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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Dia 6 do confinamento

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O sexto dia deste confinamento trouxe-nos números dramáticos nesta luta diária que se tornou este negro mês de janeiro. Achavam muitos que era só virar a página do calendário e tudo passaria. Tão enganados estavam. Se não mudarmos de atitude, nada mudará. Curto, duro e simples.
A noite com um vento furioso que nos gritava nos estores. Devíamos acordar e ouvir esse vento sábio. Não virar o corpo na cama e tapar a cabeça. Os dias não podem ser como as noites, ignorando o que está lá fora.
A chuva acompanhou o seu amigo de inverno. Intensa. Barulhenta. Numa urgência de nos regar com amor. E nós, de olhos adormecidos, ignoramos a chegada desse amor até nós. Encolhemos-nos na cama com medo desse amor que nos oferecido. Estamos pouco habituados à dádiva de amar. Deve ser o melhor vício que o coração pode ter. O amor.
O dia esteve cinzento. De ruas sombrias. De chuviscos aleatórios. De pessoas perdidas.
Perdi a conta à quantidade de vezes que me levantei e fui até à minha janela para te dizer um silencioso olá da minha alma. Quase que via as linhas das tuas costas. Quase que ouvia os teus pés chiar a derrapar nas pedras húmidas do amor que a chuva nos deixou. Quase que via o teu rosto nas curvas dos cruzamentos. Quase que o teu olhar me sufocava o ar rarefeito do meu quarto.
Foi um dia de um quase teu. Até o teu rosto não ser só uma nítida ilustração nos meus olhos. Até poder respirar serenidade enquanto te apressavas na tua solidão.
Não chovia nessa tua hora que era a minha hora mais querida no antes desta clausura. Pedi calma ao São Pedro na iminência de mais uma noite de chuva que se aproximava. Pedi-lhe que para ti fosse só chuva de amor para que todos os teus dias sejam dias de amor. Como tu.

Imagem : Internet

Dia 5 de confinamento e o nevoeiro

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Dia 5 de um confinamento dramático. Acordou-me um nevoeiro denso. A janela húmida. Uma pausa no computador. Agarrar na máscara. Sair a porta e sentir o peso opressivo deste nevoeiro nos ombros. A energia quebrava. Faltava a luz no horizonte. Sentia-se o negro do hoje. Como se não houvesse esperança à vista
Caminhava naqueles minutos de ar livre. Olhei o céu. A árvore despida. Virada ao contrário. Como nós, virados do avesso. Os ramos que descem do etéreo em direcção aos meus pés. Fiquei ali sozinha no caminho a inspirar as minhas raízes. Para não me perder no meio deste caos de medo, loucura e catástrofe. Procurar a tranquilidade no centro deste furacão que nos destrói os dias.
Estava de minutos contados. O regresso a casa estava próximo. O sino da Igreja preparava as doze badaladas. Queria levar beleza nos meus olhos. E então vi-te. O nevoeiro levantou-se à tua passagem. Pedi-lhe para te abraçar e proteger. Hoje e sempre.

Dia 4 de confinamento e o sol

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Dia 4 de um confinamento moderno.
De agenda marcada no virtual que se tornaram os dias. Ainda fui respirar o ar matinal antes de me trancar entre paredes. Inspirar o ar vadio para todo um dia sem ruas, estradas ou passeios.
Corria a manhã. O sol brilhava tão forte. Nem pediu licença para entrar pelo meu quarto. Ali ficou. Porque algures havia um sol do meio-dia a cintilar.
Era hora de almoço, o meio-dia no relógio já era. Aproveitar o tempo e treinar o corpo e mente nessa claridade. Para o nosso coração ser uma eterna aurora de vida. De repente, o reflexo do sol estava no chão, mesmo à minha frente. Na direção do meu olhar. Era tão intenso. De uma beleza profunda. Tudo era resplandecência ao meu redor. Nem a urgência de obras tornava o cenário desolador.
Continuei os meus exercícios, focada e fascinada nesse sol que trespassou vidros e alumínios. Nunca o tinha visto tão perto de mim neste quarto. Antes era tímido. Hoje, os raios de sol pareciam desavergonhados. Livres e selvagens. Doces e ternos. A energia yin e yang que me visitou.
Lembrei-me de ti. De quem mais poderia ser. O sol de um meio-dia que não olhei. Mas cuja alma viajou no escorrega de um raio de sol, só para me vir dizer olá. Fechei os olhos. Agradeci a visita. E o dia ficou mais bonito.
 
