma rapariga faladora, engraçada, às vezes um pouco trapalhona, espontânea, mas acima de tudo muito genuína. Impossível não gostar dela. Piers, por ser lado, é um homem inteligente, bonito, misterioso, aparentemente frio, cheio de barreiras à sua volta e que guarda inúmeros segredos, ao mesmo tempo que é um homem encantador.  Estão reunidos os ingredientes principais para uma boa história.

Conhecemos-lhos numa situação que irá originar um mal-entendido. Ambos estão na biblioteca da família Parkhurst (Charlotte para o avisar do plano da mãe e Piers por motivos inicialmente secretos) quando dois amantes se entregam ao prazer do amor. Escondidos, não conseguem perceber quem é. Mas são eles que são apanhados pela teia das intrigas.

Para que Charlotte não seja associada a um novo escândalo, nem Piers forçado a revelar o verdadeiro motivo por que se encontrava na biblioteca, ele decide confessar que estava a fazer-lhe uma proposta de casamento.

No entanto, Charlotte decide tentar descobrir quem era o casal de amantes e clarificar toda a situação.

Mas a aproximação com Piers é cada vez mais forte, mais intensa. Vai crescer entre ambos um forte sentimento de amor, que vão tentar negar para si mesmos. Encontros escaldantes vai torna-los companheiros de emoções.

Ao longo de toda a história, vamos ser presenteados com a perspicácia de Charlotte que irá desvendar muitos segredos do misterioso Piers, o que vai fortalecer a relação de confiança que aos poucos vai sendo cimentada.

O desfecho com a revelação do casal mistério é feito com pitada de humor e confesso que não consegui descobrir pelas pistas dadas durante a investigação de Charlotte.

Uma autora que me surpreendeu pela positiva, e que estou certa que mais livros dela irei ler.

Um livro que prende no seu romance, polvilhado com bastante humor (ainda me rio ao relembrar a conversa entre Charlotte e a mãe sobre pêssegos e beringelas), o drama e o mistério bem conjugados, faz deste livro, uma leitura que recomendo e que se lê num instante.

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publicado por Ana Cristina Gomes às 17:40

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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2018

Hoje, no comboio!

Hoje, no comboio da manhã, larguei, no saco, as páginas do livro para ouvir o teu olhar na mesma música que tocava nos meus ouvidos em mais um final de dia que foi ontem.

Aquele olhar que não sei se seria apenas uma ilusão de tão real que me arrepiava a pele. Fugaz mas penetrante. Que fugia mas que se deixava apanhar. Que susteve o ar dos pulmões. Que tremeu nos joelhos.

Hoje, no comboio da manhã, desliguei daquele mundo à minha volta para recuar no tempo e voltar a sentir o teu olhar na minha direção. Como se estivesses ali e te pudesse ver. Porque nada mais consigo enxergar senão os teus olhos.

E amanhã voltarei escutar o teu olhar sem filtros. E no dia seguinte. E assim, dia após dia.

Porque esse teu olhar ficará para sempre cravado no meu peito.

Imagem : Internet

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publicado por Ana Cristina Gomes às 21:22

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