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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Poema dos teus olhos

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Os teus olhos
Maresia de silêncios
Os teus olhos
Faróis de caminho
Estradas de descobertas
Os teus olhos
Os meus desvios para não me perder
Para um dia te encontrar em mim

Esses olhos teus
São gritos
São dor
São medo
São emoções
São amor
Esses olhos teus em mim
São conversas privadas da tua alma e o meu coração
Eternos amantes que são

Os teus olhos
Almofadas de sonhos onde desejaria adormecer
Lençóis onde tanto precisava de me refugiar
Os teus olhos
O meu abismo de sentimentos
O colo preferido da minha ferida
Os teus olhos
O vazio do meu abraço
A solidão de amar-te

Os teus olhos
São cartas secretas que me escreves
São poemas que me segredas
Ontem, ai a tarde de ontem
Que carta silenciosa me entregaste
Que poema intenso o teu rosto sussurrava
Os teus olhos despiram-se
Ficaram vulneráveis aos meus olhos
Estava ali o que tanto escondes de ti
Os teus olhos e os meus olhos
Enfrentando-se numa compreensão mútua de sentimentos

Os teus olhos são e serão o poeta
Mais bonito que alguma vez li.

Imagem : Internet

Ai o Avante......

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Bem, deve ser culpa do mercúrio retrógrado porque não sei se percebi bem o que li! Li o título e fiquei toda baralhada dos neurónios. Deve ser de já ser tarde e estar a precisar de dormir.
Então vivo eu numa freguesia em estado de calamidade com tantas regras para que em breve se possa construir uma nova normalidade, e deparo-me com esta insólita notícia? Regras que todos devemos cumprir. Onde anda a igualdade que se apregoa por aí?! Ai que o saturno deve andar a explodir de raiva perante tamanho desrespeito! Não o provoquem, é só um conselho!
Então pergunto eu, que raio é a festa de avante mais importante do que tantos e centenas de eventos adiados em Portugal?! Ou é impressão minha ou estes senhores deviam ter algum tratamento psiquiátrico por dizerem as coisas que dizem? Nem sequer quero saber de partidos políticos, mas sim de ações estúpidas e ignóbeis que põem em causa todos os sacrifícios que tantos de nós fazem! Estou eu e milhares de pessoas com tanta coisa suspensa, sem poder estar com amigos e família, sem poder ver sorrisos que se escondem atrás da máscara, para isto?! Onde fica o exemplo que tem de partir de cima para evitar festas ilegais? Se eles fazem, porque não podem os outros fazer, pensarão muitos! Queixam-se dos transportes, mas não são eles que lá andam, quer utentes, quer os seus trabalhadores que correm riscos. Importa só para eleições.
Dizem eles que é um evento desta proporção é um risco reduzido (acho que têm de frequentar umas aulas de marketing e comunicação para saberem o contexto de eventos...). Adoro fingir que sou enganada ao ouvir tamanha parvoíce. Isto um dia dará uma trágico-comédia negra nas gerações futuras. Abismos da nossa história.
Exigem isto e aquilo, mas para exigir é preciso dar. Neste caso, bom senso. Julgo que isso deve ter sido levado pelo vento ou então é um dos sintomas do covid. É urgente bom senso nesta gente da classe política e não só! Alguém sabe por onde o bom senso que se perdeu? É que não aguento estas mais notícias estúpidas e desnecessárias....

A morte de Pedro Lima : a depressão destruidora!