Imagem : Internet

Domingo de confinamento

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Domingo. Terceiro dia do novo confinamento. Alterar rotinas matinais que dão lugar aos chamados passeios higiénicos. Caminhar no parque. Abraçar as árvores. Conversar com os pássaros que voam livres e felizes indiferentes às nossas amarras.
Lembrar-me de ti nos ponteiros do relógio. Deixar-me levar por esse caminhar condicionado, mas de coração solto.
Ir num instante ao supermercado e um senhor com uma canadiana recusar veemente por duas vezes quando lhe dizia para ser atendido à minha frente. Dizia ele que eu não me podia atrasar. Sorri por trás da máscara. Percebi tanto do que estava escondido nos espaços soltos entre as palavras.
Sai. O sol estava forte. Aquecia-me. Fiquei ali sentada de olhos no céu. A respirar vida. Até que a curva do teu corpo contornou a esquina. Afinal o velhote tinha razão. Os meus pés que me levaram ali também tinham razão. Estava ali só para um vislumbre teu. Eras qual estrela cadente que passa e continua. Que deixa um rasto tão intenso de brilho no alcatrão da estrada. Agarrei nessas tuas pupurinas de amor que atiraste e trouxe-as comigo na minha alma.
Foste um fração de tempo deste domingo de confinamento. Podes nem ter tido tempo para me olhar. O tempo corria-te nas veias. Mas foste aquele segundo cheio de estrelas encantadas. Que iluminam todo um resto de domingo de recolhimento.
Quando voltares a passar nessa esquina, o meu corpo não estará lá. Onde esteve na manhã de saída precária e onde a minha alma ficou para passar um domingo maravilhada a olhar-te.
Sorte a dos olhos da minha alma que podem vaguear por estradas e passeios só para te ver.
E o domingo de confinamento ficou mais doce na memória da luz que trago de ti.

Imagem : Internet

 

Aquela comida de conforto

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Esta foto não é foto de Instagram, perfeita e apetecível. Não é uma foto daqueles restaurantes da moda com aqueles pratos todos gourmet. Pratos bonitos e luxuosos.
Esta é uma foto sem filtros ou arranjos. Tirada no momento.
Esta é uma foto de conforto emocional. Uma foto de memórias de afetos e hábitos ancestrais.
Uma foto de como a simplicidade pode ser aquilo que muitas vezes nos faz sorrir tanto. Alimentar o corpo com comida de amor.
Feijão encarnado, o meu preferido, acabado de cozer. Tirá-lo ainda a fumegar da panela de pressão. Colocá-lo numa tigela com um fio de azeite. Só assim. Nada mais.
O sabor que viaja no tempo até às panelas de ferro da minha avó. O aroma do feijão que ela debulhava sentada nas escadas. Que cozia no fogo da lenha.
Como ela adorava comer assim o feijão acabado de cozer. Herdei ainda criança esse hábito dela. Para ela era um repasto. Para mim também o é. Uma espécie de maravilha culinária. Mas sem estrelas Michelin. Tem a estrela da minha avó e isso é o mais importante para mim.
Pode parecer tão irrelevante, mas o verdadeiro amor está nos pequenos gestos. Nas pequenas coisas.
Por vezes, é o simples que mais nos alimenta o ser que somos.

