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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

O tempo que pára o amor...

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Às vezes o tempo pára-nos o amor. Esse tempo que esvazia de nós a esperança tal como um tanque que seca com falta de água. O amor também precisa de uma fonte de vida e quando o tempo pára, desfalece em fraqueza. De ventre esventrado em agonia que implora ao tempo por amor. Para recuperar um sorriso que ficou estático quando o relógio parou e expulsou a fé dos dias. Nem a vela acende. Fica parada na companhia de um tempo imóvel.
Às vezes contemplo o tempo à procura de respostas. Mas o tempo ignora-me no seu silêncio. E o amor pára-me no coração à espera que o semáforo de um olhar o faça arrancar e movimentar-se na autoestrada das minhas veias. Pulsar o motor que o coração é. Mas o cansaço acumula-se no corpo e a alma arrasta-se para dar corda ao tic tac do pêndulo que ficou em suspenso. Mas o tempo teima em não mexer. E o amor vai morrendo.
Às vezes o tempo pára-nos o amor. E tantas vezes deixamos perder o amor de nós. Sem nunca o voltar a encontrar mesmo que o tempo volte a retomar à vida.

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