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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

O sol nasce-nos

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O sol nasce-nos nas diferentes janelas que abrimos no novo acordar. Longe observamos o mesmo sol que é nosso com pormenores que serão meus ou teus consoante a janela de lugar onde estejamos. Era assim na minha solidão. Será assim na nossa solidão de almas separadas.
Há uma luz neste nascer do sol que é tão tua. Uma luz que conforta feridas. Que embala a dor e a torna tão suave nos dias. A neblina que é abraço teu. Que sinto, mas não posso tocar. Que é real e difusa. Porque estamos em janelas de quartos distantes.
O sol nasce-nos no horizonte nas suas manhãs madrugadoras. Sempre absurdamente belo. Há um sol que me nasce nas nossas tardes quando os nossos olhos se procuram nas saudades que disfarçamos e que são segredo nosso. Porque és como o nascer-do-sol, irracionalmente lindo. Sem qualquer explicação lógica.
Um dia gostava que o sol nos nascesse na janela partilhada de horizonte. Os dois de olhos postos no mesmo nascer-do-sol.
Até lá, o sol nasce-nos no coração.

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