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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Manhã!

Aquelas manhãs que nos amanhecem tristes na alma. Aqueles dias em que a solidão nos aperta ainda mais o respirar.
Nesses dias em que sustemos as lágrimas e as escondemos do nosso rosto.
Nesses dias, o universo conversa connosco no sol que se espalha no azul de um céu sem nuvens. Sem chuva. Manhãs transparentes que me lembram essas tardes quando a primavera já espreita. Tardes claras de crepúsculo tardio que te deixam os olhos a descoberto. Num limbo entre o dia e a noite. Esses olhos mel-outono que às vezes me são o abismo das minhas emoções. Ao mesmo tempo que são brilho. Que são luz nos meus passos. Que me têm feito crescer no que sou. Que me não me distraem do meu caminho.
Talvez hoje não sinta o teu olhar.Talvez tenha medo da minha tristeza se te vir tão perto. E o meu corpo desfaleça.
Hoje posso até nem lá estar. Pensarei em ti como sempre o faço. A tua essência de estrela cadente cintila-me no coração. Mesmo longe.
Por isso, olho a manhã tão bonita que se apresenta no horizonte e sorrio. Porque o universo me diz que há sempre luz para desvanecer o nevoeiro que às vezes nos cega. E os teus olhos serão sempre farol em mim. Mesmo que doa.

Imagem : Internet

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