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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

O teu olhar-luz!

Trago do fim de semana que já foi a luz dos teus olhos. Um mero segundo de tempo que agarro a mim para aguentar os dias que chegam.
Os teus olhos ali quando o sol cresce alto no céu. Ver como te brilha esse mel-outono que te pinta os olhos. Longe dessa fronteira entre o dia que já não é e a noite que ainda se apronta para nos dormir. Esse limbo de tempo quando o tempo me deixa a alma sentir-te. Porque os olhos estão embrenhados na escuridão do inverno. Na qual te entranhas e eu me perco de mim porque vais e eu sigo na direção oposta do gps do meu coração.
A luz, que trazes nessa profundidade do teu olhar que nem as olheiras disfarçam, caminha no abismo das minhas sombras. Sombras que vêm dançar comigo. Para não ter medo delas. São minhas e minhas serão. E essa luz que vi nos teus olhos ilumina os meus medos. Para os afugentar de mim porque os medos me atrofiam os sonhos. E eu ainda preciso de sonhar-te para me sonhar a mim. Os teus olhos que me adormecem na memória que fica. Que destrói os meus pesadelos.
Trago do fim de semana o segundo dos teus olhos mel-outono em mim. A luz que vi em ti vou perseguir em mim porque os teus olhos refletem a luz que tenho e que às vezes não sei onde está. E tu obrigas-me a ir à procura da luz minha. Podes ficar por perto enquanto não brilhar naquilo que realmente sou?!

Imagem : Internet

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