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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

A leitura de Uma Aventura…..na praia!

Desde que me conheço que os livros sempre foram um amigo. Antes de me serem apresentadas as palavras e na minha ignorância de criança de como um livro é uma preciosidade, riscava-os. Acho que na altura já era o que entendia por escrever.

Com a entrada na escola primária vieram os primeiros livros. Lembro-me de num natal desembrulhar um dos muitos livros de “Uma Aventura”. Ali nascia uma companhia para a vida.

Foram anos de infância e adolescência a ler e reler todos os livros que iam sendo publicados. O tempo cresceu e eu cresci com esse tempo, mas sem nunca esquecer que o amor pelos livros estará sempre na memória pintado por estas histórias.

Hoje já não sou aquela menina. Hoje sou uma mulher que continua a amar as palavras e os livros são uma espécie de oxigénio que precisa para respirar.

Este ano decidi que a praia seria sem os densos livros que me costumam acompanhar. Talvez por passar todos os restantes dias do ano com um livro debaixo do braço, resolvi que os meus livros também têm direito a férias. Ficaram em casa a repousar.

Quero aproveitar este descanso para redescobrir a minha criança. Aquela que vive escondida dentro de mim. Que precisa de sorrir.

Preciso de alimentar esta minha criança com amor. Mima-la. Fazê-la sentir viva.

Uma infância que tantas vezes não foi a infância que deveria ter sido. Hoje, vou fechar os olhos à idade do meu cartão cidadão e vou dizer olá à menina Ana que está cá dentro. E nada melhor que uns belos livros da coleção de “Uma Aventura” que continuo a fazer e que me acenam tantas vezes da prateleira.

Estão 40º à sombra. A areia ferve nos pés. O protetor solar sua na pele. As ondas conversam. A bola de berlim na mão.

Pego na minha aventura e deixo-me viajar por entre os mistérios destes meus 5 amigos e os seus dois cães. As saudades que já tinha deles. Parece que foi ontem que os li pela última vez.

Os outros podem olhar, uma leitura tão juvenil, mas que me interessa. Que bem me souberam aqueles minutos. Antecipar a aventura. Prognosticar o desfecho. Sentir-me mais leve. A mente despreocupada. A inspiração.

Os outros continuam a olhar. E eu feliz!

Era tão bom que não tivéssemos vergonha de deixar a nossa criança sorrir por nós adultos! 

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