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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Olá Outono,

Na manhã de hoje quando forem 08h50 o outono chegará. De forma envergonhada por entre o canto dos grilos e o brilho dos pirilampos das noitadas de verão.
É tempo do verão descansar, de um novo ciclo se iniciar. Porque a vida é feita de ciclos e precisamos destes ciclos para crescermos. O outono chega após o calor, a luz, a força dos sentimentos e emoções do verão e antecede o frio, a penumbra e o silêncio do inverno. É tempo de abrandar o ritmo alucinante do verão. Tempo de deitar fora as nossas velhas folhas, enraizar as nossas raízes e preparar o nosso eu para novos ciclos. Uma fase de recolhimento. Uma estação de reflexão.
Mas o nosso querido verão como teve dificuldade em encontrar o caminho até nós, não nos quer dizer um até já. Mesmo quando o verão adormecer, o sol, a sua energia fica entre nós. Os raios de sol vão continuar a emanar o calor que toca nos nossos braços. Os vestidos dão lugar às calças e as sandálias arrumam-se no armário e voltam as botas aos nossos pés. Ou podemos prolongar a época dos ténis (o que eu adoro a moda dos ténis – por mim ficam o ano todo!)
Mais um verão, mais leituras na praia, mais horas na esplanada, mais passeios, mais uma fuga da cidade ao encontro da paz da natureza.
Verão, sinónimo de férias! Mas, infelizmente também sinónimo dos fatídicos incêndios que uma vida destroem nos minutos das suas labaredas. E isso nada deixa de saudades. Uma história que se repete ano após ano e cuja solução é uma miragem. Vandalismo, interesses económicos, a razão é irrelevante para o sofrimento e dor que causa às suas vítimas. Já era tempo de o verão ser verão sem os incêndios a manchar o seu sorriso.
Despede-se o verão no calendário, mas a sua presença ainda se manterá mais umas semanas entre nós. Uma doce transição para o outono das folhas caídas no chão. O frio que começa a arrepiar nas noites. As leituras ao lado de um chá quente. As gotas da chuva na terra molhada que nos faz viajar no tempo e sentir a infância perdida em nós. O outono traz nos seus braços uma outra espécie de conforto emocional. Nada de tristezas, nada de lamentos pela partida do verão. Novos pequenos momentos surgem para nos fazer sentir vivos, porque cada estação tem a sua beleza própria e o outono ser o escurecer cedo do dia, mas nesse escurecer mais cedo, decerto encontraremos o brilho das estrelas que acordam sobre nós.
Sintam e vivam a beleza deste outono único que ficará connosco até dezembro. E não se esqueçam que nesta estação teremos o chegar da sinfonia das cores e desenhos típicos de natal que pintam os meses do ano que se aproximam a passos largos.
Um até já ao verão e um forte abraço de boas-vindas ao outono que chega nas folhas que deslizam nas árvores.

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