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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Dia 59 de confinamento e amanhã começa o desconfinamento

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Dia 59 de confinamento.
O último dia de um confinamento fechado e restritivo. De muitas limitações. De distâncias e portas fechadas. Foram dias de profundo recolhimento. De olharmos para nós e para quem somos. Ver o que está lá trás, planear o futuro, mas aprender a estar no presente, a viver o aqui e agora na sua unicidade. Compreender a beleza de viver no foco do momento. Ver a maravilha de cada instante.
Tivemos horas de conversas intimistas com a nossa alma para nos conhecermos verdadeiramente pois tantas vezes andamos na superfície do nosso ser sem irmos às entranhas do nosso eu. Enfrentar os medos, dançar com as sombras, sentar ao lado dos demónios. Só assim a nossa centelha divina pode brilhar. Esta foi uma oportunidade que não pode ser desperdiçada nem esquecida.
Tivemos oportunidade de aprendermos a cuidar ainda mais de nós porque cuidar de nós está nos mais singelos gestos de amor para quem somos. O nosso corpo é um templo sagrado e tem de ser cuidado como tudo o que é sagrado deve ser docemente estimado. A prioridade é o nosso bem-estar, estarmos bem connosco mesmos, porque somos a pessoa mais importante da nossa vida. Procurar o equilíbrio emocional e mental nunca foi tão relevante. Deve ser sempre a nossa rotina, e não só em confinamento.
Pudemos dar azo a talentos, a desejos, a sonhos. Por em prática algumas coisas que tantas vezes dizemos não ter tempo para tal. Sentir amor e paixão em tudo o que fazemos. Deixar de fazer o que quer que seja por frete. O tempo é demasiado valioso para ser gasto em inutilidades que nada nos dizem.
Para quem não praticava a gratidão, este gigante desafio do universo obrigou-nos a ser gratos por aquilo que temos. Às vezes queixamos-nos sem necessidade, e é isso que vamos atrair, essa vibração negativa em forma de matéria porque é na matéria que expressamos o nosso propósito de alma nesta vida. Sejamos gratos por aquilo que nos faz feliz, um sorriso, um olá, o cantar de um pássaro, as flores, o trabalho, os livros, as palavras, os amigos, a casa, há tanto por onde ser grato. Mas não é dizer por dizer. É sentir isso no coração. É emanar essa vibração. E com o tempo aprendemos a ser gratos pelos desafios, provações e obstáculos pois são nesses momentos que mais crescemos.
Que este confinamento possa ter sido uma valiosa lição de aprendizagem do nosso eu.
Amanhã começa um lento e progressivo de desconfinamento. Que seja feito com tranquilidade e serenidade. Que tenhamos respeito por nós e pelos outros. Façamos esse desconfinamento com amor para que tudo corra bem e não voltarmos atrás e regressar a um confinamento selado.
O futuro, o amanhã, depende de cada um de nós. Então que cada um seja responsável por criar um amanhã melhor com os comportamentos de hoje.
Não é pedir muito, pois não? Afinal a sociedade é a soma de cada indivíduo.
Recebemos o que damos. Recebemos a energia que vibramos. Então que o amor seja a nossa resposta neste desconfinamento.