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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Outono de amor

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E se cada folha de outono que cai da árvore fosse uma folha de amor, qual passadeira de afetos onde dançamos. Sementes para o amor crescer e proliferar. O amor em vias de extinção que precisa de ser preservado
E se as folhas fossem gestos de amor para com o outro. Tornaria este outono sisudo, de contornos atípicos, em dias de sorrisos. Sorrir não tem sido fácil nestes tempos de turbulência emocional. O equilíbrio perde-se e muitas vezes o desespero impera. O amor pode não trazer um emprego de volta, os clientes ou tanto daquilo que muitos perderam com este vírus. Mas o amor pode trazer força e coragem que precisamos para ultrapassar este desafio. Gestos de amor podem mudar vidas. Pequenas ações que podem salvar almas de abismos. As distâncias que nos pedem são físicas, não são distâncias de corações. O amor nunca poderá estar distante de nós e dos outros. Precisamos de doar amor ao outro. Um amor sincero e genuíno. Como folhas de outono que nos acalmam a dor. Que são aconchego de esperança.
Eu sou uma folha de amor. Tu és uma folha de amor. Ele é uma folha de amor. Ela é uma folha de amor. Se cada um for uma folha de amor, nós, juntos, seríamos um mundo de amor como este mundo de folhas aos meus pés. Podemos tentar? Reconstruir um mundo onde o amor não desapareceu e as folhas de outono fazem lembrar um romance escrito por palavras de ternura. Escritor e palavras em sintonia numa ordem irrepreensível. Nós somos o escritor, as folhas são as palavras. Parecem desordenadas, mas o amor é assim. Tem uma explicação tão simples. É só ouvi-lo no nosso coração.
As ruas podem estar vazias. Mas nós nunca poderemos estar vazios de amor. Sem amor em nós e por nós. Tornemos este outono de horas tristes em outono de amor.