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Aquela notícia que nos soa a um grito desesperado que não foi a tempo de ser ouvido. A trágica e inesperada morte de Pedro Lima são gritos de alerta para todos nós sobre essa doença tão silenciosa que arruína o seu doente sem ninguém dar por isso. Assim a depressão destruiu o homem que Pedro Lima era.
Podemos achar que além de ser um homem cheio de charme (sem dúvida que o era), de ter aquele sorriso aberto de vida (que bonito sorriso era o dele), teria a vida perfeita. Era ator, daqueles galãs de novela. Um talento notável. Tinha ao seu lado uma mulher que amava e cinco filhos que adorava. No entanto algo não estava bem, e não era essa vida quase idílica que muitos acham que é suficiente para se estar bem. Às vezes nossa alma afunda-se no abismo, dorme na lama por tantos e diversos motivos. Às vezes fazemos caminhos dentro de nós que conduzem a essas malvadas depressões. É demasiado fácil lá chegar, é de uma dificuldade cruel sair de lá. A depressão é uma espiral viciante. Agarra-se facilmente ao nosso sangue. Por mais perfeição que se ache que se tem à volta, quando o espírito lateja em ferida, a agonia da depressão é suficiente para se cair e nos arrastarmos pelo chão. Quantas vezes olhamos para os outros, como agora muitos olham para o Pedro Lima e se espantam que pudesse sofrer de depressão. Sim, a depressão não lança foguetes aos outros a dizer “estou aqui”. É preciso uma coragem atroz para pedir ajuda perante sinais de que não se está bem. Carrega-se um fardo nos ombros que não se consegue partilhar. O medos e demónios que vagueiam na mente. O mundo fecha-se e torna-se negro. Quem já viveu e ultrapassou uma depressão pode imaginar o estado daquela alma para chegar ao limite de se levantar de madrugada, abandonar quem mais amava e simplesmente desistir da vida e dos tantos sonhos que transportava em si. Quem já sentiu uma depressão sabe como um instante pode ser fatal. Como sem se dar conta se chega a um ponto sem retorno. Mesmo que tenha perto mãos que o iriam agarrar. Aquelas últimas horas de vida devem ter sido de um desespero que precisava de ser acalmado com urgência. E a alma de Pedro Lima quis sair dessa tortura de uma forma que a todos nos choca. Aquela notícia que nos faz doer ao ver um homem tão novo e bonito desistir de viver.
Mas por favor, não venham agora os típicos julgamentos de praça pública sobre a vida que tinha, disto e daquilo. A dor era tão dele. Agora é de família e amigos que precisam de amor. E nós, nós não somos ninguém para fazer julgamentos do que quer que seja. De ser certo ou errado. De ser forte ou fraco. É o seu caminho de alma. Apenas podemos olhar para o céu e esperar que agora Pedro Lima esteja em paz consigo mesmo e a deslumbrar os anjos com o charme do seu sorriso nessas encenações que por lá haverá.
Resta-nos guardar na memória o seu talento e não esquecer este grande alerta que nos deixou sobre como uma depressão realmente destrói e como por detrás de um sorriso tão aberto pode estar alguém que está a sofrer. Pensem nisso, é essa a mensagem que nos deixa. Para que possamos ajudar outros Pedro Lima que por aí vagueiam atormentados por fantasmas.
Agora, querido Pedro Lima, espero que encontres a tranquilidade que tanto procuravas.

#coisas que não entendo...

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Não sei se percebi bem a notícia ou se alguém tem de me explicar...Ora bem, estamos a ficar com situações descontroladas de focos de contágio. Os hospitais estão lotados e utentes sem consultas (tipo os meus pais com problemas crónicos que aguardam consultas, coisa irrelevante!). Os médicos e enfermeiros estão exaustos e na linha da frente, sacrificando tanta coisa (até estarem com os filhos, mas o que é isso comparado com o futebol?!).
Mas deve ser impressão minha que isto não está muito famoso, no entanto venha daí a final da Liga dos Campeões. Como prémio?! Essa deve ser a anedota da semana(a minha semana foi puxada, daí esta notícia para me rir!).
Então salários justos?! O reconhecimento?! Nada disso! Uma taça é que é!
Portugal, o país de Fátima, Fado e Futebol. A Fátima já muitos rezam. O Fado escreve-se nos nossos dias, por isso venha lá o futebol para fingir que está tudo bem! Entretanto morre-se sem ninguém dar conta!

Diana Gabaldon Outlander: Nas Asas do Tempo (vol 1)

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Confesso que já tinha ouvido na saga “Outlander”, mas por algum motivo, um deles o tempo que não se multiplica para as leituras, não dei assim muita importância. Via-o nos escaparates das livrarias sem nunca o folhear. Até que chegou a quarentena e a reposição da primeira temporada da série. Resolvi ver e quase instantaneamente fiquei fã. Ora, como viciada em livros como sou, começou a procura do livro que na altura se encontrava esgotado. Procurei e encontrei um em segunda mão como novo. Rapidamente chegou a casa e ainda mais rapidamente comecei a leitura por quase 800 páginas.

