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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Enlouquecer...

Ontem achei que o universo já me enlouqueceu de ti. Ali os traços do teu rosto. Tive que fechar fortemente os olhos e voltar a abri-los. Não, não eras tu. Talvez uma alucinação minha de ti ali naqueles momentos que me são felizes. Faltava nesse rosto tão parecido ao teu, as tuas rugas. Aquelas rugas tuas que são a tua história. Que a minha alma gosta tanto de ler. Dançava e as mãos no cabelo eram quase as tuas mãos quando tocam os brancos do teu cabelo. Que te são tão teus. Esses brancos que me iluminam o sentir. O teu sorriso de repente qual flash fotográfico. Senti vontade de ver o verdadeiro sorriso teu. Tinha de abanar-me quando via ali as viagens que temos feito nos nossos olhares. Mas não perdia os passos da coreografia. Estava ali focada no que me faz sorrir. Focada em mim. Como me tens ensinado a focar-me em quem sou. Sem me distraír com irrelevâncias. Não era sonho ou pesadelo. A t-shirt suada em água. O corpo naquele formigar daquela dor boa que se entranhava nos músculos. Escrevia-te enquanto dançava nas palavras. Sem nunca sair dali. Do momento meu. Ontem quis perguntar ao universo se me quer enlouquecer nisto que sinto de ti em mim. Talvez o universo me diga para simplesmente sentir e caminhar. Sem pressas em mim. Isso, sentir-me. Sem medos de quem sou ou do que sinto em mim. Talvez este meu enlouquecer de ti seja o meu constante acordar.

Imagem : Internet

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