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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Chegares ao meu sono!

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Às vezes quando me deito tento refletir em outros algos que não tu, mas não me deixas. Chegas à minha consciência de forma violenta empurrando tudo o testo para um canto para seres rei e senhor dos meus pensamentos. Todas as tuas recordações galgam as ondas do mar de memórias que coleciono de ti. Como se houvesse uma inveja tua de que eu vagueasse por outras almas enquanto durmo. Abro-te a porta da minha mente e embalo-te suavemente no coração do meu espírito. Sussurro-te sem que ninguém nos ouça. Deixo-te lá ficar até acalmares. Até eu fechar os olhos e ver-te sorrir para mim de onde quer que estejas a adormecer. Será sempre assim, tu na tua cama, eu na minha almofada. Não será de uma outra forma. Talvez tenha sido isso que decidimos quando marcamos este reencontro de almas na nossa última despedida. Talvez tenha mesmo de ser assim. A nossa lição. As nossas aprendizagens de vida. Pode parecer tudo tão incompreensível, mas tudo aquilo que nos marca profundamente não se explica, sente-se simplesmente. Não penso mais. Não quero tentar compreender. Passei apenas a sentir. A sentir-me. A sentir as emoções nos teus distantes olhos. No nosso silêncio de dias e conversas de noites explicas-me o que é isso do amor incondicional. E quando regressas à minha mente nessas noites, vens falar à minha ferida disso que é amar. Porque eu ainda preciso de te ouvir. Por isso essa tua pressa de me chegares perto. Porque preciso de subir ainda mais e mais degraus dentro de mim. Estás lá para me agarrares enquanto durmo para não me afundar no abismo da solidão. Como se dissesses que um dia tudo ficará bem! E eu acredito em ti. Acredito naquilo que as almas prometeram uma à outra antes de sermos quem somos. Seja o que for e como for.
Hoje. Amanhã. Nas noites do depois de amanhã, não tenhas medo de chegar ao meu pensamento e refilares para que tudo o resto se vá embora. Podes ficar lá sossegadamente nesse abraço virtual de almas. Não tenhas receio desses abraços sem toque. São segredos nossos. Eu fico por ali a olhar embevecida na lembrança dos teus cintilantes olhos mel-outono nesse meu dormir.
Volta sempre, eu espero por ti antes de viajar pelo cosmo dos sonhos.
 
Imagem : Internet

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