Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

O sétimo dia de confinamento trouxe uma flor

IMG_20210121_112407.jpg

O sétimo dia de confinamento. No meio de prédios verde-esperança há uma flor cheia de cores. Quero ver flores fortes. Que não quebram. Que nos protegem dessa vibração de medo e pânico que nos rodeia. Que tem raízes que nos ancoram no coração dourado da mãe Terra. E nos impedem de enlouquecer.
Levo comigo a energia de tranquilidade dessa flor. Para resistir e não entrar nessa espiral de alarmismo que os media nos transmitem a cada noticiário. Enfrentar a pandemia com respeito, cuidados e consciência.
Levar a vida da flor em mim. Para não esmorecer no oco das ruas quando o relógio do ponto marca as 18h. Ir ao Pingo Doce e sentir tanto o vazio de pessoas. A rua principal já de cafés fechados, sem correrias do regresso a casa. Se não fossem os transportes no seu ainda horário normal, já solitários de passageiros, acharia que era sonâmbula e estava a vaguear perdida na noite alta. Mas ainda pouco passava das 18h30.
Trouxe a cor da flor para alegrar o negro em que a cidade se torna. Precisamos de romper a escuridão e resgatar a luz. Enfrentar o vírus sem esta desorientação galopante que desagua numa crise sanitária e humanitária.
Estamos em estado de sítio. Vivemos uma guerra silenciosa de medo, pânico e desamor.
Precisamos de ser assim como a flor. Que vibra em amor. Que se agarra à terra. Que respira vida. E que não desiste de crescer em direcção ao sol.
Sejamos como a flor. Vibremos em amor no âmago do medo. Espalhemos luz no caos.

3 comentários

Comentar post