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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Cem e um....

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Morreria cem vezes no teu silêncio. Se numa dessas mortes pudesse ter tido uma vida de abraços teus. Quantas vezes nos temos morrido um ao outro e voltamos sempre a tropeçar-nos no silêncio das memórias que trazemos. Já nos pesam demasiadas mortes em nós sem abraços. Às vezes sentimos essa mochila nas nossas costas que se curvam.
Viveria cem vezes com os teus demónios. Se um deles pudesse ser o demónio que me salvasse dos meus próprios demónios emocionais. Cairia no abismo se me pudesses libertar dos meus fantasmas. Posso esperar por ti no precipício do despenhadeiro onde nos encontramos tantas e demasiadas ocasiões. Já devemos ter o próximo encontro marcado, mas ainda não sabemos. Salva-me com os teus demónios. Os nossos demónios são amigos e amantes de longa data.
Aguentaria cem anos de solidão. Se por um ano fosses a companhia da minha solidão. Onde o viver faria sentido contigo. A minha solidão apaixonou-se por ti e é a ti que ama perdida e profundamente.
Suportaria cem facadas na minha ferida. Se uma dessas facadas fosse o teu amor a curá-la. Embalarias a minha dor no teu colo.
Correria cem estradas sem parar. Uma maratona de passeios e passadeiras. Se numa delas soubesses que estavas lá. Se pudesse raspar os meus olhos no teu rosto por um segundo que fosse. Para te ver, tudo faço.
Dormiria cem noites suadas em pesadelos. Se numa dessas noites fosses o meu sonho que me transpirasse o corpo.
Abdicaria de cem nasceres-do-sol. Se um nascer-do-sol fosse o teu acordar a sussurrar nos meus ouvidos.
Escrever-te-ia cem vezes, cem dias após cem dias interruptamente. Se um dia me dissesses que me lias o coração.
Não haverá cem que possa amar. Amar-te-ei a ti. És o único amor que um dia gostaria de encontrar por aí.
Por mais cem que possa haver, serás sempre o único um em mim.
 
Imagem : Internet

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