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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Doer-me!

Hoje voltei a sentir aquela dor lancinante. O estômago amarrado a uma corrente que apertava e fazia doer. Queria vomitar antes de sufocar.
Estavas ali. E isso fazia-me doer.
Talvez se me esquecesses a tristeza fosse mais fácil.
Talvez se me apagasses o interruptor do coração, o poderia desligar para sempre.
Estavas ali. E isso fazia-me doer. Tanto. Imaginas o quanto?
Hoje quase chorei ali. Nunca faltou tão pouco para veres as lágrimas minhas.
Disfarcaste-me as lágrimas quando me desviei dos teus olhos. O amor sem sentido faz chorar. Apeteces-me chorar. Demasiado.
Talvez se me ensinasses o caminho poderia cair neste abismo que me espera. A cada dia tropeço mais num relógio da vida que parou para mim.
Talvez se me silenciasses as palavras poderia escrever-te noutra história. Um outro dia voltarei a escrever nós. Não sei é quando será. Até lá dói. Porque a solidão dói. És a minha solidão. Fazes doer-me.
Estavas ali. E isso fazia-me doer. E a dor escreve-se na almofada. Abafada para ninguém saber que dói cá dentro.
Hoje voltei a sentir aquela dor ao ver-te. E ainda dói. E vai sempre doer.

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