Domingo, 14 de Julho de 2019

Lembra-te de mim!

Às vezes acho que te lembras de mim. Que queres que me lembre de ti. Que me mostras que te lembras de mim. Que sabes que me lembro de ti. Sabemos que nos lembramos um do outro, não interessa onde estejamos.

Desde aquele dia em que te deixei ir. Naquela hora que não era suposto ver-te. Mas os atrasos na estrada do relógio deixaram-nos ali quase frente a frente. A veres-me deixar-te ir. Não é por isso que não deixo de me lembrar de ti. Mostras que te lembras de mim num, quem sabe, medo teu que me esqueça de ti. Deixar-te ir não me faz esquecer de ti. Talvez me faça pensar mais em ti.

Mas talvez neste mesmo mês de julho em que nos reencontramos seja altura de as nossas almas se soltarem. De se largarem de sonhos. De irmos ao encontro de outro reencontro num futuro não presente. Encontremos-mos sempre, independentemente de qual seja o tempo, hora e local. Lá estaremos novamente. De olhos um no outro. De coração oferecido a ti.

Por isso nunca, mas mesmo nunca, me esqueço de ti. Nunca. O meu coração ainda rouba essas tuas fotos para um dia me lembrar de ti porque aprendi contigo a amar e a não chorar. E não quero voltar a chorar por amar. A ti ou a outro. Devo-te isso. Devo-me isso a mim.

Aprendi contigo a olhar para ti e a sorrir para a vida. Quero continuar a aprender a sorrir cada dia. A ti e aos outros. Devo-te isso. Devo-me isso a mim.

Posso continuar a deixar-te ir mas irás ver-me sorrir-te. Sempre. E enquanto partilhares esse teu conto de princesas e fadinhas encantadas, lerei essa tua história. Tão bonita como tu. Quero-te sempre feliz. Gosto tanto de ti e por gostar assim de ti, preciso que sejas feliz para eu poder partir à procura da minha felicidade. Porque aprendi contigo que posso ser feliz. E quero realmente ser feliz cada vez que me lembrar de ti. Lembra-te de mim e deseja-me essa tamanha felicidade que mereço. Não haverá ódio nisto que sentimos um pelo outro. Somente paz, serenidade e gratidão.

Às vezes acho que te lembras de mim. Que não me esqueces. Não acho que seja loucura. Nem tão pouco um devaneio meu. Sabemos que nos lembramos e nos lembraremos um do outro. O nosso silêncio responde-nos a isso, certo?!

Estarei eternamente grata por aquela tarde de julho em que nos reencontramos e voltei a viver. Eternamente grata pelos nossos caminhos se terem cruzado. Eternamente grata por isto que sinto por ti. Este sentimento tranquilo que me ressuscitou.

Por isso, guardo-te em mim e jamais me esquecerei de ti.

E tu, podes continuar a lembrar-te de mim.

Imagem : Internet

duminda-perera-0HTbuiw-gMc-unsplash.jpg

publicado por Ana Cristina Gomes às 20:45

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