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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Olhar-te é dor...

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Tantas vezes que olhar para ti é de uma dor insuportável. São murros e pontapés no corpo da alma. Porra, como me és dor. O meu coração desfalece em agonia. Uma espécie de morte lenta.
És amor nos olhos. Continuas a cheirar a amor. Serás sempre reflexo de amor. Um amor que me esfaqueia a ferida. Sangro em solidão. Talvez por isso ande por aí a fugir dos teus olhos. Veneno de paixão que me consome. Porque perdi as forças para sentir amor em mim. Deixo-te. Mas continuas agarrado a mim. Interrompes os meus pensamentos. Uma luta inglória entre ires ou ficares. Mas nunca estarás. Nunca serás presente.
Choro-te para me aliviar a tristeza. As lágrimas são memórias que guardarei de um amor sem destino. Sem partida ou meta. Ando por aqui perdida em emoções. Desencontrada com a esperança. De sorriso desaparecido. Porque às vezes as feridas estão vivas. Pulsam as veias. Temos de as limpar para as cicatrizar. Os braços inertes não se mexem. Por isso a ferida fica ali em dor, sem auxílio. Solitária. Sem amor para cicatrizar.
És-me ferida de amor. Aquela que o tempo nunca sarou. Por isso tanta vezes que olhar para ti é isso, a dor insuportável da minha solidão que vive nos teus olhos.

Imagem : Internet