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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Inverno, já chegaste!

Dizem os entendidos que tu, inverno, chegaste quando o relógio marcava 10h44m deste dia que nos abraça, num belo solstício de inverno, o dia mais curto do ano na noite mais longa que acolhe o nosso sono. Para muitos, és sinónimo de tristeza e de escuridão, mas não podemos deixar que as nuvens que muitas vezes te acompanham nos impeçam de ver a tua beleza. O aconchego de umas luvas e um gorro, na suavidade da lã que nos conforta. Um chá quente na leitura de um livro na tarde de domingo. Momentos que são teus, doce inverno!

Muitas vezes, és símbolo de uma certa nostalgia, de saudades do verão e do sol, mas são tantas as vezes que nos deixas aquecer um pouco com os teus raios de sol na hora de almoço. Sou sincera, não gosto dos teus dias de chuva, embora saiba que a natureza tanto precisa dessa água tão preciosa com que nos abençoa! Mas adoro os dias de nevoeiro, adoro sentir respirar o frio do branco desses dias. Adoro a cor da paz que pinta esse nevoeiro. Uma manhã de nevoeiro é aquela que nos permite regar a alma com a luz que muitas vezes achamos que não existe. Se olharmos bem, o nevoeiro é luz e não escuridão.

Na tua chegada, brindas-nos com o frio dos dias que são tão teus, querido inverno. Um frio que nos aquece a alma na lareira que crepita calor e na manta que conforta os pés.

A estação do ano mais fria, mas que tem no seu calendário, a época natalícia que se for vivida na sua essência, traz consigo a luz da beleza que ilumina a nossa árvore de natal.

Cada momento pode ser demasiado belo, é só aprendermos a viver esse momento como sendo único dentro de nós, porque dois momentos nunca são iguais, tal como dois bons dias da mesma pessoa nunca serão iguais. 

Inverno, já chegaste! Traz contigo o teu verdadeiro encanto que mesmo com frio, o sorriso nunca gele!

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