A trama inicial cativou-me, um círculo de pedras que permite viajar no tempo, pois se no início, Claire se encontra na Escócia com o seu marido, o historiador Frank Randall, de um momento para o outro viajou 200 anos antes do seu tempo no mesmo lugar. Escrito pela voz de Claire que nos conta a sua própria experiência e nos apresenta a personagens e locais absolutamente extraordinários. Sensível, sincera, forte, destemida e moderna para o ano de 1945, conhecemos os seus pensamentos e reflexões, medos e inseguranças durante este livro, no qual viaja até ao ano de 1743 nas Terras Altas da Escócia.

Inicialmente confusa e perturbada com a diferença em modos de vida separados por quase 200 anos é salva dos soldados ingleses pelo clã Mackenzie, começando assim a sua história de aventuras e coragem.

Durante parte desta narrativa, vemos uma Claire desesperada por voltar para 1945 para o seu marido, mas o casamento quase forçado com Jaime Fraser tudo vai mudar (há que ler e perceber o contexto de como tudo acontece). Um amor intenso e inexplicável que nasce. Lemos capítulos que nos revelam a beleza e honestidade deste amor e de como dariam a vida para se protegerem um ao outro. Até eu me apaixonei verdadeiramente por Jamie, para mim um personagem extremamente bem conseguido.

Diana Gabaldon descreve-nos de forma fidedigna o século XVIII nas Terras Altas da Escócia, a forma como as mulheres eram tratadas, os comportamentos dos homens, a violência, a corrupção da época, os valores, os interesses, os jogos de bastidores, a magia e bruxaria,  sem dúvida que este livro é historicamente bem detalhado, com personagens e factos históricos que realmente aconteceram. Devido à profissão de historiador de Frank, Claire sabe de muito do que irá acontecer naquele momento. Será que mais tarde irá conseguir mudar a história da iminente batalha de Culloden?

Tanto haveria para escrever sobre as quase 800 páginas deste livro, as personagens que nos são apresentadas, as tramas e desenlaces de alguns momentos. Mas para escrever sobre alguns pontos teria de me exceder nas palavras e embora já exista a série, nada como ler o livro que é sempre tão melhor. Os pormenores, os detalhes, os momentos que a série omite ou adapta e que na leitura fazem todo o sentido, torna o livro ainda mais apetecível.

Para mim, é , até ao momento, a descoberta deste ano no que toca a leituras. Um livro que me arrebatou os sentidos. Que me apaixonou pelas Terras Altas da Escócia e me enamorou por Jamie.

Uma leitura que nos envolve e não mais nos larga. E que venha o segundo volume com as suas mil páginas! Ansiosa para o conhecer!

Chegares ao meu sono!

