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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Perder-me!

Perdi-me de mim quando te perdi.

Perdi-me de mim quando a vida nos fez perder um do outro.

Agora que te reencontrei, gostava de me voltar a encontrar em ti.

Agora que te reencontrei ainda perdida de mim preciso de ti para voltar a encontrar o caminho da vida. Preciso de me encontrar em mim.

Amei-te e ofereci-te a minha alma. Quando te perdi, a minha alma contigo continuou para que pudesses cuidar deste amor que nunca morreu. Que não morre comigo. Que continua e renasce cada vez que reencontro. Um amor que não deixo o pêndulo do destino perder. Mas para não perder esse amor, o destino perde-se de mim. E vagueio perdida neste universo perdido de mim.

Um amor que é dor nas lembranças não construídas de um agora que não existe em nós. Perco-me nos relâmpagos das reminiscências que guardo de ti. Memórias perdidas de um amor perdido pela vida.

Agora que te reencontrei preciso de voltar a reencontrar a vida da alma que fugiu de mim quando te perdi. Continuo a tentar reencontrar essa alma perdida mas sinto esta eterna tristeza de um olhar que o tempo perdeu em si.

Preciso que a vida nos deixe voltar a encontrar-nos dentro um do outro.

Para não mais me voltar a perder de ti.

Nem perder-me de mim.

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