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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

O coração fugiu-me...

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Hoje o coração fugiu-me. Por entre turbilhões de emoções. Até onde estavas. Quis controlar a mente, mas fui arrastada por entre o desejo e a tristeza. O coração foi. Eu fiquei. Ainda sinto esta espécie de silêncio zangado entre nós. Sem explicação. Como tudo é inexplicável no que corre no meu peito. Talvez um dia me faças sentido.
O coração continua-me a fugir. Até ti. Mesmo que não o queira, não o controlo e ele vai. E eu fico. E longe ficarei no sempre.
Foge o coração nesse universo que teima em não me fazer largar-te de mim. Por vezes, o dia escreve-te em mim. E a alma torce-se em confusão sem nada saber. Dou por mim a sussurrar mentalmente o teu nome como tantas outras vezes. Dou por mim noutros olhos das multidões e a ter saudades dos teus olhos. Os únicos que me continuam a tremer os sentidos. Saudades da suavidade do que era o nosso silêncio. O que me confortava o coração, por isso fugiu até ti. Se o tiveres sentido, não o trates mal. Deixa-o só a ficar a mirar-te. Nada mais.  Não te pediria para o amares. 
Hoje o meu coração atreveu-se em amor e fugiu. Mas eu já não sei se tenho forças de o ir buscar às tuas mãos.

Imagem : Internet

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