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Às vezes quando me deito tento refletir em outros algos que não tu, mas não me deixas. Chegas à minha consciência de forma violenta empurrando tudo o testo para um canto para seres rei e senhor dos meus pensamentos. Todas as tuas recordações galgam as ondas do mar de memórias que coleciono de ti. Como se houvesse uma inveja tua de que eu vagueasse por outras almas enquanto durmo. Abro-te a porta da minha mente e embalo-te suavemente no coração do meu espírito. Sussurro-te sem que ninguém nos ouça. Deixo-te lá ficar até acalmares. Até eu fechar os olhos e ver-te sorrir para mim de onde quer que estejas a adormecer. Será sempre assim, tu na tua cama, eu na minha almofada. Não será de uma outra forma. Talvez tenha sido isso que decidimos quando marcamos este reencontro de almas na nossa última despedida. Talvez tenha mesmo de ser assim. A nossa lição. As nossas aprendizagens de vida. Pode parecer tudo tão incompreensível, mas tudo aquilo que nos marca profundamente não se explica, sente-se simplesmente. Não penso mais. Não quero tentar compreender. Passei apenas a sentir. A sentir-me. A sentir as emoções nos teus distantes olhos. No nosso silêncio de dias e conversas de noites explicas-me o que é isso do amor incondicional. E quando regressas à minha mente nessas noites, vens falar à minha ferida disso que é amar. Porque eu ainda preciso de te ouvir. Por isso essa tua pressa de me chegares perto. Porque preciso de subir ainda mais e mais degraus dentro de mim. Estás lá para me agarrares enquanto durmo para não me afundar no abismo da solidão. Como se dissesses que um dia tudo ficará bem! E eu acredito em ti. Acredito naquilo que as almas prometeram uma à outra antes de sermos quem somos. Seja o que for e como for.
Hoje. Amanhã. Nas noites do depois de amanhã, não tenhas medo de chegar ao meu pensamento e refilares para que tudo o resto se vá embora. Podes ficar lá sossegadamente nesse abraço virtual de almas. Não tenhas receio desses abraços sem toque. São segredos nossos. Eu fico por ali a olhar embevecida na lembrança dos teus cintilantes olhos mel-outono nesse meu dormir.
Volta sempre, eu espero por ti antes de viajar pelo cosmo dos sonhos.
 
Imagem : Internet

Feijão de debulho

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Feijão de debulho diretamente da horta para as mãos. Debulhar feijão é voltar ao tempo do feijão da minha avó. O aroma a terra, o sabor a natural, as conversas naquelas pedras ao ar livre enquanto as cascas se amontoavam à minha beira. Cozer as feijocas nas panelas de ferro que perfumava a cozinha e arredores. Depois a delícia da sopa de feijocas quando a noite arrefecia na quinta. O conforto no coração.
As boas memórias são guardadas na simplicidade da vida. Esta é uma delas!

Os teus caminhos!

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A ausência alienou-me da realidade. Turvou-me os sentidos. Nunca como ontem senti tanto e tão fortemente esta ausência de meses nos meus pés enquanto regressava aqueles caminhos meus de fins de tarde que o eram antes do vírus. Caminhos agora adaptados a uma nova era. Aquele caminho que transborda de memórias tuas. De palavras escritas ali. O por-do-sol no horizonte que adormecia no teu rosto. A lua tantas vezes cheia que iluminava o negrume da estrada e eras a luz maior. As tuas conversas banais na melodia da tua voz. O meu medo de te olhar. O frio que me enregelava os pés, mas que me aquecia a alma no teu instante. Tantas voltas e desvios por um sorriso.
A cada passo, a respiração apertava-se dentro de mim. O coração contorcia-se em emoções. E eu simplesmente quieta, a sentir essa dor só minha. Os meus pensamentos em ti. Naquele caminho teu. Não estares lá é como se uma parte de mim se perdesse à tua procura sabendo que não te ia encontrar. Nestes meses de confinamento, de regressos longínquos, nunca uma ausência me foi tão perversa. As lágrimas de saudades que teimavam em não se controlar porque precisam dos teus olhos. A minha ferida precisa de ti por perto. Aqueles minutos de uma dor tão serena daquele caminho fazem-me tanta falta. Desespero por essa tranquilidade de lugares. Quis que o relógio marcasse um dia qualquer antes de março. Para nos olharmos mais do que na rapidez de quem foge nos seus afazeres. Quando o universo era testemunha das nossas conversas silenciosas.
Hoje, domingo, tinha de lá voltar, a esses caminhos teus. Ainda te lembras desses dias? Mas não consegui lá retornar sem ti. Seria apenas um corpo a deambular desnorteado por ali. Sabendo que os teus pés estavam por outros passeios. Seria-me cruel ouvir os gritos da minha alma a clamarem por ti no caminho teu. Não fui capaz de enfrentar as saudades das recordações tuas. Ainda sinto o vendaval de ontem dentro de mim. A ausência doeu-me demasiado para tentar ser forte.
Deixei-me ficar longe desses caminhos. Talvez doesse menos! Mas eu sabia que ia doer na mesma!

Imagem : Internet

A irresponsabilidade das manifestações!

