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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Baloiço

Neste baloiço sinto esta tristeza tua que vive em mim baloiçar suavemente. Uma tristeza tão íntima que os olhos disfarçam. Que só eu vejo.
Sinto-te a largar-me nas emoções do viver. A deixares-me em movimento. Pronta a cair para a vida. Tropeçar e levantar-me. Sem ti.
Neste baloiço de lágrimas. De mágoas nossas. Que ficarão cá sempre dentro de quem somos. A dor que não se esquece mas que me torna mais forte nesta mulher que sou.
Podes deixar-me neste baloiço. De coração apertado. De coração melancólico. Mas de coração aberto. Pronto para amar. Pronto para me deixar voar alto no que vier a sentir. Sem medos. Porque nunca tive medo disto que sinto por ti mesmo sabendo que seria sempre um sentimento guardado nas sete chaves do mais profundo do meu ser.
Um baloiço de emoções antagónicas estas que se mexem em mim. Não querer deixar-te ir. Não conseguir imaginar os dias sem te ver.
Deixas-me de alma tranquila na esperança que o amor um dia poderá chegar-me. E só me irá chegar porque esta nossa dor abriu-me os olhos para uma vontade de viver cada instante de cada momento. Não voltar a perder sensações.
Um baloiço. O que sinto por ti nunca cairá. Nunca será arrastado na corrente da água onde piso os meus pés. Na água gelada como o meu coração não voltará a gelar. Água serena como a tranquilidade que foi e é amar-te no meu silêncio. Conversas silenciosas que me renasceram a voz.
Há um baloiço preso ao tronco da árvore que se verga na maravilhosa imensidão da natureza. As raízes nossas que continuarão a perfurar a terra castanha. Raízes que se entrelaçam no sempre do tempo que sempre seremos. As nossas raízes que nos voltarão a cruzar os passos.
E nesse dia poderemos estar os dois neste baloiço do nosso amor.
Até lá haverá sempre o baloiço das memórias que deixas a baloiçar em mim.

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