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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Fraca ou forte neste meu fim de tarde....

Noite. O sol dorme. Escrevo. Divago.
Estou aqui a pensar se hoje terei sido fraca por ter voltado lá? Aos meus fins de tarde. Terei fraquejado por te querer ver? Ou precisava de tremer para sentir o coração bater na apatia do dia que foi.
Ou terei sido forte por enfrentar de frente isto que sinto? Tornares-me mais forte no nosso silêncio. Porque preciso da minha força para lutar por dias felizes. Para ser capaz de finalmente te deixar ir de mim.
Ainda era manhã, o relógio no comboio marcava 8h43 e tanto desejei que o tempo acelarasse. Que fosse a viagem de volta. Para te ver. Porque voltaram os dias de desalento. Tenho aversão a estes dias. Viste este desânimo nos meus olhos? Nem os escondi de ti. Hoje queria chorar ali. Não seria louca. Somente sincera.
Aqueles dias em que desaceleraste o meu tempo ficaram guardados em mim. As memórias dos momentos. A tranquilidade na pele. A serenidade no meu sentir.
Hoje voltei a querer acelerar o tempo nos dias. Estes meus dias tristes. Vazios de paixão. E lá estás tu para conversares de alma para alma.
Porque por mais que tente enganar os olhos meus, és tu que me apertas o coração. Que me soltas as lágrimas. Que me vives na energia da alma. Não é aquele instinto da luxúria carnal, é algo tão mais transcendente que o desejo. Tão mais puro.
Por isso se pudesse amava-te. Para sempre. Mas não posso. Apenas posso continuar-te a escrever-te nestas minhas lágrimas que hoje me ofuscam os sentidos. És tu que me escreves.
Fraca ou forte não quero saber. Fui eu. Não fugi de mim. Não quero fingir sentir por outros o que sinto por ti.
Vou ser sincera comigo mesma como o pôr-do-sol é sinceramente belo no seu universo. E só assim poderei ser eu, contigo ou sem ti.

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