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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Aquele nevoeiro de domingo!

Aquele nevoeiro de um domingo. Estranho. Uma primavera escondida vestida de dias que dezembro levou. Aquele nevoeiro que me fez lembrar de ti. Que me deixa os olhos turvos de apenas querer ver os teus eternos olhos mel-outono que se escondem no horizonte.
Aquele nevoeiro triste. Como aquela tristeza que sinto. Na minha alma. Na tua alma. Em nós. Que me abeira de um abismo que o nevoeiro esconde o precipício onde há muito já vivo.
Aquele nevoeiro silencioso. Um silêncio que dói. Como nos faz doer os nossos silêncios. Estas nossas últimas conversas de almas têm sido duras. Difíceis de sorrisos.
Aquele nevoeiro que mesmo assim adoro. Como tu. Sem saber porquê. Mas gosto de ti.
Aquele nevoeiro que volta. Tal como tu. Mesmo que dias nos separem, quando volto a olhar para ti, regressa tudo o que sinto. O bom, o mau. Aquilo teu que vive em mim acorda.
Se ao menos este nosso estranho amor pudesse regressar com este nevoeiro de domingo.

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