Até já ginásio,

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Este novo confinamento acordou-me num dia de fecho de portas que me corrói a alma. O meu ginásio encerrou. Uma das muitas vítimas do colapso iminente da economia. E muitos de nós continuam a fechar os olhos como se tudo estivesse bem, preocupando-se só com o seu umbigo a transbordar de egoísmo.
Escrever estas palavras, traz-me à memória tanto que vivi neste ginásio (embora com diferentes gerências) nestes últimos quase 7 anos. Lembro-me de me inscrever e achar que depressa iria desistir porque eu era anti desporto. Era um ódio que trazia comigo desde a escola, talvez pela minha baixa autoestima e de não conseguir fazer determinados exercícios porque tinha excesso de peso. Ali aos poucos, fui começando a gostar de exercício. Das aulas. Das colegas. Das instrutoras. Dei por mim a não me preocupar se errava os passos de zumba ou se a colega do lado fazia mais agachamentos que eu. Aprendi que eu tinha de me superar a mim mesma e não me comparar com os outros. Assim o tenho feito. Das maiores lições que o desporto e o ginásio me trouxe.
Sei hoje que a vida me presenteou com as(os) melhores instrutoras (es) que alguma vez podia ter conhecido. O seu amor, dedicação e profissionalismo são inquestionáveis. A motivação para nunca desistirmos é inigualável. Se hoje me viciei em exercício, sem dúvida que foram elas que plantaram essa semente dentro de mim. Trarei sempre as minhas miúdas no meu coração. Vocês fazem parte de um caminho meu que tenho feito e no qual o vosso nome está escrito. Serei eternamente grata por vos ter na minha vida.
Não tenho vergonha de dizer que nesse início longínquo ia tantas vezes contrariada para o ginásio. Ainda o sentia uma obrigação. Um local que ia porque me sentia sozinha. Ou era o ginásio ou era a aparente solidão. Aos poucos fui dando por mim a correr para não chegar atrasada às aulas. O desporto estava a tornar-me mais leve, mais feliz. Estava a fazer sentir-me bem comigo mesma. Hoje não dispenso as minhas aulas, o transpirar, o renovar as energias. Quando noutros tempos me diziam que o desporto era dos melhores remédios para a saúde e depressão não acreditava. Agora, aconselho todos, dentro das suas limitações físicas, a fazer. É algo que nos muda para melhor. Que nos traz um equilíbrio emocional que muitos medicamentos não trazem.
Em teletrabalho há 10 meses, tenho feito muitas aulas em casa. Chego a fazer sete treinos numa semana. Sei que tem sido uma terapia que me tem feito aguentar este momento. Por isso, choca-me ver tantas pessoas que ainda não foram afetadas financeiramente a desistir do ginásio. Às vezes uma mensalidade pode ser a diferença entre o estar bem ou cair numa profunda depressão. Existem aulas online que podemos fazer em casa. Também achava que seria impossível fazê-las no meu quarto. Afinal era só tirar o tapete e afastar uma cadeira e tenho espaço para muitos exercícios. É preciso querer e não desistir.
Não deixem que mais ginásios fechem. Fala alguém que há 10 anos tinha um ódio de morte ao desporto. Por isso, sei por mim, pelo meu corpo, pela minha mente, pelo meu coração, o quanto o desporto nos pode salvar de uma depressão. Que o desporto nos traz vontade de viver e de ser feliz. Podemos estar quase sem ar depois de uma aula, mas o sorriso de leveza é só nosso. E ninguém nos tira isso.
Conheci no desporto amizades que levo para a vida. As conversas. Os eventos. Os jantares. As fotos. O sofrimento nas aulas. O apoio mútuo para aguentar o exercício. Os famosos empurrões da minha Luisinha. São memórias que estarão sempre no meu coração à espera de serem repetidas.
Estou de coração despedaçado por estas portas que se fecham. A minha vida mudou dentro destas paredes. Tenho esperança de que se voltem a reabrir. Existem laços que nasceram ali e não podem estar soltos.
Por isso, quero acreditar que voltaremos a estar todos juntos, e a dizer que as minhas miúdas “estão loucas”.
Mas até lá, um sentido e profundo obrigada por tudo ❤

Imagem : Internet

O talho em isolamento

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Na volta matinal das 8h antes de picar o ponto do teletrabalho, ao longe a rua parecia despida de qualquer coisa. O confinamento só começa amanhã, mas havia algo que não estava certo. Ao caminhar, as montras do talho estavam escuras, de cortinas corridas. Oco de pessoas. Um papel para clientes, conhecidos e transeuntes avisava que estavam em isolamento profilático e que nos próximos dias iriam estar encerrados.
Acontece tanto a tantas lojas do comércio, o isolamento tornou-se recorrente para todos nós. Já não é novidade. Não nos surpreende.
Aqui não importa se vende carne, peixe ou fruta. Não interessa se somos carnívoros, vegetarianos ou vegan. Não é isso que está em causa.
Mais do que ser um talho é, para todos os que por aqui moram, um símbolo de resistência ao vírus. Uma loja que nunca fechou nestes 10 meses de Covid. Que esteve sempre ali de portas abertas e que nos dizia que não podemos desistir. Há que lutar.
Não sou cliente regular do talho, mas nestes últimos 10 meses passei ali quase todos os dias no meu passeio matinal e havia ali luz de azáfamas.
Hoje a rua parecia mais vazia. Como se a nossa resistência tivesse sofrido um abalo.
Voltei a passar nessa rua durante o dia. Todos paravam e liam o papel. Sentiam a ausência do movimento lá dentro. O passeio sentia a inexistência de barulhos daquela loja.
Porque isto não é só sobre comprar carne. É sobre exemplo de resistência, persistência e força. E é isso que este talho tem sido em fase de Covid. Um símbolo de resistência que todos nós devemos ser.

