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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Hoje não estive lá!

Hoje não estive lá. No mesmo sítio. Às mesmas horas de sempre.

Lembrei-me de ti nos passos daquele bailado que embalava a alma. A dança do teu sorriso nas pontas dos pés dos bailarinos. A elegância dos seus corpos na graciosidade dos teus olhos.

Hoje não estive lá. No mesmo sítio. Às mesmas horas de sempre.

Ali sentada na plateia, o silêncio do público. O drama na música. A expressividade do rodopiar. Os gestos teatrais. A adorar cada minuto. O olhar para o relógio do meu coração que me queria fazer correr dali. Uma luta entre alma e cérebro.

Hoje não estive lá. No mesmo sítio. Às mesmas horas de sempre.

Admirei e apreciei cada movimento de cada bailarino. Fechei os olhos e vi o teu olhar, aqueles meus olhos mel-outono preferidos. Acalmei-me. E vivi cada cena, cada contra cena. Senti cada acorde. Vibrei com cada passo de dança.

Hoje não estive lá. No mesmo sítio.

Hoje não estive lá. Às mesmas horas.

Mas não foi por isso que não pensei em ti. Lá. De rosto iluminado pelas luzes que se acendem à tua passagem. Que te roçam e te tornam ainda mais bonito tal e qual essa lua de fins de tarde que acorda só para nos ver e tornar aqueles minutos na perfeição mais sublime dos dias.

Hoje não estive lá. No mesmo sítio. Às mesmas horas de sempre. Para fechar o fim-de-semana nesse teu rosto. Seres a minha inspiração para o difícil amanhã.

Hoje não estive lá. No mesmo sítio. Às mesmas horas de sempre. Mas a verdade é que queria ter estado. Só para te ver. Mais uma vez. Porque nunca me canso de te contemplar.

Hoje não estive lá. No mesmo sítio. Às mesmas horas. E tu lembraste-te de mim?!

Imagem : Internet

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