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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Diana Gabaldon "Outlander_A Cruz de Fogo (vol 5)"

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1327 páginas depois, termino o quinto livro “A Cruz de Fogo” da saga Outlander. Quase dois meses de leitura calma e tranquila, tal como o livro é.
Para mim, um livro para os verdadeiros fãs de Jamie e Claire, pois é muito descritivo de quotidiano, rotinas, da construção de família, de negócios, da vida em comunidade, da preparação para a guerra. Não há momentos de grande clímax, daqueles que nos deixam atordoados, em todo o livro, pois a violação do último episódio da temporada 5 pertence ao livro 6. O final de “A Cruz de Fogo” é leve, sem deixar aquele travo de ansiedade sobre o que se irá passar a seguir. Fica no ar que Brianna e Roger decidem ficar pelo passado sem quererem voltar à sua era, os anos 60, ao perceberem que o filho, o pequeno Jemmy pode viajar no tempo (o sequestro de Brianna por Bonnet também não é deste livro…).
Começamos o livro pelo tão esperado casamento de Brianna e Roger. A Assembleia e o atiçar a cruz de fogo, que dá título ao livro, é um momento de profundo simbolismo de toda a força e carisma de Jamie Fraser.
Também assistimos ao casamento de Jocasta e Innes que tem páginas e páginas com situações triviais e caricatas e outras com algum suspense, mas não que nos faça ler avidamente.
O momento que talvez nos faça acelerar a leitura é quando numa sequência de propositados equívocos, Roger é condenado à morte. Toda a descrição desta situação é densa pelas sequelas físicas e psicológicas que Roger irá enfrentar. Também Jamie irá ser atacado por uma cobra, mas esse episódio é acima de tudo o aproximar de Jamie e Roger, algo muito aguardado por todos, embora Jamie também tenha a sua quota parte de dor física e onde o amor por Claire é tábua de salvação.
Outra passagem no livro de contornos sombrios é o encontro com os Beardsley, no livro muito mais intensa, negra e longa do que na série e que nos deixa agoniados de ler, não por estar mal escrita, mas pela escuridão que paira no ar.
Temos páginas ligeiras e Jemmy, encanta-nos como a criança que é e com algumas situações que nos farão sorrir.
Há tantos e tantos momentos que poderia aqui enumerar, mas nada como ler.
Confesso que passei a maior parte do livro à espera do regresso do meu querido e adorado Ian e eis que só nas últimas páginas o revejo. Devia ter aparecido mais cedo na história, seria uma mais-valia. Ian traz consigo um caderno com relatos de outros viajantes do tempo, e isso deixa-nos um pouco curiosos para saber se haverá desenvolvimentos nos livros seguintes. Mas não é aquela vontade louca, como se fosse uma situação com as nossas personagens.
Sabendo que alguns momentos da temporada 5 são relativos ao livro 6, se precisasse de mais motivos para agarrar em dois volumes com um total de quase 1500 páginas, esta podia ser uma das razões. Não que eu esteja totalmente viciada no Jamie e Claire. É só impressão!
Mais do que livros, Outlander é uma história que se entranha nos poros da nossa pele, nas frestas da nossa alma e se aloja no nosso coração.
Haverá livros que apreciamos mais do que de outros, mas a vida é mesmo assim. Há momentos que nos gostamos mais do que de outros. E Outlander é uma vida contada em palavras.
“Se as minhas últimas palavras não forem «Amo-te», tu saberás que foi porque não tive tempo”, assim é o desfecho deste livro. Sublime este amor que me apaixona cada vez mais.

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