Café de domingo

Peças soltas que se unem. Que se conjugam em memórias de momentos. Recentes ou relíquias do tempo.
O café em pó pronto a deslizar pela colher rumo ao coral de porcelana da chávena. A água que fervilha em ansiedade. Agarrar o jarro eléctrico, verter a água, rodopiar a colher enquanto essa água se funde no café. A dança indecente dos dois perante o meu olhar indiscreto.
O aroma arabico que perfuma a cozinha.
Beber, parar, saborear. Voltar a repetir a sequência. E assim até à última gota.
O café de domingo é toda uma emoção de amor.