Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

Mário Zambujal "À noite logo se vê"

Perdi no tempo, quanto tempo teria passado desde a primeira e única vez que li Mário de Zambujal no meu 7º ou 9º ano, há mais de 20 anos quando “A Crónica dos Bons Malandros”, era leitura obrigatória do plano nacional. Demasiado tempo passou e na altura não me marcou que esqueci o que li e o que tinha sentido.

Agora com “ À noite logo se vê” (mas datado de 1986) um livro de leitura fácil, uma escrita humorística. A agilidade do humor no relato hilariante das andanças de Mino, investigador do sobrenatural, na procura de explicações para acontecimentos extraordinários. De passagem, vai-se detendo em não menos fascinantes episódios da vida terrena, como a viagem do narrador e sua namorada, Natinha, numa noite de denso nevoeiro; a ascensão social de um homem de sete ofícios incompreendido pela cara-metade; a estratégia de Quinzinho Pontual na sua ambição de matar o tempo; a odisseia do pugilista gordo em vésperas de combate; o único descuido do velho repórter especializado em notícias de desastres; o inquietante mistério de Roseiral.  

Uma fantasia entre o limbo do mundo real e do mundo da fantasia. Mas que não me prendeu. Um enredo que não me cativou. Um ritmo agitado e disperso que me impedia de concentrar na leitura.

Sem dúvida que Mário Zambujal é um escritor de referência neste nosso Portugal, mas confesso que os apenas dois livros seus que li até hoje, não favorecem a que tenha vontade de ler outros mais. Ou então ainda não escolhi o livro certo!

Talvez rir do insólito da vida do comum dos mortais possa ser o antídoto perfeito para os dias de chuva que aí vêm. Um autor que recorre à comicidade da desgraça do quotidiano. Infelizmente comigo não resulta.

Fica registado que conheço a escrita deste autor e na qual muito se aprende mas não consigo mesmo dizer, gosto tanto!

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publicado por Ana Cristina Gomes às 23:27

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