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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Diana Gabaldon "Outlander : A Libélula Presa no Âmbar (vol 2)"

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De um mero desconhecimento que tinha da saga “Outlander” até me tornar uma assumida viciada, foi apenas preciso o primeiro livro. Fui completamente arrebatada pela história de Claire e Jamie e pelas evolventes históricas como cenário.
Pela sinopse do livro já sentimos no ar a intensidade que seria o segundo volume: “Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo. Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.”
Sem medo algum das mil páginas, aventurei-me pela viagem de Claire e Jamie em França e depois de volta à Escócia antes da fatídica batalha de Culloden. É difícil colocar em algumas frases toda aquilo que se vive na leitura deste livro. Aventura, proeza, mistério, paixão, intriga, coragem, amor, guerra, traição, honra, força é assim que quase podemos resumir o livro. Tantas personagens, tantas histórias que se entrelaçam. Tantos detalhes que poderão ser cruciais nas páginas ou livros seguintes.
De todos os momentos que depois a série de televisão irá ocultar. A dor de Claire ao sofrer o aborto é dos momentos mais marcantes, assim como a quase despedida dela de Jamie antes da batalha.
Confesso que em termos de cenários, a passagem pela Corte Francesa me soou muito a uma época fútil e não foi de toda a minha preferida. Embora tivesse episódios caricatos e que me fizeram rir. Mas, sem dúvida que a autora prima pela precisão histórica, pela pesquisa em relatar os factos de forma correta. Sinto-me mais em casa quando Claire e Jamie andam pelas Terras Altas da Escócia.
Um livro que nos mostra a força do amor, independentemente da época. Não são as mil páginas que nos detém de fazer parte desta história. De observar momentos. De viver as emoções das personagens como se fossem nossas, pois o amor de Claire e Jamie é altamente viciante para o leitor. E por isso, tudo o que eles vivem, o leitor também vive.
Um livro que termina em suspenso para nos adensar ainda mais a vontade de ler o próximo volume e saber afinal o que se passou com Jamie na batalha de Culloden. Ansiosa por continuar a leitura de Outlander!