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Concordo plenamente na defesa dos valores. Na luta pela justiça e pela igualdade que tantas vezes anda desaparecida nesta sociedade, seja qual for o tipo de desigualdade que exista.
Mas uma manifestação numa área onde se verifica um total descontrolo da propagação do vírus, é do mais absurdo que se pode assistir.
Ai e tal os transportes públicos são foco, ai e tal não se pode ir trabalhar porque os colegas não podem estar juntos, ai e tal cuidado com as reuniões familiares porque é preciso distanciamento. E esta imagem é o quê? É para registamos o dia e daqui a umas semanas teremos uma situação ainda mais descontrolada na zona de Lisboa?
Ajuntamentos, pessoas sem máscaras. Andam tantos de nós a sacrificarem-se. Tantos que perderam o emprego e tantos que irão perder com a crise que é quase certa. Negócios a falirem. Milhares em lay off. Uma imagem que em nada é luta, é apenas irresponsabilidade.
Andam tantos de nós a trabalhar no centro da guerra, como hospitais, limpezas, transportes e supermercados para isto?
A falta de bom senso continua a imperar, o desrespeito pelo outro prolifera.
Malta, o normal de antes desapareceu! Agora é tempo de construir uma nova normalidade e isso também passa por reinventar a forma como lutamos pelos nossos valores e crenças.
Lutemos pela igualdade, mas assim não!

O eclipse lunar penumbral

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Escrevo estas palavras enquanto no céu ainda azul claro o eclipse lunar toma forma. Um eclipse lunar penumbral que será escuridão antes da lua cheia nascer. Às vezes temos de caminhar na escuridão das nossas emoções para descobrimos o nosso brilho maior. A luz só pode existir depois de desbravarmos as nossas trevas. Um eclipse que emana uma imensa energia e que nos poderá afetar mais ou menos consoante os pontos que toca no nosso mapa natal.
Uma lua em sagitário e um sol em gémeos, é assim a ligação de hoje e dos próximos meses. Uma lua em sagitário na primeira casa do mapa do eclipse, a casa do eu, do quem somos. Pede-nos um trabalho interno de emoções, de fé e crença no nosso eu. É tanto isso que sagitário nos pede. Acreditar. E cada vez mais temos de acreditar em nós. No nosso valor. Nos nossos sonhos. A lua, o nosso lado inconsciente é hoje iluminado em parte pelo sol, o nosso consciente. Tudo o que tantas vezes temos escondido na cave mais profunda do nosso ser tem de arejar, tem de ser iluminado. Temos de trazer cá para fora isso que está oculto. Não é aos outros que temos de exibir isso. É em primeiro lugar, a nós mesmos que temos de mostrar a luz que somos. Sair das zonas de conforto. Explorar. Sermos livres como sagitário tanto gosta de ser. Só assim nos poderemos transformar e crescer.
Gémeos da mente e da informação. Saber ouvir é tão importante. Ouvir as emoções. Ficar apenas com a informação que apenas nos interessa. Deitar fora tudo o que seja lixo. Conversar com o nosso eu. Trazer o inconsciente da lua para a mente consciente desse sol em gémeos. Trazer as nossas verdades. A verdade de quem somos.
A lua cheia de hoje pede-nos para semear. Plantar as sementes de sonhos, desejos, objetivos, quaisquer que sejam, desde que sejam plantados com as mãos do nosso coração. Porque estamos a plantar a vida que queremos colher.
Hoje esta lua cheia que nasce do eclipse, inicia um ciclo de eclipses nos quais a energia se torna ainda mais intensa, às vezes instável e emotiva. Com acontecimentos internos ou externos, podemos tanto sentir essa energia (claro que depende muito de como essa energia está no nosso mapa natal) e assim evoluir.
Caminhos que já fizemos, energia que tem de ser integrada. Porque o caminho de aprendizagem continua.
Hoje é sexta-feira. Fechem os olhos algum tempo. Tranquilos. Deixem a energia da lua cheia fluir e semeiem no vosso coração o que querem colher na vossa vida.
E dia 21 de junho teremos um eclipse solar!
Semeiem amor até lá!

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