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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Dia 58 de confinamento e fiz uma tarte de frutos vermelhos

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Dia 58 de confinamento.
Deixei os demónios nos gritos dos pesadelos e fui aproveitar o sol matinal. Reter a energia do sol no coração. Ver rostos que infundem a alma numa adoçada mansidão. A voz de mel que afugenta os fantasmas das minhas sombras e deixam a tua luz no meu caminho. Agarro vigorosamente esse meu sentir de tréguas comigo mesma. Acalmaste todo este motim interno que me assolou sem pedir licença.
Deixaste-me tranquila. Por isso, decidi ir fazer um doce mais saudável como aquilo que és, que me faz renascer do abismo. Fui buscar os frutos vermelhos, da cor do amor porque o amor é nos tudo. Fazer uma cama na tarteira. Depois com os ovos e gemas misturar o sabor do calor, na farinha de coco, açúcar e coco ralado, leite de coco. Verter umas gotas de essência de baunilha. Envolver tudo com cuidado e sem pressas. É fim-de-semana, tempo de desacelerar. Colocar suavamente esta mistura na cama dos frutos vermelhos e vai ao forno num descanso para serenamente os sabores se fundirem, enquanto os afetos cozinham.
Retirar do forno, deixar arrefecer, salpicar com amêndoa laminada, cortar uma fatia e provar esta nova receita. É saborosa. Foi feita com ingredientes de amor, porque trazia em mim o amor que ontem por momentos me abandonou e que me devolveste em forma de uma tarte.

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