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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Dia 51 do confinamento e uma sobremesa primaveril

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Dia 51 do confinamento.
Acordar com a primavera lá fora. O céu limpo onde os pássaros voam felizes numa cantoria com o universo. Estar num canto verde e ouvir a sua melodia no coração.
Aproveitar uns minutos e sentir os raios de sol a aquecer o rosto enquanto dou descanso à máscara.
As borboletas que dançam à minha volta sussurrando o teu nome, sabendo elas que os meus olhos te iam ver.
Ficar por ali a meditar num silêncio que acalma.
Para depois regressar ao confinamento e inspirada pela manhã primaveril resolvi terminar o almoço com uma sobremesa de cores luminosas alusivas ao solstício que se apressa a chegar. Os morangos e a sua cor de amor que me lembram de ti. Os suspiros das Caldas, com a validade prestes a terminar, esfareladas a vestir os morangos numa espécie de salpico de nuvens. Como se a tua voz fosse um daqueles profundos suspiros de alma que só ouve quem te ouvir com o coração. O gelado de nata, a cor da paz e da tranquilidade, como toda aquela serenidade que me ofereceste um dia. E que a medo aceitei.
Uma sobremesa para um dia de primavera que me lembram a leveza que me és. Uma sobremesa simples com tudo deve ser.
Uma sobremesa doce como os teus olhos são. Uma sobremesa que é amor e paz. Como tu.