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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

O dançar dos teus dedos

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Vejo os teus dedos dançarem nesse baile do abismo das minhas emoções. Cada movimento teu é um derrapar do meu coração nesse precipício de sentimentos que vagueiam descontrolados dentro de mim. Já perdi o controlo do que sinto.
Às vezes acho que o universo me enlouquece de ti. Que me condena ao cadafalso no encontro dos teus olhos. Neste sempre e eterno desencontro de esperança. Há tanto que me movimento em desalento. Danço nesta dança de uma loucura premente de amor. Que é segredo meu e que guardo de ti.
Talvez os meus olhos sejam dor disfarçada quando te vejo dedilhar coreografias nessas tuas mãos. Mas és-me dor de amor. Uma dor imensa em que ardem as feridas em sangue. Tenho dias em que a minha ferida uiva em desespero. Que luta para se soltar das amarras por estar presa na solidão. E o teu dançar ainda me aperta mais a solidão. Sufoco à procura de ar de amor para me salvar. Mas o amor perdeu-se de nós.
Às vezes as emoções fazem chorar a alma. E tenho-te chorado nas noites em que me fogem o sono e os sonhos. As lágrimas dançam no meu rosto nas tuas memórias de dedos dançantes. Que não me tocam. E são murros no meu estômago.
As tuas mãos são tão bonitas quando dançam. Como tu, o bonito bailarino de olhos mel-outono.
Nunca dançaremos juntos ao luar a valsa das estrelas. Mas nunca deixes de dançar. Que os teus dedos sejam o tocar da música de amor que és. Gosto de te ver dançar mesmo que o teu dançar me seja dor.

Texto : Ana Cristina Gomes
Imagem : Internet

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