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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Este nosso 18 de julho!

Não me lembro muito daquele dia, aquele 18 de julho. Não me lembro da manhã ou do correr do dia no relógio. Mas guardei-te dentro de mim naquela tarde quando decorei cada segundo que me levou até aquela estrada. O calor nos corpos. O vestido que trazia. As tuas mangas arregaçadas. O sol aberto a sorrir. Quando nos reconhecemos sem nomes. Ali. Quando o meu mundo voltou a andar.
Já não são horas desde aquela tarde, nem tão pouco dias ou semanas. Olho para este 18 de julho e são anos que os dedos da mão já contam. O teu universo de fadas cresceu e tão bonito que se tornou. Eu cresci. Tanto. Mudei para ser quem realmente sou. Aquela tarde que devolveu os sinais vitais à minha alma.
Talvez hoje não te devesse escrever, estou a tentar deixar-te ir de mim. Emoções que me tentam distrair. Mas a solidão da noite traz-te de volta ao meu pensamento. Talvez quem sabe tenha de ter mais 18 de julhos. Talvez o nosso reencontro ainda não tenha terminado de se abraçar.
Não sei se neste dia te verei. Ou se te deixarei ir mais uma vez. Dói ver-te ir. Essa imagem atormenta-me atrozmente. Sufoca-me.E chegam as lágrimas. E eu não quero chorar. Porque sei que não me queres a chorar.
Talvez hoje se estiveres por aí, talvez nos cruzemos neste nosso 18 de julho. Talvez tenhamos as nossas eternas conversas silenciosas que tanta falta me fazem por te deixar ir.
Talvez te queira ver para simplesmente sentir o que quer que seja isto que sinto. Foi para isso que te reencontrei...para aprender a sentir sem pensar.

Imagem : Internet

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