Imagem : Internet

Antes de confinar

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Preparamos mais um confinamento que chegará com o bater da meia-noite.
Não sei como será. Que medidas virão. As lojas fechadas. Os cafés vazios. As estradas com poucos carros. Os ginásios sem suor. O silêncio das filas.
Não sei se também irás confinar. Se os dias te levarão para casa. Longe da minha janela.
Se o sol do meio-dia irá ficar de coração partido pela tua ausência ou se os fins de tarde ficarão de emoções congeladas à tua espera.
Não sei como será o confinamento de inverno. Que sentimentos me trarão. Que palavras irei escrever de ti.
Agora é importante o hoje, no qual escrevo o teu brilho. De um olhar que pára antes de correr apressado. Aquele sol que era o teu rosto que me ofuscou os olhos. Ficaria ali parada a olhar os teus olhos nus cheios de amor. Não fechei os olhos porque queria trazer para este confinamento o teu rosto de raio de sol. Mal te consegui ver. A tua mão que talvez tenha dançado sem medo do frio. O meu sorriso escondido acenou-te à alma. Segundos que alimentam o dia. O mais simples é o mais importante.
Agora, escrevo e vejo tão nitidamente o diamante de ti que trago na memória para ser o meu alento de confinamento.
Só podias ser tu a pintar os dias do meu coração de arco-íris de amor.

Imagem : Internet

Uma agenda de 2020 vazia

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Guardo a minha agenda de 2020.
Dizem-me as páginas em branco que 2020 foi um ano vazio de encontros e conversas.
Fins de semana em casa sem atividades, workshops, palestras ou lanches. Sem partilhas de histórias. Sem gargalhadas.
Um ano de zoom e outras plataformas para tudo. Passeios solitários. Sem caminhadas em grupo.
Ir aos sítios, lugares e visitas com as devidas regras de segurança. Máscara e desinfectar são armas.
Amizades com quase um ano de solidão. Sem abraços. Gelados adiados.
Dez meses de teletrabalho sem chás ou cafés de pausa na copa.
Um ano de calças de ganga e sweats ou t-shirt para as voltas matinais.
Treinos diários do ginásio no meu quarto. Sem os encontrões que tanto gostava.
Sobrinhas que nascem e ainda não as abracei.
Avós de coração que só vi uma vez pela janela desde março.
Um Natal com poucos pratos na mesa. Sem almoços ou jantares em grupo. Sem passeios pelas ruas iluminadas. Um 2020 sem a Festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, cheia de amor e afetos. A cantina que não se abriu para voluntários e convidados. 

Um 2020 que nos pediu respeito pelo nosso corpo, por nós e pelos outros.
Cumpri o meu dever. Pensei em mim e nos outros. Segui as restrições. Estive em recolhimento quando me foi pedido. Distanciamento social foi o mantra do ano.
Para que juntos pudessemos superar este desafio. Para que juntos minimizassemos o colapso iminente da economia com tantos negócios a fechar e o desemprego a aumentar.
Agora vou ter de estar outra vez num confinamento geral porque tantos por aí mostraram zero respeito por si e pelo seu semelhante. Grandes convívios. Natais com mesas cheias de cadeiras. Ajuntamentos desnecessários. Excessos.
Há medidas que não fazem sentido, digo-o e repito. Mas já não devíamos ter bom senso e perceber que cada um de nós tem de fazer a sua parte (ou se o governo - seja que partido for - disser atirem-se da ponte, vai tudo fazer isso?).
Não ia custar tanto assim, o trabalho individual na nossa responsabilidade social. Somos uma única sociedade num único planeta. Parece que muita gente ainda não tem consciência desse pequeno pormenor, mas isso deve ser irrelevante.
Vejo que o egoísmo centrado ainda está espalhado por aí. Gestos tão simples que a todos ajudaria que parecem sacrifício para tantos.
Entramos na Era de Aquário e a continuar assim, ainda vamos levar tanto na cabeça do universo. Quando podia ser um pouco mais suave. Se assim todos fizéssemos por isso.
Um novo confinamento e a minha agenda de 2021 continua em branco com encontros reais.
Continuo a cumprir a minha parte. Assim o farei por respeito e amor por mim e pelo outro. Mas esses outros seres sem amor ou respeito. Que farão eles?
Continuaremos em confinamento até aprendermos da forma mais dura e penosa.
E poderia ser tão mais simples.

Imagem : Internet

Uma Sintra vazia

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Podia ser uma qualquer vila desertificada do interior do país. Mas não. Estou em Sintra. O relógio diz-me que são 10h. Vazia de gente. Sem carros. Os autocarros para a Pena sem passageiros.
Um fazer tempo para a marcação no espaço cidadão. Caminhar até à vila e voltar. Respirar o verde de nariz a descoberto.
Sem praticamente ninguém nesses passeios. Sem me cruzar com conversas faladas noutra línguas. Quietude inquietante.
Lojas fechadas. Outras tantas sem clientes. Os travesseiros sem gulosos a salivar e o Café da Saudade sem filas de espera. Desalento.
A magia de Sintra hoje estava silenciosa. Podia ouvir essa magia de lágrimas de saudades dos olhos encantados de quem se apaixonou por si. Sintra, passeios e lugares viciantes. Sem os seus viciados em amor e história.
Sintra, espelho de solidão.
Sintra de alma triste e coração despedaçado.